Jantar em silêncio, love-audiotour pela cidade, dança de salão às escondidas, pedido de casamento no meio da Av. Paulista… Saiba tudo o que a Maria Claire nunca contou para você!
O que faz um bom presente ou uma boa declaração é uma mistura de personalização (quanto mais único, melhor), poesia (tem de significar algo além de si mesmo) e inserção na vida da pessoa amada (realização de um desejo antigo, por exemplo). Além disso, se a declaração levar algum tempo e fizer com que você se transforme no processo, aí sim o outro transbordará de felicidade.
Listo abaixo algumas sugestões que contemplam um ou mais desses quatro itens: personalização, poesia, inserção e transformação. Algumas já fiz, outras ainda não. As sugestões se adequam a homens e mulheres. Para facilitar, porém, direcionei minha linguagem ao público masculino.
Deixem suas sugestões nos comentários para enriquecer essa lista!
1. Jantar em silêncio
Conduza-a por um jantar em silêncio repleto de respirações, olhares e toques. Não faça em casa: o ideal é que seja em público, em um restaurante mesmo. Leve um bloco de notas para que vocês se divirtam com bilhetinhos entre si. Ficará ainda mais gostoso se vocês não pronunciarem nenhum som e usarem bilhetinhos até mesmo com o garçom. Não tenham medo do (inevitável) ridículo. E leve a brincadeira a sério, caso contrário a vergonha dela será maior do que a diversão. Ah, você pode ousar até mesmo no simples ato de marcar o encontro…
2. Audiotour pela cidade
Fiquei fascinado com esse projeto da Mostra SESC de Artes de 2007. Um percurso de uma hora no qual as pessoas são guiadas por um MP3 Player e caminham por vários locais da cidade em busca da resolução de um mistério policial. Por que não fazer isso com sua mulher?
Escolha um local, vá até lá para se certificar, volte, abra o Google Maps e use o Audacity para gravar as orientações. Você pode deixar algum presente escondido debaixo do banco de uma igreja, fazer o percurso acabar em um restaurante com você dentro, em um motel ou em uma loja na qual todas as atendentes já estão avisadas: “Olha, eu deixo pago e ela compra o que ela quiser dentro desse valor, pode ser?”.
3. Blog secreto
Use os serviços gratuitos do Wordpress ou do Blogger para criar um blog privado (em ambos, há a opção de não deixá-lo público) e comece a escrever com bastante freqüência sobre sua relação com ela. Relate sensações, percepções e pensamentos que não contou na hora. Descreva em detalhes a noite passada. Escreva para você mesmo, para ela, para o mundo. Alterne discursos com a idéia de que ela acessará o blog depois de algum tempo – é isso que difere essa sugestão de uma outra mais simples que descrevi há algum tempo.
A declaração pode durar um mês ou um ano, você decide. Já imaginou um presente assim de 10 anos? É claro que você corre o risco de levar um pé na bunda antes de revelar o blog… Ainda assim, você terá treinado um amor desprendido de expectativas, que se declara sem sequer precisar que o outro nos ouça.
4. Dança de salão às escondidas
Essa é simples: sem que ela saiba, matricule-se em um curso de dança de salão. Diga que seu chefe inventou reuniões semanais ou simule qualquer situação do tipo. Para acelerar seu aprendizado, escolha apenas um ritmo. Salsa e gafieira são ótimas pedidas. Tango já será mais complicado se sua mulher não tiver experiência alguma. Depois de uns 6 meses, vá com ela a um lugar que toca o que você já sabe e convide-a para dançar.
Atenção: essa sugestão não é recomendada para mulheres! É muito provável que o homem sinta-se constransgido por não conseguir acompanhar e ainda por cima fique nervoso ao saber que sua mulher ficou esse tempo todo dançando com outros. Parece machista, mas é muito mais fácil uma mulher inexperiente ser conduzida por um bom cavalheiro do que um homem iniciante dançar com uma dama treinada.
5. Os dias da semana
Um presente para cada dia da semana. Na segunda, ela desfrutará de um, na terça de outro, e assim por diante. Quinta-feira pode ser um livro de poesia, sexta-feira uma calcinha quase transparente, sábado um sabonete de menta… O presente é menos importante do que a idéia de acompanhá-la em seu cotidiano, expandindo sua presença na vida de sua parceira.
6. Transformação
Pare de fumar, coma menos, faça musculação, abandone a raiva ou o orgulho, medite, aprenda alguma coisa, desaprenda várias outras… Transforme-se para ela, deixe que sua vida se torne um presente a ser lentamente degustado por sua mulher. Porque presente bom não se dá, se oferece.
Para conseguir tais transformações, use toda aquela energia e potência que surgia bem no início da relação, quando você queria sexo e fazia de tudo para levá-la para a cama, lembra? Você passava dias inteiros planejando noites inesquecíveis, se vestia bem, comprava presentes, dirigia por horas seguidas, abria portas, perguntava “Está frio demais aqui dentro?”, e tudo aquilo que um homem presente e atento faz. A potência que deseja sexo é a mesma que deseja amar. E amar é isso: agir a favor da felicidade do outro.
7. Agenda
Compre uma agenda e a preencha inteira, dia após dia, com anotações, declarações, lembranças (”Nesse dia, há dois anos, nós fizemos…”), coisas que você quer fazer com ela em tal dia, conduções (”Ouça agora essa música…”), loucuras, propostas e insights. No início de janeiro, entregue e peça que ela use como uma agenda convencional e também como uma forma de dialogar com seus escritos.
8. Album erótico
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O processo, não o resultado, é a melhor parte dessa declaração. É gostoso pedir as poses, olhar, fotografar, beijar, deixar a câmera cair, editar, imprimir, montar, entregar… Tire fotos de ângulos improváveis, use o Photoshop e faça surgir uma mulher que nem você conhece. A nudez é opcional. Você pode mostrar para ela enquanto edita ou somente ao final. Você pode pedir para que ela faça poses ou pode fazer tudo em absoluto segredo (enquanto ela dorme, por exemplo).
9. Mestre-cuca
Assim como o curso de dança de salão proporciona uma noite de giros e pernadas, um curso de culinária pode promover alguns jantares deliciosos. Escolha o tipo e se matricule: tailandesa, japonesa, árabe, francesa… Tudo em segredo para a grande surpresa, claro.
10. Outra luz na Avenida Paulista
É uma pena que não consegui fazer essa declaração! Preparei tudo, escrevi, planejei… Mas sabe quando a temperatura muda abruptamente? No dia escolhido, a logística não permitiu; no seguinte, já não havia mais espaço. Com declarações, o momento é talvez o mais importante de todos os fatores. Uma mesma ação pode causar prazer ou desconforto, dependendo da temperatura da relação.
A idéia é usar um vasto espaço público significativo para o casal e fazer dele um ambiente imersivo para o amor. Escreva um texto e divida-o em vários cartazes (poucas palavras por cartaz e reticências). Vá ao local no fim da tarde. Leve algum tipo de cola ou fita adesiva. Planeje um percurso e saia colando cartazes em locais protegidos e estratégicos. Marque de encontrá-la em algum lugar perto do início do percurso (após o pôr-do-Sol), invente algum programa que justifique uma caminhada e conduza-a pelos cartazes usando uma lanterna. Peça a ela silêncio e vá lentamente focando cada um dos cartazes. No fim, você pode deixar as últimas palavras por baixo da sua camiseta (e apontar a lanterna para si próprio) ou simplesmente apontar para o céu – depende do texto, dos caminhos do seu amor por ela.
Eu escolheria a Avenida Paulista e deixaria também alguns cartazes perdidos em arbustos ou dentro de alguns locais (prateleiras ou bancos na livraria Cultura, por exemplo). Seria sábado à noite, com muito movimento e vida ao redor. Como perdi minha chance, ofereço a idéia para que outros possam fazê-lo. O que importa não é quem faz, o que importa é a abertura impessoal que brota disso.
Para quem quiser pedir em casamento, há um outro fim para essa declaração. Converse com umas 20 pessoas (estranhos, se tiver coragem e dinheiro, ou amigos) e peça para que elas fiquem no final do percurso com cartazes em mãos, todos com a mesma pergunta: “Quer casar comigo?”. Eles serão a sua voz, uma expansão de seu corpo. Após a caminhada com o texto preparatório, você chega com sua mulher e dá um sinal: todos se agrupam de repente e mostram os cartazes. Serão 20 “Quer casar comigo?” direcionados a ela! Aí basta se ajoelhar, tirar a aliança do bolso
sábado, 22 de novembro de 2008
tipos de amores
Agora em agosto, Flávio Gikovate dará um curso com o seguinte título: “Egoístas, generosos e justos: o amor nas relações do cotidiano”. A idéia é criticar o que eu chamaria de relação de conveniência, aquela na qual o obstáculo de um se acopla com o obstáculo do outro, o karma de um complementa o karma do outro. Gikovate explora as relações de conveniência utilizando o exemplo do egoísta e do generoso e oferece uma saída no que ele chama de relação entre pessoas justas:
“O justo é essencialmente maduro e bem constituído em sua individualidade. Pode muito bem ficar sozinho. Se optar por um relacionamento amoroso, não agirá nem com a imaturidade e dependência prática do egoísta — que costumava ser chamado de tipo narcisista, o que sempre aumentou a confusão a respeito do uso deste termo — e nem com a condescendência que deriva da dependência emocional do generoso. Não terá medo da fusão romântica porque o individualismo predomina sobre o amor. Acabará por estabelecer um novo tipo de aliança amorosa, mais parecida com a amizade — menos possessiva e nada dominadora — que tenho chamado de +amor, ou seja, mais do que amor. Trata-se da proposição de um novo tipo de romance adaptável aos novos tempos, igualitários.” (Gikovate, 2003)
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A relação de conveniência é baseada na mediocridade, no pior de cada ser (quando olhamos para nossas relações, é dolorido perceber como isso é verdade!). Ela não proporciona transformação pois para ser sustentada exige uma espécie de acomodação em nossas fixações neuróticas. Uma pessoa carente, por exemplo, se encanta com aquele que, por medo de ser rejeitado, oferece proteção e segurança de um modo impulsivo e irracional. Elas se apaixonam e se “amam” sem saber por quê.
Não vemos o outro em nenhum momento, pois estamos fascinados pela sensação que ele nos provoca. A prisão narcísica é não amar verdadeiramente o outro, mas o próprio “eu” que ele faz surgir. Contardo Calligaris chama isso de “miséria amorosa ordinária”, na qual “amar significa pedir ao outro o que a gente quer. Ou, pior ainda, pedir-lhe aquela ‘coisa’ de que a gente precisa” (Calligaris, 2005).
Muitas pessoas nunca conheceram uma relação que fugisse a esse padrão. Para elas, a relação de conveniência é tudo o que há, a única possível, onipresente em seus pais, amigos e em todo o ambiente interpessoal ao seu redor. Por isso, é nosso dever dar o exemplo e oferecer ao mundo uma relação de transformação na qual cada um dos parceiros diz: “para te amar eu me transformo, para te amar eu nasço novamente, para te amar eu manifesto o melhor de mim; e ao me transformar eu te amo ainda mais, ao nascer de novo vejo ainda mais sua beleza, ao dar o melhor de mim vejo ainda mais o melhor de você”. Eis o círculo virtuoso do amor, paradoxalmente assim explicado: “eu te amo, e ao te amar acabo te amando ainda mais”.
Enquanto a relação de conveniência já está sempre pronta e estamos sempre preparados para ela, a relação de transformação exige uma construção dedicada, uma forma de treinamento mútuo, de elaboração artística. Não é um caminho fácil mas é o que verdadeiramente desejamos até quando perdemos tempo escolhendo relações tolas que não exigem o melhor de nós. Esse caminho de liberdade e exploração, como bem ensina o poeta Antonio Machado, se faz ao caminhar (”Camiñante, no hay camiño, el camiño se hace al camiñar”). Ainda que o tenhamos construído uma vez com uma parceira, a segunda vez não chega nunca a ser uma repetição, ao contrário do que acontece com relações kármicas.
