Os dois primeiros itens dessa pequena lista não são novidade para ninguém, mas creio que os homens têm muito a refletir sobre os outros dois. Pelo menos para mim, eles são objeto de contemplação diária! O livro não explica diretamente o significado dessas idéias, ainda que elas permeiem toda a narrativa, todas as experiências da autora. Para quem não leu, vou falar um pouco sobre isso em outra linguagem.
Não levar a sério uma mulher não significa desenvolver uma postura insensível, mas uma sensibilidade mais radical, que ouve atentamente mas mantém uma consciência lúcida diante dos turbilhões femininos sem se deixar levar por eles. Um exemplo simples é saber cortar um momento de tensão (em uma conversa pós-sexo, digamos) que poderia levar a uma briga. Saber agarrá-la, beijá-la, rir dela olhando-a nos olhos e convidando-a a gargalhar também. Ao fazer isso, o homem ganha a confiança de sua mulher, que se sente segura ao saber que quando ela se perder em meio às emoções ele a resgatará com seu amor, com sua sabedoria e sobretudo com sua liberdade.
Não levar a sério é apenas se lembrar a todo momento que as mulheres flutuam: elas não funcionam no âmbito racional verdade/mentira, mas no domínio emocional do “ora sim, ora não”. Quando um homem falha nesse teste, seu coração se fecha e sua parceira percebe que ele foi conduzido pelas flutuações sutis do momento. Ao surgir essa insegurança, ela deixa de confiar totalmente nele e acaba se fechando também.
O quarto item é ainda mais interessante, pois a sensibilidade masculina costuma ser confundida com um respeito excessivo que, em algumas relações, chega a impedir que o homem “sensível” agarre sua mulher e a possuía desesperadamente. Para não ter medo de uma mulher, o homem tem de ser muito corajoso, confiante, seguro – qualidades que o tornam um bom amante. Daí o pedido feminino: “não tenha medo de mim”.
E não só no sexo. Não ter medo é saber ouvi-la por inteiro, penetrar em suas idéias, em seus anseios, olhá-la nos olhos, não ignorar nem 1% de sua alma. Não ter medo é acariciá-la demoradamente, aceitá-la em seu brilho puro e não manter nenhuma postura fixa que possa obstruir a livre manifestação de suas energias femininas.
Uma boa metáfora para esse tipo de amante/parceiro/homem é a mão que faz uma massagem inesquecível: este homem é firme e suave, percorre cada poro e não deixa nada intocado, é sensível mas invasivo, forte e incrivelmente leve, seu peso preenche, sua presença libera.
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Um comentário:
Li rapidamente o texto, pois quero ler todos e todos são imensos, mas gostei bastante desse e te identifiquei nele. beijo
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