Prosseguindo com a comparação (pois sempre vemos pelo contraste), percebemos que a relação convencional é uma aproximação simples de mundos: “eu gosto de cinema europeu, você também, eu gosto de música árabe, você também”. Não há real penetração, não há compartilhamento, apenas uma interface cômoda e confortante. Uma outra possibilidade, muito mais deliciosa, é não apenas aproximar os mundos, mas cada um dos parceiros penetrar os mundos do outro e simultaneamente entregar seus mundos para que possam ser invadidos pelo outro. Mais ainda: não apenas abrir-se e penetrar, mas criar novos mundos, dar à luz, engravidar-se do outro e de si mesmo.
Um novo mundo criado a dois é uma das bases de uma relação duradoura e autêntica. O curioso é que, para que isso aconteça, é necessário que cada um dos parceiros se estique, se reconfigure, expanda seu corpo em um novo espaço, enfim… se transforme! Esses novos mundos são espaços nos quais nascemos com novas identidades, são espaços nos quais podemos explorar ainda mais nosso amor, nos permitem ser mais, existir mais, nos conectar de outros modos não só com o outro mas com todo o mundo. Esse é um tipo especial de intimidade a dois que nos deixa íntimos de tudo mais, de todos os seres, de cada cena da vida, de cada olhar e até de nós mesmos.
Será que desejamos manter nossos obstáculos como base de nossos relacionamentos? Queremos amar e ser amados com apenas 20% de nosso ser? Buscamos um parceiro para quê mesmo? Permanecemos com ele por quê mesmo? Quais as bases de nossas relações? Estamos realmente dispostos a abandonar nossas relações de conveniência? Dispostos a nos deixar nascer em frente ao outro e fazê-lo nascer diante de nós, aprendendo lentamente a sonhar juntos?
“O justo é essencialmente maduro e bem constituído em sua individualidade. Pode muito bem ficar sozinho. Se optar por um relacionamento amoroso, não agirá nem com a imaturidade e dependência prática do egoísta — que costumava ser chamado de tipo narcisista, o que sempre aumentou a confusão a respeito do uso deste termo — e nem com a condescendência que deriva da dependência emocional do generoso. Não terá medo da fusão romântica porque o individualismo predomina sobre o amor. Acabará por estabelecer um novo tipo de aliança amorosa, mais parecida com a amizade — menos possessiva e nada dominadora — que tenho chamado de +amor, ou seja, mais do que amor. Trata-se da proposição de um novo tipo de romance adaptável aos novos tempos, igualitários.” (Gikovate, 2003)
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A relação de conveniência é baseada na mediocridade, no pior de cada ser (quando olhamos para nossas relações, é dolorido perceber como isso é verdade!). Ela não proporciona transformação pois para ser sustentada exige uma espécie de acomodação em nossas fixações neuróticas. Uma pessoa carente, por exemplo, se encanta com aquele que, por medo de ser rejeitado, oferece proteção e segurança de um modo impulsivo e irracional. Elas se apaixonam e se “amam” sem saber por quê.
Não vemos o outro em nenhum momento, pois estamos fascinados pela sensação que ele nos provoca. A prisão narcísica é não amar verdadeiramente o outro, mas o próprio “eu” que ele faz surgir. Contardo Calligaris chama isso de “miséria amorosa ordinária”, na qual “amar significa pedir ao outro o que a gente quer. Ou, pior ainda, pedir-lhe aquela ‘coisa’ de que a gente precisa” (Calligaris, 2005).
Muitas pessoas nunca conheceram uma relação que fugisse a esse padrão. Para elas, a relação de conveniência é tudo o que há, a única possível, onipresente em seus pais, amigos e em todo o ambiente interpessoal ao seu redor. Por isso, é nosso dever dar o exemplo e oferecer ao mundo uma relação de transformação na qual cada um dos parceiros diz: “para te amar eu me transformo, para te amar eu nasço novamente, para te amar eu manifesto o melhor de mim; e ao me transformar eu te amo ainda mais, ao nascer de novo vejo ainda mais sua beleza, ao dar o melhor de mim vejo ainda mais o melhor de você”. Eis o círculo virtuoso do amor, paradoxalmente assim explicado: “eu te amo, e ao te amar acabo te amando ainda mais”.
Enquanto a relação de conveniência já está sempre pronta e estamos sempre preparados para ela, a relação de transformação exige uma construção dedicada, uma forma de treinamento mútuo, de elaboração artística. Não é um caminho fácil mas é o que verdadeiramente desejamos até quando perdemos tempo escolhendo relações tolas que não exigem o melhor de nós. Esse caminho de liberdade e exploração, como bem ensina o poeta Antonio Machado, se faz ao caminhar (”Camiñante, no hay camiño, el camiño se hace al camiñar”). Ainda que o tenhamos construído uma vez com uma parceira, a segunda vez não chega nunca a ser uma repetição, ao contrário do que acontece com relações kármicas.
Prosseguindo com a comparação (pois sempre vemos pelo contraste), percebemos que a relação convencional é uma aproximação simples de mundos: “eu gosto de cinema europeu, você também, eu gosto de música árabe, você também”. Não há real penetração, não há compartilhamento, apenas uma interface cômoda e confortante. Uma outra possibilidade, muito mais deliciosa, é não apenas aproximar os mundos, mas cada um dos parceiros penetrar os mundos do outro e simultaneamente entregar seus mundos para que possam ser invadidos pelo outro. Mais ainda: não apenas abrir-se e penetrar, mas criar novos mundos, dar à luz, engravidar-se do outro e de si mesmo.
Um novo mundo criado a dois é uma das bases de uma relação duradoura e autêntica. O curioso é que, para que isso aconteça, é necessário que cada um dos parceiros se estique, se reconfigure, expanda seu corpo em um novo espaço, enfim… se transforme! Esses novos mundos são espaços nos quais nascemos com novas identidades, são espaços nos quais podemos explorar ainda mais nosso amor, nos permitem ser mais, existir mais, nos conectar de outros modos não só com o outro mas com todo o mundo. Esse é um tipo especial de intimidade a dois que nos deixa íntimos de tudo mais, de todos os seres, de cada cena da vida, de cada olhar e até de nós mesmos.
Será que desejamos manter nossos obstáculos como base de nossos relacionamentos? Queremos amar e ser amados com apenas 20% de nosso ser? Buscamos um parceiro para quê mesmo? Permanecemos com ele por quê mesmo? Quais as bases de nossas relações? Estamos realmente dispostos a abandonar nossas relações de conveniência? Dispostos a nos deixar nascer em frente ao outro e fazê-lo nascer diante de nós, aprendendo lentamente a sonhar juntos?
dinamica do amor
No último post (”Amor é coisa que não se recebe“), falei sobre a dinâmica da passividade e sobre como podemos descobrir nossa potência de amar.
Autonomia, no entanto, não significa auto-suficiência ou isolamento. Quando já praticamos esse amor livre, o que acontece quando iniciamos uma nova relação?
Uma mulher é o grande espaço para um homem praticar amor na sua forma mais incorporada, fascinante e desafiadora. Ele pode não precisar de uma mulher para ser feliz, porém a entrega feminina é o convite perfeito para que ele penetre tudo com seu amor e treine sua liberdade de se manter imóvel diante das tempestades e oscilações do feminino. Isto é, ele pode ser mestre em técnicas de apnéia, mergulho, canoagem ou surf, mas como praticar sem rios e oceanos?
Um homem, por sua vez, é também apenas um suporte para a mulher que se descobriu fonte de amor, que ficou inseparável da própria dança da vida. Ainda que ela não precise do amor de seu homem, é quando ela é conduzida com leveza e vigor que sua capacidade de entrega, radiância e amor pode se expressar desimpedidamente. Em outras palavras, ela pode saber movimentar seu corpo de mil maneiras no samba de gafieira, mas é preciso que haja música, espaço e alguém para conduzi-la.
O masculino precisa tocar o feminino para vir à tona e existir com força total. O feminino chama pelo masculino para conseguir saltitar e se desenrolar com toda a energia que a vida pode agüentar.
A autonomia do amor se expressa quando o amor não vai nem vem, nem se dá tampouco se recebe. Primeiro, sentimos o amor vindo de fora, recebemos e nos sentimos amados. Depois, percebemos que podemos agir, sentimos o amor por dentro e o expandimos aos outros. Até que, enfim, caímos sentados sobre a ilusão de nossas paredes e nos abandonamos dentro do amor. Paramos de tentar e deixamos o amor com ele mesmo… Depois dessa desistência, não há mais esforço para amar o outro. Há o amor e sua circulação, muito bem descrita pelo mestre zen Shunryu Suzuki na obra-prima Mente Zen, Mente de Principiante:
“O mundo interior não tem limites e o mundo exterior também é ilimitado. Nós dizemos “mundo interior” e “mundo exterior”, mas, na verdade, só há um único mundo. Nesse mundo sem limites, a garganta é uma espécie de porta de vaivém. O ar entra e sai como alguém passando por uma porta de vaivém. Se você pensa “eu respiro”, o “eu” está a mais. Não há um “você” para dizer “eu”. O que chamamos de “eu” é apenas uma porta de vaivém que se move quando inalamos e exalamos. Ela simplesmente se move, eis tudo.”
Essa respiração do amor move homens e mulheres de modos distintos. Ainda que, de uma perspectiva absoluta, não haja eu e outro, vida e morte, dentro e fora, nos mundos relativos há uma dinâmica lúdica entre os opostos. A não-dualidade é apenas o pano de fundo para incontáveis dualidades e pares de seres e fenômenos que vão surgir em cada vaivém. Ora, esse movimento é tão poderoso que produz bebês, if you know what I mean…
O livre vaivém atua no homem que é capaz de viver com um amor autônomo instalado no meio do peito. Tudo o que ele quer é uma mulher que silenciosamente se entregue: “Eu sou sua, eu me rendo ao amor que vem de você, me conduza, dance comigo”. Ao oferecer seu melhor, ele faz uma exigência sutil. Sua proposta não aceita nada menos do que a completa liberação de todas as energias, ânimos e curvas que ela tem a oferecer.
Uma mulher cujo brilho é sua forma de amar os outros sem que ela sequer tenha de se aproximar de alguém, tudo o que ela quer é um homem que chegue sem pedir licença: “Eu me livrei do medo e quero ver até onde vai sua beleza. Se você já está dançando, pode soltar o cabelo e começar a girar”. Sua presença também exige. Sem liberdade e vigor, dificilmente um homem conseguirá permanecer ao seu lado.
Quando eles se encontram, a profundidade masculina é o par perfeito para a radiância feminina. A liberdade dele é o espaço para o espiralar do amor dela. Ele fica, presente, imóvel. Ela dança, graciosa, cintilante. Juntos, eles continuam amando de modo autônomo como já faziam com qualquer um, não há diferença. Movem-se a favor dos outros, para que todos se desdobrem, aflorem. Sem que ninguém nunca chegue a receber algo, ambos sentem prazer ao oferecer amor irrestrito. Um para o outro, e ambos para o mundo.
Na relação lúcida, ainda que a mulher anseie por alguém ou um homem deseje um corpo feminino, quem faz as exigências é o amor, não as identidades específicas ou personagens. Ambos estão rendidos não um ao outro, mas ao amor. Se pudéssemos ouvi-los, seria algo assim: “Aquilo que não sou ama, por mim, em você, tudo aquilo que você não é”.
* A imagem é do gênio M.C. Escher, Drawing Hands (1948). Sou fascinado por ela. Se pudesse, usaria para explicar praticamente todas as idéias que passam pela minha mente.
Autonomia, no entanto, não significa auto-suficiência ou isolamento. Quando já praticamos esse amor livre, o que acontece quando iniciamos uma nova relação?
Uma mulher é o grande espaço para um homem praticar amor na sua forma mais incorporada, fascinante e desafiadora. Ele pode não precisar de uma mulher para ser feliz, porém a entrega feminina é o convite perfeito para que ele penetre tudo com seu amor e treine sua liberdade de se manter imóvel diante das tempestades e oscilações do feminino. Isto é, ele pode ser mestre em técnicas de apnéia, mergulho, canoagem ou surf, mas como praticar sem rios e oceanos?
Um homem, por sua vez, é também apenas um suporte para a mulher que se descobriu fonte de amor, que ficou inseparável da própria dança da vida. Ainda que ela não precise do amor de seu homem, é quando ela é conduzida com leveza e vigor que sua capacidade de entrega, radiância e amor pode se expressar desimpedidamente. Em outras palavras, ela pode saber movimentar seu corpo de mil maneiras no samba de gafieira, mas é preciso que haja música, espaço e alguém para conduzi-la.
O masculino precisa tocar o feminino para vir à tona e existir com força total. O feminino chama pelo masculino para conseguir saltitar e se desenrolar com toda a energia que a vida pode agüentar.
A autonomia do amor se expressa quando o amor não vai nem vem, nem se dá tampouco se recebe. Primeiro, sentimos o amor vindo de fora, recebemos e nos sentimos amados. Depois, percebemos que podemos agir, sentimos o amor por dentro e o expandimos aos outros. Até que, enfim, caímos sentados sobre a ilusão de nossas paredes e nos abandonamos dentro do amor. Paramos de tentar e deixamos o amor com ele mesmo… Depois dessa desistência, não há mais esforço para amar o outro. Há o amor e sua circulação, muito bem descrita pelo mestre zen Shunryu Suzuki na obra-prima Mente Zen, Mente de Principiante:
“O mundo interior não tem limites e o mundo exterior também é ilimitado. Nós dizemos “mundo interior” e “mundo exterior”, mas, na verdade, só há um único mundo. Nesse mundo sem limites, a garganta é uma espécie de porta de vaivém. O ar entra e sai como alguém passando por uma porta de vaivém. Se você pensa “eu respiro”, o “eu” está a mais. Não há um “você” para dizer “eu”. O que chamamos de “eu” é apenas uma porta de vaivém que se move quando inalamos e exalamos. Ela simplesmente se move, eis tudo.”
Essa respiração do amor move homens e mulheres de modos distintos. Ainda que, de uma perspectiva absoluta, não haja eu e outro, vida e morte, dentro e fora, nos mundos relativos há uma dinâmica lúdica entre os opostos. A não-dualidade é apenas o pano de fundo para incontáveis dualidades e pares de seres e fenômenos que vão surgir em cada vaivém. Ora, esse movimento é tão poderoso que produz bebês, if you know what I mean…
O livre vaivém atua no homem que é capaz de viver com um amor autônomo instalado no meio do peito. Tudo o que ele quer é uma mulher que silenciosamente se entregue: “Eu sou sua, eu me rendo ao amor que vem de você, me conduza, dance comigo”. Ao oferecer seu melhor, ele faz uma exigência sutil. Sua proposta não aceita nada menos do que a completa liberação de todas as energias, ânimos e curvas que ela tem a oferecer.
Uma mulher cujo brilho é sua forma de amar os outros sem que ela sequer tenha de se aproximar de alguém, tudo o que ela quer é um homem que chegue sem pedir licença: “Eu me livrei do medo e quero ver até onde vai sua beleza. Se você já está dançando, pode soltar o cabelo e começar a girar”. Sua presença também exige. Sem liberdade e vigor, dificilmente um homem conseguirá permanecer ao seu lado.
Quando eles se encontram, a profundidade masculina é o par perfeito para a radiância feminina. A liberdade dele é o espaço para o espiralar do amor dela. Ele fica, presente, imóvel. Ela dança, graciosa, cintilante. Juntos, eles continuam amando de modo autônomo como já faziam com qualquer um, não há diferença. Movem-se a favor dos outros, para que todos se desdobrem, aflorem. Sem que ninguém nunca chegue a receber algo, ambos sentem prazer ao oferecer amor irrestrito. Um para o outro, e ambos para o mundo.
Na relação lúcida, ainda que a mulher anseie por alguém ou um homem deseje um corpo feminino, quem faz as exigências é o amor, não as identidades específicas ou personagens. Ambos estão rendidos não um ao outro, mas ao amor. Se pudéssemos ouvi-los, seria algo assim: “Aquilo que não sou ama, por mim, em você, tudo aquilo que você não é”.
* A imagem é do gênio M.C. Escher, Drawing Hands (1948). Sou fascinado por ela. Se pudesse, usaria para explicar praticamente todas as idéias que passam pela minha mente.
um novo homem
Você é um romântico sem pegada ou um Chuck Norris tentando entender poesia?
Mais do que estereótipos, “machão” e “sensível” são duas posturas extremas diante da energia feminina. Alguns tendem à primeira, outros não sabem como ir além da segunda. Haveria um modo de integrar o melhor dos dois mundos? Será que existe algum homem capaz de conversar sobre o Fragmentos de um Discurso Amoroso, de Roland Barthes, sem deixar de meter porrada em quem mexer com sua mulher?
Os dois comportamentos não são mentais. Chuck Norris ou Zach Braff (mais pelos filmes do que pela série Scrubs) apresentam posições corporais diferentes. O contraste não se encontra tanto no que eles pensam quanto no posicionamento que eles assumem na relação com mulheres, artes, elementos da natureza, formas e brilhos.
Com uma mulher ou com uma música à frente, o machão se distancia, vigia, resmunga. A música toca, ele fica estático e tira sarro. Deseja controle sobre o feminino. Sua lógica é a da posse. Todos os fenômenos são capturados, analisados, conquistados. No oceano do feminino, o homem machão busca dinheiro, carros, poder, fama, mulheres. A meta é conseguir o máximo possível de objetos, na esperança de enfim suprir o vazio de um corpo sem energia vital. Por evitar o contato direto com o feminino (interno e externo), ele age violentamente. É uma questão de sobrevivência: para inflar seu corpo de vida, ele agride, machuca, tira sangue da natureza, da sociedade, de sua mulher…
A lógica do homem sensível é a do ser. Em um universo de movimentos radiantes, ele se deixa envolver, se aproxima, sorri, chora. A música toca, ele vai junto e dança. O sensível busca desenvolvimento intelectual e emocional. Ao oferecer seu feminino, porém, ele corre o risco de ser rejeitado: energia feminina é o que as mulheres já têm. Quando isso acontece, assim que vê nela o que pensava ser dele, ele se sente roubado, fraco, apavorado. À medida que se equipara à luminosidade externa, começam a surgir medos, inseguranças e expectativas. Não existe homem sensível que nunca se sentiu impotente e dominado. Ou pior: ele vem com o feminino, ela incorpora o masculino e o humilha. O processo de identificação com os fenômenos retira seu poder e muitas vezes o deixa refém do que lhe acontece. Não é raro ver homens surtando por questões mínimas…
Como aprender com o machão
O aspecto saudável do machão é o desenvolvimento da presença. O mundo se desespera e colapsa, ele permanece imóvel. Sua mulher grita e esperneia, ele fica. Um exemplo de liberdade também. Por não se identificar com o feminino, é capaz de cortar e desbravar. Por não se distrair, ele passa anos meditando, testando vacinas, produzindo chips, vencendo corridas. Seu arquétipo é o do herói, guerreiro ou samurai, que abandona a cidade natal, segue sua missão e volta trazendo troféus, remédios, conhecimentos. Para o sensível, o machão é o antídoto da indecisão. É encarnando essa postura rígida que ele retomará o poder sobre sua vida.
Como aprender com o sensível
No outro extremo, a qualidade positiva do homem sensível é o cultivo de uma profundidade sem limites. Ele é capaz de se comunicar em qualquer linguagem, se envolver com todas as danças, se emocionar com o amplo espectro das histórias humanas. Sua habilidade é movimentar energias, substâncias, ventos, sons… Manipular tudo o que se move. Seu arquétipo é o do xamã, bruxo ou mago, que se entrega ao universo para poder falar a língua dos animais. Ele sente a dor de todos os seres e por isso pode agir por dentro do mundo, restaurar tecidos, curar. Para o machão, o sensível é o antídoto da violência. Ele ensina que, para evitar o estupro, é preciso ser invadido pelo feminino antes de penetrar uma mulher.
Rumo a uma nova espécie de homem
Em uma abordagem preliminar, poderíamos sugerir que os homens sensíveis treinassem a postura do machão. Não é uma má idéia começar a investir na bolsa, beber pinga, bater o copo na mesa, ficar calado e ser grosso, aprender boxe, PHP, jogar rugby. Já os homens brutos experimentariam a atitude do sensível. Seria engraçado vê-los assistir a filmes iranianos, recitar Rilke, dançar sapateado, freqüentar cursos de culinária tailandesa, vinhos, teatro clown!
Tal processo mimético, no entanto, é apenas um caminho grosseiro de transformação. Uma abordagem mais sofisticada poderia apostar na própria fonte dos problemas. Ou seja, se você é machão, vá até o fim; se é sensível, explore seus limites. A postura desafiadora do machão esmagará todas as metas medíocres até que reste apenas um objetivo transcendental, a missão do herói. O sensível também. Com sua docilidade, se conectará com tudo e com todos, para enfim entender o código da Matrix e virar xamã.
Ninguém pode prever os resultados da união do herói com o xamã. O fato é que sozinhos eles são impotentes diante de uma única mulher. Sem sensibilidade, o direcionamento do machão é cego: ele a leva para jantar em um restaurante que ela já disse odiar mas ele esqueceu. Sem direcionamento, a sensibilidade também não resolve: ele sabe qual o restaurante dos sonhos, mas não tem dinheiro ou coragem para levá-la.
A flexibilidade do sensível facilmente se deixa dominar. A rigidez do machão obstrui a livre manifestação dos encantos femininos. Nenhum dos dois é capaz de conduzir sua dama. Um trava, outro solta demais. Um tira a liberdade, outro não oferece segurança. Com nenhum dos dois ela consegue girar! A condução exige o melhor de ambos: abertura e sensibilidade com vigor e direcionamento, presença imóvel com profundidade nômade.
Praticar a postura que conduz exige o fim da oposição proposta nesse texto. Suspendemos o embate, a integração começa. Retire o “X” da imagem acima… Ali está Mr. George Clooney, junto com mais dois exemplos de homens da nova geração.
A nós homens, só resta continuar aprendendo com o velho Chuck. Você já decorou pelo menos uma das verdades do Chuck Norris? Está na hora de aplicá-las na vida… Quem disse que Chuck Norris não é o primeiro dos machões românticos?
No dia dos namorados, Chuck Norris dá para a sua mulher o coração ainda batendo de um de seus inimigos. Para ser mais romântico, Chuck Norris acredita que todo dia é dia dos namorados.
Mais do que estereótipos, “machão” e “sensível” são duas posturas extremas diante da energia feminina. Alguns tendem à primeira, outros não sabem como ir além da segunda. Haveria um modo de integrar o melhor dos dois mundos? Será que existe algum homem capaz de conversar sobre o Fragmentos de um Discurso Amoroso, de Roland Barthes, sem deixar de meter porrada em quem mexer com sua mulher?
Os dois comportamentos não são mentais. Chuck Norris ou Zach Braff (mais pelos filmes do que pela série Scrubs) apresentam posições corporais diferentes. O contraste não se encontra tanto no que eles pensam quanto no posicionamento que eles assumem na relação com mulheres, artes, elementos da natureza, formas e brilhos.
Com uma mulher ou com uma música à frente, o machão se distancia, vigia, resmunga. A música toca, ele fica estático e tira sarro. Deseja controle sobre o feminino. Sua lógica é a da posse. Todos os fenômenos são capturados, analisados, conquistados. No oceano do feminino, o homem machão busca dinheiro, carros, poder, fama, mulheres. A meta é conseguir o máximo possível de objetos, na esperança de enfim suprir o vazio de um corpo sem energia vital. Por evitar o contato direto com o feminino (interno e externo), ele age violentamente. É uma questão de sobrevivência: para inflar seu corpo de vida, ele agride, machuca, tira sangue da natureza, da sociedade, de sua mulher…
A lógica do homem sensível é a do ser. Em um universo de movimentos radiantes, ele se deixa envolver, se aproxima, sorri, chora. A música toca, ele vai junto e dança. O sensível busca desenvolvimento intelectual e emocional. Ao oferecer seu feminino, porém, ele corre o risco de ser rejeitado: energia feminina é o que as mulheres já têm. Quando isso acontece, assim que vê nela o que pensava ser dele, ele se sente roubado, fraco, apavorado. À medida que se equipara à luminosidade externa, começam a surgir medos, inseguranças e expectativas. Não existe homem sensível que nunca se sentiu impotente e dominado. Ou pior: ele vem com o feminino, ela incorpora o masculino e o humilha. O processo de identificação com os fenômenos retira seu poder e muitas vezes o deixa refém do que lhe acontece. Não é raro ver homens surtando por questões mínimas…
Como aprender com o machão
O aspecto saudável do machão é o desenvolvimento da presença. O mundo se desespera e colapsa, ele permanece imóvel. Sua mulher grita e esperneia, ele fica. Um exemplo de liberdade também. Por não se identificar com o feminino, é capaz de cortar e desbravar. Por não se distrair, ele passa anos meditando, testando vacinas, produzindo chips, vencendo corridas. Seu arquétipo é o do herói, guerreiro ou samurai, que abandona a cidade natal, segue sua missão e volta trazendo troféus, remédios, conhecimentos. Para o sensível, o machão é o antídoto da indecisão. É encarnando essa postura rígida que ele retomará o poder sobre sua vida.
Como aprender com o sensível
No outro extremo, a qualidade positiva do homem sensível é o cultivo de uma profundidade sem limites. Ele é capaz de se comunicar em qualquer linguagem, se envolver com todas as danças, se emocionar com o amplo espectro das histórias humanas. Sua habilidade é movimentar energias, substâncias, ventos, sons… Manipular tudo o que se move. Seu arquétipo é o do xamã, bruxo ou mago, que se entrega ao universo para poder falar a língua dos animais. Ele sente a dor de todos os seres e por isso pode agir por dentro do mundo, restaurar tecidos, curar. Para o machão, o sensível é o antídoto da violência. Ele ensina que, para evitar o estupro, é preciso ser invadido pelo feminino antes de penetrar uma mulher.
Rumo a uma nova espécie de homem
Em uma abordagem preliminar, poderíamos sugerir que os homens sensíveis treinassem a postura do machão. Não é uma má idéia começar a investir na bolsa, beber pinga, bater o copo na mesa, ficar calado e ser grosso, aprender boxe, PHP, jogar rugby. Já os homens brutos experimentariam a atitude do sensível. Seria engraçado vê-los assistir a filmes iranianos, recitar Rilke, dançar sapateado, freqüentar cursos de culinária tailandesa, vinhos, teatro clown!
Tal processo mimético, no entanto, é apenas um caminho grosseiro de transformação. Uma abordagem mais sofisticada poderia apostar na própria fonte dos problemas. Ou seja, se você é machão, vá até o fim; se é sensível, explore seus limites. A postura desafiadora do machão esmagará todas as metas medíocres até que reste apenas um objetivo transcendental, a missão do herói. O sensível também. Com sua docilidade, se conectará com tudo e com todos, para enfim entender o código da Matrix e virar xamã.
Ninguém pode prever os resultados da união do herói com o xamã. O fato é que sozinhos eles são impotentes diante de uma única mulher. Sem sensibilidade, o direcionamento do machão é cego: ele a leva para jantar em um restaurante que ela já disse odiar mas ele esqueceu. Sem direcionamento, a sensibilidade também não resolve: ele sabe qual o restaurante dos sonhos, mas não tem dinheiro ou coragem para levá-la.
A flexibilidade do sensível facilmente se deixa dominar. A rigidez do machão obstrui a livre manifestação dos encantos femininos. Nenhum dos dois é capaz de conduzir sua dama. Um trava, outro solta demais. Um tira a liberdade, outro não oferece segurança. Com nenhum dos dois ela consegue girar! A condução exige o melhor de ambos: abertura e sensibilidade com vigor e direcionamento, presença imóvel com profundidade nômade.
Praticar a postura que conduz exige o fim da oposição proposta nesse texto. Suspendemos o embate, a integração começa. Retire o “X” da imagem acima… Ali está Mr. George Clooney, junto com mais dois exemplos de homens da nova geração.
A nós homens, só resta continuar aprendendo com o velho Chuck. Você já decorou pelo menos uma das verdades do Chuck Norris? Está na hora de aplicá-las na vida… Quem disse que Chuck Norris não é o primeiro dos machões românticos?
No dia dos namorados, Chuck Norris dá para a sua mulher o coração ainda batendo de um de seus inimigos. Para ser mais romântico, Chuck Norris acredita que todo dia é dia dos namorados.
leitura para homens
Os dois primeiros itens dessa pequena lista não são novidade para ninguém, mas creio que os homens têm muito a refletir sobre os outros dois. Pelo menos para mim, eles são objeto de contemplação diária! O livro não explica diretamente o significado dessas idéias, ainda que elas permeiem toda a narrativa, todas as experiências da autora. Para quem não leu, vou falar um pouco sobre isso em outra linguagem.
Não levar a sério uma mulher não significa desenvolver uma postura insensível, mas uma sensibilidade mais radical, que ouve atentamente mas mantém uma consciência lúcida diante dos turbilhões femininos sem se deixar levar por eles. Um exemplo simples é saber cortar um momento de tensão (em uma conversa pós-sexo, digamos) que poderia levar a uma briga. Saber agarrá-la, beijá-la, rir dela olhando-a nos olhos e convidando-a a gargalhar também. Ao fazer isso, o homem ganha a confiança de sua mulher, que se sente segura ao saber que quando ela se perder em meio às emoções ele a resgatará com seu amor, com sua sabedoria e sobretudo com sua liberdade.
Não levar a sério é apenas se lembrar a todo momento que as mulheres flutuam: elas não funcionam no âmbito racional verdade/mentira, mas no domínio emocional do “ora sim, ora não”. Quando um homem falha nesse teste, seu coração se fecha e sua parceira percebe que ele foi conduzido pelas flutuações sutis do momento. Ao surgir essa insegurança, ela deixa de confiar totalmente nele e acaba se fechando também.
O quarto item é ainda mais interessante, pois a sensibilidade masculina costuma ser confundida com um respeito excessivo que, em algumas relações, chega a impedir que o homem “sensível” agarre sua mulher e a possuía desesperadamente. Para não ter medo de uma mulher, o homem tem de ser muito corajoso, confiante, seguro – qualidades que o tornam um bom amante. Daí o pedido feminino: “não tenha medo de mim”.
E não só no sexo. Não ter medo é saber ouvi-la por inteiro, penetrar em suas idéias, em seus anseios, olhá-la nos olhos, não ignorar nem 1% de sua alma. Não ter medo é acariciá-la demoradamente, aceitá-la em seu brilho puro e não manter nenhuma postura fixa que possa obstruir a livre manifestação de suas energias femininas.
Uma boa metáfora para esse tipo de amante/parceiro/homem é a mão que faz uma massagem inesquecível: este homem é firme e suave, percorre cada poro e não deixa nada intocado, é sensível mas invasivo, forte e incrivelmente leve, seu peso preenche, sua presença libera.
Não levar a sério uma mulher não significa desenvolver uma postura insensível, mas uma sensibilidade mais radical, que ouve atentamente mas mantém uma consciência lúcida diante dos turbilhões femininos sem se deixar levar por eles. Um exemplo simples é saber cortar um momento de tensão (em uma conversa pós-sexo, digamos) que poderia levar a uma briga. Saber agarrá-la, beijá-la, rir dela olhando-a nos olhos e convidando-a a gargalhar também. Ao fazer isso, o homem ganha a confiança de sua mulher, que se sente segura ao saber que quando ela se perder em meio às emoções ele a resgatará com seu amor, com sua sabedoria e sobretudo com sua liberdade.
Não levar a sério é apenas se lembrar a todo momento que as mulheres flutuam: elas não funcionam no âmbito racional verdade/mentira, mas no domínio emocional do “ora sim, ora não”. Quando um homem falha nesse teste, seu coração se fecha e sua parceira percebe que ele foi conduzido pelas flutuações sutis do momento. Ao surgir essa insegurança, ela deixa de confiar totalmente nele e acaba se fechando também.
O quarto item é ainda mais interessante, pois a sensibilidade masculina costuma ser confundida com um respeito excessivo que, em algumas relações, chega a impedir que o homem “sensível” agarre sua mulher e a possuía desesperadamente. Para não ter medo de uma mulher, o homem tem de ser muito corajoso, confiante, seguro – qualidades que o tornam um bom amante. Daí o pedido feminino: “não tenha medo de mim”.
E não só no sexo. Não ter medo é saber ouvi-la por inteiro, penetrar em suas idéias, em seus anseios, olhá-la nos olhos, não ignorar nem 1% de sua alma. Não ter medo é acariciá-la demoradamente, aceitá-la em seu brilho puro e não manter nenhuma postura fixa que possa obstruir a livre manifestação de suas energias femininas.
Uma boa metáfora para esse tipo de amante/parceiro/homem é a mão que faz uma massagem inesquecível: este homem é firme e suave, percorre cada poro e não deixa nada intocado, é sensível mas invasivo, forte e incrivelmente leve, seu peso preenche, sua presença libera.
vida a dois
Receita do amor que dura: amar o outro não apesar de sua diferença, mas por ele ser diferente.
Em geral , na literatura, no cinema e nas nossa fantasias, as histórias de amor acabam quando os amantes se juntam (é o modelo Cinderela) ou, então, quando a união esbarra num obstáculo intransponível (é o modelo Romeu e Julieta). No modelo Cinderela, o narrador nos deixa sonhando com um “viveram felizes para sempre”, que seria a “óbvia” conseqüência da paixão. No modelo Romeu e Julieta, a felicidade que os amantes teriam conhecido, se tivessem podido se juntar, é uma hipótese indiscutível. O destino adverso que separou os amantes (ou os juntou na morte) perderia seu valor trágico se perguntássemos: será que Romeu e Julieta continuariam se amando com afinco se, um dia, conseguissem deitar-se juntos sem que Romeu tivesse que escalar a casa de Julieta até o famoso balcão? Ou se, em vez de enfrentar a oposição letal de suas ascendências, eles passassem os domingos em espantosos churrascos de família?
Talvez as histórias de amor que acabam mal nos fascinem porque, nelas, a dificuldade do amor se apresenta disfarçada. A luta trágica contra o mundo que se opõe à felicidade dos amantes pode ser uma metáfora gloriosa da dificuldade, tragicômica e inglória, da vida conjugal. O casal que dura no tempo, em regra, não é tema para uma história de amor, mas para farsa ou vaudeville -às vezes, para conto de terror, à la “Dormindo com o Inimigo”.
Durante décadas, Calvin Trillin escreveu uma narrativa de sua vida de casal, na revista “New Yorker” e em alguns livros (por exemplo, “Travels with Alice”, viajando com Alice, de 1989, e “Alice, Let’s Eat”, Alice, vamos para a mesa, de 1978). Nesses escritos, que são só uma parte de sua produção, Trillin compunha com sua mulher, Alice, uma dobradinha humorística, em que Calvin era o avoado, o feio e o desajeitado, e Alice encarnava, ao mesmo tempo, a beleza, a graça e a sabedoria concreta de vida.
À primeira vista, isso confirma a regra: a vida de casal é um tema cômico. Mas as crônicas de Trillin eram delicadas e tocantes: engraçadas, mas nunca grotescas. Trillin não zombava da dificuldade da vida de casal: ele nos divertia celebrando a alegria do casamento. Qual era seu segredo? Pois bem, Alice, com quem Trillin se casou em 1965, morreu em 2001.
Trillin escreveu “Sobre Alice”, que acaba de ser publicado pela Globo. Esse pequeno e tocante texto de despedida desvenda o segredo de um amor e de uma convivência felizes, que duraram 35 anos. O segredo é o seguinte: Calvin e Alice, as personagens das crônicas, não eram artifícios literários, eram os próprios. A oposição entre os dois foi, efetivamente, o jeito especial que eles inventaram para conviver e prolongar o amor na convivência.
Considere esta citação de um texto anterior, que aparece no começo de “Sobre Alice”: “Minha mulher, Alice, tem a estranha propensão de limitar nossa família a três refeições por dia”. A graça está no fato de que a “propensão” de Alice não é extravagante, mas é contemplada por Calvin como se fosse um hábito exótico.
Alice é situada e mantida numa alteridade rigorosa, em que é impossível distinguir qualidades e defeitos: Calvin a ama e admira como a gente contempla, fascinado, uma espécie desconhecida num documentário do Discovery Channel. Se amo e admiro o outro por ele ser diferente de mim (e não apesar de ele ser diferente de mim), não posso considerar que minha maneira de ser seja a única certa. Se Calvin acha extraordinário que Alice acredite na virtude de três refeições diárias, ele pode continuar petiscando o dia todo, mas seu hábito lhe parecerá, no fundo, tão estranho quanto o de Alice.
Com isso, Calvin e Alice transformaram sua vida de casal numa aventura fascinante: a aventura de sempre descobrir o outro, cuja diferença inesperada nos dá, de brinde, a certeza de que nossa obstinada maneira de ser, nossos jeitos e nossa neurose não precisam ser uma norma universal, nem mesmo a norma do casal. Há quem diga que o parceiro ideal é aquele que nos faz rir. Trillin completou a fórmula: Alice era quem conseguia fazê-lo rir dele mesmo. Com isso, ele descobriu a receita do amor que dura.
Em geral , na literatura, no cinema e nas nossa fantasias, as histórias de amor acabam quando os amantes se juntam (é o modelo Cinderela) ou, então, quando a união esbarra num obstáculo intransponível (é o modelo Romeu e Julieta). No modelo Cinderela, o narrador nos deixa sonhando com um “viveram felizes para sempre”, que seria a “óbvia” conseqüência da paixão. No modelo Romeu e Julieta, a felicidade que os amantes teriam conhecido, se tivessem podido se juntar, é uma hipótese indiscutível. O destino adverso que separou os amantes (ou os juntou na morte) perderia seu valor trágico se perguntássemos: será que Romeu e Julieta continuariam se amando com afinco se, um dia, conseguissem deitar-se juntos sem que Romeu tivesse que escalar a casa de Julieta até o famoso balcão? Ou se, em vez de enfrentar a oposição letal de suas ascendências, eles passassem os domingos em espantosos churrascos de família?
Talvez as histórias de amor que acabam mal nos fascinem porque, nelas, a dificuldade do amor se apresenta disfarçada. A luta trágica contra o mundo que se opõe à felicidade dos amantes pode ser uma metáfora gloriosa da dificuldade, tragicômica e inglória, da vida conjugal. O casal que dura no tempo, em regra, não é tema para uma história de amor, mas para farsa ou vaudeville -às vezes, para conto de terror, à la “Dormindo com o Inimigo”.
Durante décadas, Calvin Trillin escreveu uma narrativa de sua vida de casal, na revista “New Yorker” e em alguns livros (por exemplo, “Travels with Alice”, viajando com Alice, de 1989, e “Alice, Let’s Eat”, Alice, vamos para a mesa, de 1978). Nesses escritos, que são só uma parte de sua produção, Trillin compunha com sua mulher, Alice, uma dobradinha humorística, em que Calvin era o avoado, o feio e o desajeitado, e Alice encarnava, ao mesmo tempo, a beleza, a graça e a sabedoria concreta de vida.
À primeira vista, isso confirma a regra: a vida de casal é um tema cômico. Mas as crônicas de Trillin eram delicadas e tocantes: engraçadas, mas nunca grotescas. Trillin não zombava da dificuldade da vida de casal: ele nos divertia celebrando a alegria do casamento. Qual era seu segredo? Pois bem, Alice, com quem Trillin se casou em 1965, morreu em 2001.
Trillin escreveu “Sobre Alice”, que acaba de ser publicado pela Globo. Esse pequeno e tocante texto de despedida desvenda o segredo de um amor e de uma convivência felizes, que duraram 35 anos. O segredo é o seguinte: Calvin e Alice, as personagens das crônicas, não eram artifícios literários, eram os próprios. A oposição entre os dois foi, efetivamente, o jeito especial que eles inventaram para conviver e prolongar o amor na convivência.
Considere esta citação de um texto anterior, que aparece no começo de “Sobre Alice”: “Minha mulher, Alice, tem a estranha propensão de limitar nossa família a três refeições por dia”. A graça está no fato de que a “propensão” de Alice não é extravagante, mas é contemplada por Calvin como se fosse um hábito exótico.
Alice é situada e mantida numa alteridade rigorosa, em que é impossível distinguir qualidades e defeitos: Calvin a ama e admira como a gente contempla, fascinado, uma espécie desconhecida num documentário do Discovery Channel. Se amo e admiro o outro por ele ser diferente de mim (e não apesar de ele ser diferente de mim), não posso considerar que minha maneira de ser seja a única certa. Se Calvin acha extraordinário que Alice acredite na virtude de três refeições diárias, ele pode continuar petiscando o dia todo, mas seu hábito lhe parecerá, no fundo, tão estranho quanto o de Alice.
Com isso, Calvin e Alice transformaram sua vida de casal numa aventura fascinante: a aventura de sempre descobrir o outro, cuja diferença inesperada nos dá, de brinde, a certeza de que nossa obstinada maneira de ser, nossos jeitos e nossa neurose não precisam ser uma norma universal, nem mesmo a norma do casal. Há quem diga que o parceiro ideal é aquele que nos faz rir. Trillin completou a fórmula: Alice era quem conseguia fazê-lo rir dele mesmo. Com isso, ele descobriu a receita do amor que dura.
vida a dois
Receita do amor que dura: amar o outro não apesar de sua diferença, mas por ele ser diferente.
Em geral , na literatura, no cinema e nas nossa fantasias, as histórias de amor acabam quando os amantes se juntam (é o modelo Cinderela) ou, então, quando a união esbarra num obstáculo intransponível (é o modelo Romeu e Julieta). No modelo Cinderela, o narrador nos deixa sonhando com um “viveram felizes para sempre”, que seria a “óbvia” conseqüência da paixão. No modelo Romeu e Julieta, a felicidade que os amantes teriam conhecido, se tivessem podido se juntar, é uma hipótese indiscutível. O destino adverso que separou os amantes (ou os juntou na morte) perderia seu valor trágico se perguntássemos: será que Romeu e Julieta continuariam se amando com afinco se, um dia, conseguissem deitar-se juntos sem que Romeu tivesse que escalar a casa de Julieta até o famoso balcão? Ou se, em vez de enfrentar a oposição letal de suas ascendências, eles passassem os domingos em espantosos churrascos de família?
Talvez as histórias de amor que acabam mal nos fascinem porque, nelas, a dificuldade do amor se apresenta disfarçada. A luta trágica contra o mundo que se opõe à felicidade dos amantes pode ser uma metáfora gloriosa da dificuldade, tragicômica e inglória, da vida conjugal. O casal que dura no tempo, em regra, não é tema para uma história de amor, mas para farsa ou vaudeville -às vezes, para conto de terror, à la “Dormindo com o Inimigo”.
Durante décadas, Calvin Trillin escreveu uma narrativa de sua vida de casal, na revista “New Yorker” e em alguns livros (por exemplo, “Travels with Alice”, viajando com Alice, de 1989, e “Alice, Let’s Eat”, Alice, vamos para a mesa, de 1978). Nesses escritos, que são só uma parte de sua produção, Trillin compunha com sua mulher, Alice, uma dobradinha humorística, em que Calvin era o avoado, o feio e o desajeitado, e Alice encarnava, ao mesmo tempo, a beleza, a graça e a sabedoria concreta de vida.
À primeira vista, isso confirma a regra: a vida de casal é um tema cômico. Mas as crônicas de Trillin eram delicadas e tocantes: engraçadas, mas nunca grotescas. Trillin não zombava da dificuldade da vida de casal: ele nos divertia celebrando a alegria do casamento. Qual era seu segredo? Pois bem, Alice, com quem Trillin se casou em 1965, morreu em 2001.
Trillin escreveu “Sobre Alice”, que acaba de ser publicado pela Globo. Esse pequeno e tocante texto de despedida desvenda o segredo de um amor e de uma convivência felizes, que duraram 35 anos. O segredo é o seguinte: Calvin e Alice, as personagens das crônicas, não eram artifícios literários, eram os próprios. A oposição entre os dois foi, efetivamente, o jeito especial que eles inventaram para conviver e prolongar o amor na convivência.
Considere esta citação de um texto anterior, que aparece no começo de “Sobre Alice”: “Minha mulher, Alice, tem a estranha propensão de limitar nossa família a três refeições por dia”. A graça está no fato de que a “propensão” de Alice não é extravagante, mas é contemplada por Calvin como se fosse um hábito exótico.
Alice é situada e mantida numa alteridade rigorosa, em que é impossível distinguir qualidades e defeitos: Calvin a ama e admira como a gente contempla, fascinado, uma espécie desconhecida num documentário do Discovery Channel. Se amo e admiro o outro por ele ser diferente de mim (e não apesar de ele ser diferente de mim), não posso considerar que minha maneira de ser seja a única certa. Se Calvin acha extraordinário que Alice acredite na virtude de três refeições diárias, ele pode continuar petiscando o dia todo, mas seu hábito lhe parecerá, no fundo, tão estranho quanto o de Alice.
Com isso, Calvin e Alice transformaram sua vida de casal numa aventura fascinante: a aventura de sempre descobrir o outro, cuja diferença inesperada nos dá, de brinde, a certeza de que nossa obstinada maneira de ser, nossos jeitos e nossa neurose não precisam ser uma norma universal, nem mesmo a norma do casal. Há quem diga que o parceiro ideal é aquele que nos faz rir. Trillin completou a fórmula: Alice era quem conseguia fazê-lo rir dele mesmo. Com isso, ele descobriu a receita do amor que dura.
Em geral , na literatura, no cinema e nas nossa fantasias, as histórias de amor acabam quando os amantes se juntam (é o modelo Cinderela) ou, então, quando a união esbarra num obstáculo intransponível (é o modelo Romeu e Julieta). No modelo Cinderela, o narrador nos deixa sonhando com um “viveram felizes para sempre”, que seria a “óbvia” conseqüência da paixão. No modelo Romeu e Julieta, a felicidade que os amantes teriam conhecido, se tivessem podido se juntar, é uma hipótese indiscutível. O destino adverso que separou os amantes (ou os juntou na morte) perderia seu valor trágico se perguntássemos: será que Romeu e Julieta continuariam se amando com afinco se, um dia, conseguissem deitar-se juntos sem que Romeu tivesse que escalar a casa de Julieta até o famoso balcão? Ou se, em vez de enfrentar a oposição letal de suas ascendências, eles passassem os domingos em espantosos churrascos de família?
Talvez as histórias de amor que acabam mal nos fascinem porque, nelas, a dificuldade do amor se apresenta disfarçada. A luta trágica contra o mundo que se opõe à felicidade dos amantes pode ser uma metáfora gloriosa da dificuldade, tragicômica e inglória, da vida conjugal. O casal que dura no tempo, em regra, não é tema para uma história de amor, mas para farsa ou vaudeville -às vezes, para conto de terror, à la “Dormindo com o Inimigo”.
Durante décadas, Calvin Trillin escreveu uma narrativa de sua vida de casal, na revista “New Yorker” e em alguns livros (por exemplo, “Travels with Alice”, viajando com Alice, de 1989, e “Alice, Let’s Eat”, Alice, vamos para a mesa, de 1978). Nesses escritos, que são só uma parte de sua produção, Trillin compunha com sua mulher, Alice, uma dobradinha humorística, em que Calvin era o avoado, o feio e o desajeitado, e Alice encarnava, ao mesmo tempo, a beleza, a graça e a sabedoria concreta de vida.
À primeira vista, isso confirma a regra: a vida de casal é um tema cômico. Mas as crônicas de Trillin eram delicadas e tocantes: engraçadas, mas nunca grotescas. Trillin não zombava da dificuldade da vida de casal: ele nos divertia celebrando a alegria do casamento. Qual era seu segredo? Pois bem, Alice, com quem Trillin se casou em 1965, morreu em 2001.
Trillin escreveu “Sobre Alice”, que acaba de ser publicado pela Globo. Esse pequeno e tocante texto de despedida desvenda o segredo de um amor e de uma convivência felizes, que duraram 35 anos. O segredo é o seguinte: Calvin e Alice, as personagens das crônicas, não eram artifícios literários, eram os próprios. A oposição entre os dois foi, efetivamente, o jeito especial que eles inventaram para conviver e prolongar o amor na convivência.
Considere esta citação de um texto anterior, que aparece no começo de “Sobre Alice”: “Minha mulher, Alice, tem a estranha propensão de limitar nossa família a três refeições por dia”. A graça está no fato de que a “propensão” de Alice não é extravagante, mas é contemplada por Calvin como se fosse um hábito exótico.
Alice é situada e mantida numa alteridade rigorosa, em que é impossível distinguir qualidades e defeitos: Calvin a ama e admira como a gente contempla, fascinado, uma espécie desconhecida num documentário do Discovery Channel. Se amo e admiro o outro por ele ser diferente de mim (e não apesar de ele ser diferente de mim), não posso considerar que minha maneira de ser seja a única certa. Se Calvin acha extraordinário que Alice acredite na virtude de três refeições diárias, ele pode continuar petiscando o dia todo, mas seu hábito lhe parecerá, no fundo, tão estranho quanto o de Alice.
Com isso, Calvin e Alice transformaram sua vida de casal numa aventura fascinante: a aventura de sempre descobrir o outro, cuja diferença inesperada nos dá, de brinde, a certeza de que nossa obstinada maneira de ser, nossos jeitos e nossa neurose não precisam ser uma norma universal, nem mesmo a norma do casal. Há quem diga que o parceiro ideal é aquele que nos faz rir. Trillin completou a fórmula: Alice era quem conseguia fazê-lo rir dele mesmo. Com isso, ele descobriu a receita do amor que dura.
poemas
Fechei os olhos e te senti,
Como um rio transbordante
De uma nascente fascinante
E que cessa no mar doce de mim.
Eu te quero! Quero teu cheiro
Que continua pairando no meu ar,
Invade minh'alma sorrateiro
E na minha memória sempre está.
Eu desejo o teu beijo provocante,
Que aquece o meu corpo insinuante
E uma cama tépida termina em nós.
Eu anseio você nos meus lençóis,
Nos laços quentes do meu abraço,
Onde somos um em forma de dois.
Como um rio transbordante
De uma nascente fascinante
E que cessa no mar doce de mim.
Eu te quero! Quero teu cheiro
Que continua pairando no meu ar,
Invade minh'alma sorrateiro
E na minha memória sempre está.
Eu desejo o teu beijo provocante,
Que aquece o meu corpo insinuante
E uma cama tépida termina em nós.
Eu anseio você nos meus lençóis,
Nos laços quentes do meu abraço,
Onde somos um em forma de dois.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
feminismo...
É possível ser poeta sem ter aprendido a amar?
Colasanti: Eu não sei, porque eu sempre amei. (risos)
Mas será que um sujeito que não ama consegue poetizar, como o Cazuza escreveu naquela música?
Colasanti: Como é que é não amar? Você conhece alguém que nunca amou?
Alguém pode dizer, por exemplo, que ainda não sabe se ama, que ainda está descobrindo o que é o amor.
Colasanti: Então eu perguntaria: você não se ama? Você não ama a vida? Você não ama sua mãe? Você não ama uma criancinha? Você não tem um sentimento de amor? Você não acorda um dia e diz: pôxa, Deus é sensacional! Olha só que dia que Ele fez! Não tem isso?
Então é impossível não amar?
Colasanti: Eu acho muito, muito difícil! A não ser por extrema negação. Aí você tem que ter um sentimento de intensidade equivalente, que é o ódio, que é a negação das coisas. Mas hoje de manhã, pra vir pra cá, acordei às quatro da manhã, peguei um taxi às cinco e meia; e atravessamos Copacabana, depois o Aterro, o dia nascendo. Mas era de uma beleza tão estarrecedora que o motorista — que fazia esse percurso todo dia — me disse: é muito lindo o amanhecer nessa cidade, né? Isso não é um sentimento de amor? Acho que é! Limitar o amor ao amor erótico, ao amor pelo outro, é agredir muita gente que não consegue esse sentimento. É discriminar muita gente.
Tá na hora da provocação!
Colasanti: Provoca, provoca, aproveita que eu estou de bom humor! (risos)
Para Schopenhauer, o fundamento do amor e da atração sexual não passa de um instinto de reprodução. Para o filósofo, com essas sensações, o "gênio da espécie" nos ilude individualmente apenas para garantir a perpetuação da espécie. O que acha disso?
Colasanti: Em princípio está certo. Quanto mais na época dele. Na época em que ele disse isso, que o ato sexual — o ato sexual masculino, né?, porque não havia outro na época dele, parece (risos) — ou era com prostitutas e sem finalidade de reprodução, ou era com finalidade de reprodução com a mulher amada. Casava-se para isso — porque havia um desejo sexual — e sobretudo casava-se por organização social visando a reprodução.
Hoje em dia, em que as pessoas transam sem ter nem atração sexual — as pessoas estão transando não é sem amor, é sem atração sexual, porque faz parte de acabar a noite, é porque assim que se faz, é porque os outros estão transando, é porque estamos aí mesmo, é porque cheiramos um pó, não é preciso nem atração sexual — aí o impulso reprodutor da relação sexual tem que ser recolocado. Hoje em dia, a relação sexual é outra coisa. Temos que reestudar, redefinir onde ficou o instinto de reprodução, se ele está envolvido nessa transada meio desleixada de fim de noite, com preservativos, etc.
Pra você, a invenção da cultura abafou de vez muitos de nossos instintos?
Colasanti: É complicado, porque os instintos sociais, ou seja, os instintos criados e embutidos nas pessoas pelas exigências do grupo, são muito fortes — não só nos animais, nas comunidades de macacos, por exemplo, que têm comportamentos diferentes de acordo com as comunidades. Então não é um instinto, porque nasce com a pessoa e que não está no DNA, mas é transmitido socialmente.
Schopenhauer disse também…
Colasanti: Você gosta desse cara hein? Isso vai te comprometer no futuro, com as mocinhas (risos)
Não é isso (risos), eu só quero provocar sua argumentação. Shopenhauer disse que a estupidez não é prejudicial ao homem, e muitas vezes homens inteligentes causam até mesmo um efeito deplorável nas mulheres, pois a finalidade do matrimônio é a procriação, e não um "colóquio cheio de espírito". O que acha disso?
Colasanti: Primeiro nós não temos comprovante que os homens estúpidos sejam melhores reprodutores. São só estúpidos. Possivelmente tem gens horrorosos que vão transmitir às crianças e fazer filhinhos estúpidos, ou ter mais possibilidade de fazer filhinhos estúpidos. Se ele dissesse: as mulheres casam com o provedor, mesmo que seja mais feio, porque o instinto quer um provedor para alimentar os filhotes no ninho… faz sentido. Agora, essa frase — solta assim — é um equívoco fatal. Também sei que existam mulheres que preferem homens estúpidos, como existem homens que preferem mulheres torturadoras. Existe tudo! Mas não sei de uma maioria de mulheres que prefira homens estúpidos. Não vejo que a estupidez tenha sucesso especial entre as mocinhas. Você me diga, você que é homem, se elas te requisitam a estupidez, ou não! (risos)
A última de Schopenhauer. Ele escreveu que, assim como o leão tem os dentes e as garras, e o javali as presas, a mulher só tem a dissimulação como arma para se proteger e defender, que equivaleria à força da razão e dos músculos do homem. O que diz disso?
Colasanti: Que pobreza! Acho pobre como definição. Primeiro, a dissimulação não é uma invenção das mulheres. É uma invenção dos seres humanos. Os seres humanos frequentemente dizem uma coisa e pensam outra, fingem ser o que não são, simulam suas intenções. Basta você olhar o mercado — que é hoje em dia a mesma coisa que "Deus". O mercado é feito de dissimulação o tempo inteiro, e se você olhar o mercado, ele é predominantemente masculino. Então, que conversa é essa? As mulheres têm várias armas, entre as quais a dissimulação. Os homens têm várias armas, entre as quais a dissimulação.
Você escreveu que o amor é diferente para homens e mulheres. Quais são as diferenças básicas que percebe?
Colasanti: Sobretudo na época em que eu escrevi o livro ao qual você está se referindo, um livro chamado E por falar em amor, que deve ter mais de vinte anos. O que eu queria dizer é que, de fato, era ensinado diferente para homens e mulheres. Para mulheres era ensinado com fins matrimoniais, era ensinado que há bons amores e maus amores, sendo que os bons amores duram para sempre, no sentido de perenidade; os bons amores incluem fidelidade, sinceridade, e os maus amores são aqueles que deixam o outro muito infeliz — sobretudo ela — e de homens que não lhe dão o devido valor, a devida atenção, que não são fiéis, que a fazem sofrer.
Para a mulher era ensinado: busque o amor, você nasceu para o amor, o amor é que é o coroamento do seu "ser mulher" no mundo. Para os homens era o seguinte: fuja do amor, meu filho, porque se você cair no amor você está preso, amarrado, fisgado, pescado, caçado, e casará! E é no casamento que acaba o seu auge como homem, que aí você vai trocar todas as mulheres do mundo por uma — ou pelo menos vai ter que fingir que está trocando. Para os homens o amor era ensinado como uma fraqueza; para as mulheres era ensinado como um fortalecimento. Para os homens vale a pluralidade, para as mulheres não! A fidelidade é um dote para as mulheres; para os homens, um equívoco — é claro que todo homem nasceu para o plural. Enfim, era ensinado de maneira diametralmente oposta, para depois juntar e não dar certo, é claro. É difícil dar certo assim.
E hoje em dia?
Colasanti: Acredito que hoje nós tenhamos variantes nesse quadro. As moças já não acreditam em fidelidade para ambos, e sobretudo não acreditam em diferenças para ambos. Se há infidelidade para ele, para ela também. As estatísticas dizem que o nível de infidelidade está praticamente equiparado entre homens e mulheres — os homens declaram mais do que as mulheres, mas na prática estamos equiparados.
As mulheres também não acreditam muito em amor pra sempre — gostariam, mas não acreditam muito. Algumas até se assustam com essa idéia, acham que é apavorante casar com um e ficar com esse um para sempre e não ter outro. Outro dia, uma jovem me dizia — uma jovem de trinta anos, não era nenhuma menina — me dizia que a idéia era apavorante. O que muito me surpreendeu, pois ela é bem casada.
Nós tivemos aí uma mudança grande. Uma mudança até mesmo pelo seguinte: porque antes, as mulheres faziam tudo para manter o casamento. Tinha uma seção na [revista] Cláudia que era: Como salvei meu casamento — parecia coisa de Corpo de Bombeiros. (risos) Hoje em dia, o que acontece é o contrário. As separações e os divórcios são permanentemente pedidas por mulheres. A tendência dos homens é ficar no casamento, mesmo quando ele não está muito bom. A tendência das mulheres, se o casamento não está bom, é separar.
No mercado editorial existem dezenas de revistas de conselhos para as adolescentes, mas não há nenhuma para o público masculino da mesma faixa etária. Para você, por que isso acontece?
Colasanti: É a evolução de uma tendência já antiga na imprensa. As revistas femininas sempre lidaram com comportamento, e ao lidar com isso elas estão, não digo dando conselhos, mas mostrando e analisando uma maneira de ver e tentando ver isso de vários ângulos sociológicos, sem fazer teorias acadêmicas.
As revistas masculinas sempre foram revistas eróticas, para estímulo erótico, companheiras de masturbação, pouca análise de comportamento masculino. Algumas, quando eram sofisticadas, como foi a Squire, por exemplo, durante muito anos, é porque tinham artigos de análises — mas não comportamentais, mas de política, literatura, economia. De alguma maneira, a sociedade considerava que os homens não precisavam de conselho. Porque os homens são fortes, os homens são todos acertados, tudo homem é um acerto só! Porque se ele é o rei da criação, só pode estar acertado. Agora, as mulheres, como eram vistas como inferiores, quem sabe a gente dá a mão para sair do buraco? Quem sabe a gente aconselha e elas melhoram de vida? Então sempre houve uma tendência maior, na imprensa feminina, deste diálogo. E também, porque as mulheres são mais abertas a conversas sobre sentimentos. Hoje, a gente sabe que isso é cerebral; mas não se sabia antigamente. Tocava-se de ouvido. Hoje a gente sabe que isso acontece porque o cérebro delas está preparado para isso, organizado para isso. E o cérebro dos homens não está organizado para conversas sobre o abstrato. O homem conversa sobre o concreto.
Então o homem tem muita dificuldade nessa área, e a mulher não. Ora, justamente porque ele tem dificuldade — hoje sabemos — acho que seria muito proveitosa uma publicação, ou uma linha de publicações que ajudassem os homens a dialogar com o indialogável, com aquilo que são seus sentimentos, seu comportamento, o seu "ser homem" num mundo em que a questão de ser homem é posta em questionamento, o modelo antigo prescreveu.
Os homens não se protegeram da maneira mais correta. Quando o feminismo aconteceu e evoluiu, os homens reforçaram as defesas, as barreiras, o machismo. Fecharam as portas para a sua passagem, em vez de se fortalecerem e procurarem uma nova adequação: qual é o meu papel frente a esta mulher que é outra? E não negar essa mulher, porque ela existe. Então, quanto mais os homens tentarem organizar o seu novo modelo de masculinidade, melhor para todos.
As adolescentes costumam ser mais espertas e inteligentes que os rapazes da mesma idade. Certa vez eu arrisquei uma hipótese de que o fato delas, em geral, terem o hábito de registrar as experiências em diário, seria um elemento importante para o auto-conhecimento. O que acha disso?
Colasanti: Não. Eu creio que isso se deve mais à evolução hormonal. Uma menina, no Brasil, até de nove anos, já está entrando em vida reprodutiva. Eu tenho muito respeito pela natureza. Ela não ia botar a gente fazendo filho sem poder tomar conta desses filhos, sem ter uma maturidade maior. É claro que uma menina de nove anos não está pronta para ser mãe. Porém, as meninas evoluem mais cedo, estão prontas mais cedo. Não é nem questão de mais ou menos inteligentes — porque quando você disse inteligente, você não quis dizer inteligente, você quis dizer mais madura, mais viva, mais pronta, mais atenta para a vida. Porque elas têm que estar prontas, pois num piscar de olhos elas engravidam. Com 13, 14 anos elas engravidam. Tanto que, antigamente, as meninas casavam nessa idade. Na história do Brasil do século XIX, as meninas casavam com 14, 15, 16 anos. Mesmo as avós da minha geração casavam muito cedo.
Parecido com hoje.
Colasanti: Hoje elas não casam. Hoje elas transam. E não vão ter que cuidar de uma casa, não vão ter filhos. Hoje, pelo contrário, elas transam sem precisar de qualquer maturidade, pois o ato sexual não requer mais nenhuma maturidade, nenhuma escolha, não requer nenhuma reflexão. Acontece! E não tem consequências. Antigamente, um casamento aos 16 anos, aos 15 anos, como elas casavam — isso a geração de Fernando Sabino, as meninas casavam com essa idade — requeria-se uma reflexão, era uma responsabilidade muito grande, elas tinham filho logo, tinham casa pra cuidar, marido — e o marido, em geral, era mais velho. Então era uma responsabilidade muito grande. Elas tinham que estar prontas nessa idade.
Qual é o papel do movimento feminista hoje?
Colasanti: Primeiro a gente tem que dizer em que países. Se é no Brasil, a expressão "movimento feminista" prescreveu, não se usa mais. Agora usam-se as expressões "estudos de gênero", "questões de gênero", e isso é muito sintomático. Porque, quando se dizia movimento feminista, tratava-se de um movimento que lutava pelos direitos das mulheres, defendia os direitos das mulheres. Era um movimento de mulheres para mulheres. Quando se passa a falar em questões de gênero, já deslizamos para um outro universo semântico, e não à toa. Ou seja, estamos dizendo que vamos nos ocupar de questões de homens e de mulheres, questões de cidadania ligadas ao feminino e ao masculino. Com essa abertura, proposta, aceita e estabelecida sobretudo no encontro de Beijing (China), o que aconteceu foi que as questões do feminino que estavam em aberto, que não estavam resolvidas num país onde a miséria é um problema de primeiríssima linha, e onde, portanto, as mulheres estão num estado terrível — porque sempre que há pobres, os mais pobres são as mulheres, os mais sacrificados são as mulheres — num país nessa situação, o enfraquecimento daquilo que era trabalho em cima do feminino, cravado no feminino, insistindo no feminino, foi muito ruim. Os movimentos praticamente se desfizeram, as militantes montaram as suas ongs, nós temos as coisas governamentais, os centros de estudo, mas os grupos militantes que existiam, já não há mais, ou os que há são muito raros. Não há uma visibilidade, um avanço desse trabalho.
Essa discussão de gêneros será capaz de unir homens e mulheres em um objetivo comum?
Colasanti: A esperança era essa. E o intuito era justo para os países do primeiro mundo que já tinham alcançado grande parte do que queriam — embora os EUA, até hoje, não tenham licença maternidade, por exemplo — o que acho gravíssimo. Nos EUA não tem creche! É um primeiro mundo para eles, para elas, não sei. Mas enfim, uma coisa que foi pensada para o primeiro mundo, foi vendida e comprada por países pobres que tinham outras necessidades. Acho ótimo que falemos de gênero, que tentemos fundir essas questões. Mas tem alguém aí falando, por exemplo, em planejamento familiar? Em saúde da mulher, mortalidade materna? Lula foi lá no Nordeste, eram todas casas de mulheres sem maridos, com cinco, seis, sete, oito filhos. Quem fala em planejamento familiar?, em ajudar as mulheres a não fazerem oito filhos quando elas não têm o que lhes dar de comer? Ou então creches para colocar essas crianças? São essas as questões.
Colasanti: Eu não sei, porque eu sempre amei. (risos)
Mas será que um sujeito que não ama consegue poetizar, como o Cazuza escreveu naquela música?
Colasanti: Como é que é não amar? Você conhece alguém que nunca amou?
Alguém pode dizer, por exemplo, que ainda não sabe se ama, que ainda está descobrindo o que é o amor.
Colasanti: Então eu perguntaria: você não se ama? Você não ama a vida? Você não ama sua mãe? Você não ama uma criancinha? Você não tem um sentimento de amor? Você não acorda um dia e diz: pôxa, Deus é sensacional! Olha só que dia que Ele fez! Não tem isso?
Então é impossível não amar?
Colasanti: Eu acho muito, muito difícil! A não ser por extrema negação. Aí você tem que ter um sentimento de intensidade equivalente, que é o ódio, que é a negação das coisas. Mas hoje de manhã, pra vir pra cá, acordei às quatro da manhã, peguei um taxi às cinco e meia; e atravessamos Copacabana, depois o Aterro, o dia nascendo. Mas era de uma beleza tão estarrecedora que o motorista — que fazia esse percurso todo dia — me disse: é muito lindo o amanhecer nessa cidade, né? Isso não é um sentimento de amor? Acho que é! Limitar o amor ao amor erótico, ao amor pelo outro, é agredir muita gente que não consegue esse sentimento. É discriminar muita gente.
Tá na hora da provocação!
Colasanti: Provoca, provoca, aproveita que eu estou de bom humor! (risos)
Para Schopenhauer, o fundamento do amor e da atração sexual não passa de um instinto de reprodução. Para o filósofo, com essas sensações, o "gênio da espécie" nos ilude individualmente apenas para garantir a perpetuação da espécie. O que acha disso?
Colasanti: Em princípio está certo. Quanto mais na época dele. Na época em que ele disse isso, que o ato sexual — o ato sexual masculino, né?, porque não havia outro na época dele, parece (risos) — ou era com prostitutas e sem finalidade de reprodução, ou era com finalidade de reprodução com a mulher amada. Casava-se para isso — porque havia um desejo sexual — e sobretudo casava-se por organização social visando a reprodução.
Hoje em dia, em que as pessoas transam sem ter nem atração sexual — as pessoas estão transando não é sem amor, é sem atração sexual, porque faz parte de acabar a noite, é porque assim que se faz, é porque os outros estão transando, é porque estamos aí mesmo, é porque cheiramos um pó, não é preciso nem atração sexual — aí o impulso reprodutor da relação sexual tem que ser recolocado. Hoje em dia, a relação sexual é outra coisa. Temos que reestudar, redefinir onde ficou o instinto de reprodução, se ele está envolvido nessa transada meio desleixada de fim de noite, com preservativos, etc.
Pra você, a invenção da cultura abafou de vez muitos de nossos instintos?
Colasanti: É complicado, porque os instintos sociais, ou seja, os instintos criados e embutidos nas pessoas pelas exigências do grupo, são muito fortes — não só nos animais, nas comunidades de macacos, por exemplo, que têm comportamentos diferentes de acordo com as comunidades. Então não é um instinto, porque nasce com a pessoa e que não está no DNA, mas é transmitido socialmente.
Schopenhauer disse também…
Colasanti: Você gosta desse cara hein? Isso vai te comprometer no futuro, com as mocinhas (risos)
Não é isso (risos), eu só quero provocar sua argumentação. Shopenhauer disse que a estupidez não é prejudicial ao homem, e muitas vezes homens inteligentes causam até mesmo um efeito deplorável nas mulheres, pois a finalidade do matrimônio é a procriação, e não um "colóquio cheio de espírito". O que acha disso?
Colasanti: Primeiro nós não temos comprovante que os homens estúpidos sejam melhores reprodutores. São só estúpidos. Possivelmente tem gens horrorosos que vão transmitir às crianças e fazer filhinhos estúpidos, ou ter mais possibilidade de fazer filhinhos estúpidos. Se ele dissesse: as mulheres casam com o provedor, mesmo que seja mais feio, porque o instinto quer um provedor para alimentar os filhotes no ninho… faz sentido. Agora, essa frase — solta assim — é um equívoco fatal. Também sei que existam mulheres que preferem homens estúpidos, como existem homens que preferem mulheres torturadoras. Existe tudo! Mas não sei de uma maioria de mulheres que prefira homens estúpidos. Não vejo que a estupidez tenha sucesso especial entre as mocinhas. Você me diga, você que é homem, se elas te requisitam a estupidez, ou não! (risos)
A última de Schopenhauer. Ele escreveu que, assim como o leão tem os dentes e as garras, e o javali as presas, a mulher só tem a dissimulação como arma para se proteger e defender, que equivaleria à força da razão e dos músculos do homem. O que diz disso?
Colasanti: Que pobreza! Acho pobre como definição. Primeiro, a dissimulação não é uma invenção das mulheres. É uma invenção dos seres humanos. Os seres humanos frequentemente dizem uma coisa e pensam outra, fingem ser o que não são, simulam suas intenções. Basta você olhar o mercado — que é hoje em dia a mesma coisa que "Deus". O mercado é feito de dissimulação o tempo inteiro, e se você olhar o mercado, ele é predominantemente masculino. Então, que conversa é essa? As mulheres têm várias armas, entre as quais a dissimulação. Os homens têm várias armas, entre as quais a dissimulação.
Você escreveu que o amor é diferente para homens e mulheres. Quais são as diferenças básicas que percebe?
Colasanti: Sobretudo na época em que eu escrevi o livro ao qual você está se referindo, um livro chamado E por falar em amor, que deve ter mais de vinte anos. O que eu queria dizer é que, de fato, era ensinado diferente para homens e mulheres. Para mulheres era ensinado com fins matrimoniais, era ensinado que há bons amores e maus amores, sendo que os bons amores duram para sempre, no sentido de perenidade; os bons amores incluem fidelidade, sinceridade, e os maus amores são aqueles que deixam o outro muito infeliz — sobretudo ela — e de homens que não lhe dão o devido valor, a devida atenção, que não são fiéis, que a fazem sofrer.
Para a mulher era ensinado: busque o amor, você nasceu para o amor, o amor é que é o coroamento do seu "ser mulher" no mundo. Para os homens era o seguinte: fuja do amor, meu filho, porque se você cair no amor você está preso, amarrado, fisgado, pescado, caçado, e casará! E é no casamento que acaba o seu auge como homem, que aí você vai trocar todas as mulheres do mundo por uma — ou pelo menos vai ter que fingir que está trocando. Para os homens o amor era ensinado como uma fraqueza; para as mulheres era ensinado como um fortalecimento. Para os homens vale a pluralidade, para as mulheres não! A fidelidade é um dote para as mulheres; para os homens, um equívoco — é claro que todo homem nasceu para o plural. Enfim, era ensinado de maneira diametralmente oposta, para depois juntar e não dar certo, é claro. É difícil dar certo assim.
E hoje em dia?
Colasanti: Acredito que hoje nós tenhamos variantes nesse quadro. As moças já não acreditam em fidelidade para ambos, e sobretudo não acreditam em diferenças para ambos. Se há infidelidade para ele, para ela também. As estatísticas dizem que o nível de infidelidade está praticamente equiparado entre homens e mulheres — os homens declaram mais do que as mulheres, mas na prática estamos equiparados.
As mulheres também não acreditam muito em amor pra sempre — gostariam, mas não acreditam muito. Algumas até se assustam com essa idéia, acham que é apavorante casar com um e ficar com esse um para sempre e não ter outro. Outro dia, uma jovem me dizia — uma jovem de trinta anos, não era nenhuma menina — me dizia que a idéia era apavorante. O que muito me surpreendeu, pois ela é bem casada.
Nós tivemos aí uma mudança grande. Uma mudança até mesmo pelo seguinte: porque antes, as mulheres faziam tudo para manter o casamento. Tinha uma seção na [revista] Cláudia que era: Como salvei meu casamento — parecia coisa de Corpo de Bombeiros. (risos) Hoje em dia, o que acontece é o contrário. As separações e os divórcios são permanentemente pedidas por mulheres. A tendência dos homens é ficar no casamento, mesmo quando ele não está muito bom. A tendência das mulheres, se o casamento não está bom, é separar.
No mercado editorial existem dezenas de revistas de conselhos para as adolescentes, mas não há nenhuma para o público masculino da mesma faixa etária. Para você, por que isso acontece?
Colasanti: É a evolução de uma tendência já antiga na imprensa. As revistas femininas sempre lidaram com comportamento, e ao lidar com isso elas estão, não digo dando conselhos, mas mostrando e analisando uma maneira de ver e tentando ver isso de vários ângulos sociológicos, sem fazer teorias acadêmicas.
As revistas masculinas sempre foram revistas eróticas, para estímulo erótico, companheiras de masturbação, pouca análise de comportamento masculino. Algumas, quando eram sofisticadas, como foi a Squire, por exemplo, durante muito anos, é porque tinham artigos de análises — mas não comportamentais, mas de política, literatura, economia. De alguma maneira, a sociedade considerava que os homens não precisavam de conselho. Porque os homens são fortes, os homens são todos acertados, tudo homem é um acerto só! Porque se ele é o rei da criação, só pode estar acertado. Agora, as mulheres, como eram vistas como inferiores, quem sabe a gente dá a mão para sair do buraco? Quem sabe a gente aconselha e elas melhoram de vida? Então sempre houve uma tendência maior, na imprensa feminina, deste diálogo. E também, porque as mulheres são mais abertas a conversas sobre sentimentos. Hoje, a gente sabe que isso é cerebral; mas não se sabia antigamente. Tocava-se de ouvido. Hoje a gente sabe que isso acontece porque o cérebro delas está preparado para isso, organizado para isso. E o cérebro dos homens não está organizado para conversas sobre o abstrato. O homem conversa sobre o concreto.
Então o homem tem muita dificuldade nessa área, e a mulher não. Ora, justamente porque ele tem dificuldade — hoje sabemos — acho que seria muito proveitosa uma publicação, ou uma linha de publicações que ajudassem os homens a dialogar com o indialogável, com aquilo que são seus sentimentos, seu comportamento, o seu "ser homem" num mundo em que a questão de ser homem é posta em questionamento, o modelo antigo prescreveu.
Os homens não se protegeram da maneira mais correta. Quando o feminismo aconteceu e evoluiu, os homens reforçaram as defesas, as barreiras, o machismo. Fecharam as portas para a sua passagem, em vez de se fortalecerem e procurarem uma nova adequação: qual é o meu papel frente a esta mulher que é outra? E não negar essa mulher, porque ela existe. Então, quanto mais os homens tentarem organizar o seu novo modelo de masculinidade, melhor para todos.
As adolescentes costumam ser mais espertas e inteligentes que os rapazes da mesma idade. Certa vez eu arrisquei uma hipótese de que o fato delas, em geral, terem o hábito de registrar as experiências em diário, seria um elemento importante para o auto-conhecimento. O que acha disso?
Colasanti: Não. Eu creio que isso se deve mais à evolução hormonal. Uma menina, no Brasil, até de nove anos, já está entrando em vida reprodutiva. Eu tenho muito respeito pela natureza. Ela não ia botar a gente fazendo filho sem poder tomar conta desses filhos, sem ter uma maturidade maior. É claro que uma menina de nove anos não está pronta para ser mãe. Porém, as meninas evoluem mais cedo, estão prontas mais cedo. Não é nem questão de mais ou menos inteligentes — porque quando você disse inteligente, você não quis dizer inteligente, você quis dizer mais madura, mais viva, mais pronta, mais atenta para a vida. Porque elas têm que estar prontas, pois num piscar de olhos elas engravidam. Com 13, 14 anos elas engravidam. Tanto que, antigamente, as meninas casavam nessa idade. Na história do Brasil do século XIX, as meninas casavam com 14, 15, 16 anos. Mesmo as avós da minha geração casavam muito cedo.
Parecido com hoje.
Colasanti: Hoje elas não casam. Hoje elas transam. E não vão ter que cuidar de uma casa, não vão ter filhos. Hoje, pelo contrário, elas transam sem precisar de qualquer maturidade, pois o ato sexual não requer mais nenhuma maturidade, nenhuma escolha, não requer nenhuma reflexão. Acontece! E não tem consequências. Antigamente, um casamento aos 16 anos, aos 15 anos, como elas casavam — isso a geração de Fernando Sabino, as meninas casavam com essa idade — requeria-se uma reflexão, era uma responsabilidade muito grande, elas tinham filho logo, tinham casa pra cuidar, marido — e o marido, em geral, era mais velho. Então era uma responsabilidade muito grande. Elas tinham que estar prontas nessa idade.
Qual é o papel do movimento feminista hoje?
Colasanti: Primeiro a gente tem que dizer em que países. Se é no Brasil, a expressão "movimento feminista" prescreveu, não se usa mais. Agora usam-se as expressões "estudos de gênero", "questões de gênero", e isso é muito sintomático. Porque, quando se dizia movimento feminista, tratava-se de um movimento que lutava pelos direitos das mulheres, defendia os direitos das mulheres. Era um movimento de mulheres para mulheres. Quando se passa a falar em questões de gênero, já deslizamos para um outro universo semântico, e não à toa. Ou seja, estamos dizendo que vamos nos ocupar de questões de homens e de mulheres, questões de cidadania ligadas ao feminino e ao masculino. Com essa abertura, proposta, aceita e estabelecida sobretudo no encontro de Beijing (China), o que aconteceu foi que as questões do feminino que estavam em aberto, que não estavam resolvidas num país onde a miséria é um problema de primeiríssima linha, e onde, portanto, as mulheres estão num estado terrível — porque sempre que há pobres, os mais pobres são as mulheres, os mais sacrificados são as mulheres — num país nessa situação, o enfraquecimento daquilo que era trabalho em cima do feminino, cravado no feminino, insistindo no feminino, foi muito ruim. Os movimentos praticamente se desfizeram, as militantes montaram as suas ongs, nós temos as coisas governamentais, os centros de estudo, mas os grupos militantes que existiam, já não há mais, ou os que há são muito raros. Não há uma visibilidade, um avanço desse trabalho.
Essa discussão de gêneros será capaz de unir homens e mulheres em um objetivo comum?
Colasanti: A esperança era essa. E o intuito era justo para os países do primeiro mundo que já tinham alcançado grande parte do que queriam — embora os EUA, até hoje, não tenham licença maternidade, por exemplo — o que acho gravíssimo. Nos EUA não tem creche! É um primeiro mundo para eles, para elas, não sei. Mas enfim, uma coisa que foi pensada para o primeiro mundo, foi vendida e comprada por países pobres que tinham outras necessidades. Acho ótimo que falemos de gênero, que tentemos fundir essas questões. Mas tem alguém aí falando, por exemplo, em planejamento familiar? Em saúde da mulher, mortalidade materna? Lula foi lá no Nordeste, eram todas casas de mulheres sem maridos, com cinco, seis, sete, oito filhos. Quem fala em planejamento familiar?, em ajudar as mulheres a não fazerem oito filhos quando elas não têm o que lhes dar de comer? Ou então creches para colocar essas crianças? São essas as questões.
descubra o ke vc faz,,,,
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Descubra se você faz amor, transa ou fode
Thursday, 30. November 2006, 23:26:12
foda, sexo, transa, amor
Texto muito engraçado que encontrei na minha caixa de e-mail. É meio comprido, mas vale a pena ler...A sexologia teria o potencial de ser algo deveras interessante, capaz de proporcionar debates inflamados dos mais altos ciclos acadêmicos até a mais popular mesa de boteco. Mas infelizmente quando pensamos em grandes sexólogos brasileiros, os nomes que nos vêm à cabeça são Jairo Bauer e Marta Suplicy. Assim, não dá nem para começar uma teoria com um mínimo de credibilidade.Felizmente Deus, através de sua maior criação, a Internet, vem possibilitando que pessoas como eu, dotadas de uma inteligência acima da média, acumulem uma bagagem sexual respeitável e, como se isso não bastasse, esta mesma Internet nos deu o poder de transmitir esta experiência para dezenas de milhares de leitores tão curiosos quanto desocupados.A base de qualquer ciência é a terminologia. Antes de abrir o terreno para elaborar uma teoria mais profunda é preciso deixar claro o que as coisas significam. Com sexo não é diferente, pois está claro que a maioria das pessoas não tem a menor idéia do que andam praticando por aí. Pergunte-se, caro leitor tão curioso quanto desocupado: Você sabe se anda “fazendo amor”, “transando” ou “fodendo”?É óbvio que existe uma grande diferença entre cada uma dessas modalidades, mas é preciso definir claramente os limites. Quando uma termina e a outra começa?“Transar” é o básico. É a modalidade que ocorre na grande maioria das relações sexuais. “Foder” e “fazer amor” são os desvios. Cada um com maior ou menor intensidade de devassidão, respectivamente. Se imaginarmos a prática sexual como uma curva estatística (me formar em economia serviu para algo), ela certamente assume a forma de uma curva normal com desvio padrão igual a 1, como exemplificado abaixo. Até aí, nada de complicado. Mas a situação muda de figura quando pensamos nos fatores que determinam o tipo de modalidade sexual que está sendo praticado. Isto não depende apenas de “como” o sexo está sendo feito, mas também de outras condições, como “onde”, “quando” e “com quem”.É impossível “fazer amor” no banco traseiro de um Fiat Pálio. Neste local pode-se apenas “transar” ou “foder”. Assim como ninguém “fode” com a esposa depois de ter tido filhos. Com ela só se “faz amor” ou “transa”.Enfim, podemos enumerar uma longa lista de situações, para dar a dimensão de que o espectro de definições pode ser tão amplo quanto tênue.Não dá para “fazer amor” em um ambiente com uma temperatura superior a 30 graus Celsius. Aliás, quanto maior a temperatura, mais difícil “fazer amor”, pois a presença de qualquer gota de suor durante o ato o desqualifica como “fazer amor”. Ninguém “faz amor” após beber cerveja, o ideal é vinho ou qualquer outra bebida mais requintada. O uso de camisinha ou qualquer brinquedo sexual também elimina completamente a possibilidade de ter “feito amor”. Não se “faz amor” sem um som romântico ao fundo, que não necessariamente deve ser uma música do Kenny G. Este som também pode ser a lenha crepitando com o fogo de uma lareira ou o barulho da chuva caindo lá fora. Aliás, existir um “lá fora” é quase que essencial para “fazer amor”, pois a única possibilidade de se “fazer amor” ao ar livre é no campo, sobre um gramado levemente úmido de orvalho, protegido pela sobra de alguma árvore de madeira de lei e após um piquenique onde obrigatoriamente foi servido vinho, sem esquecer de um som romântico ao fundo, como o canto de cigarras ou de passarinhos. E, finalmente, o mais óbvio: é impossível “fazer amor” com alguém que você não ama. E quando digo “ama”, me refiro a amar de verdade, e não aquele “eu te amo” fajuto que muita gente solta depois de gozar, na esperança de rolar um cu no segundo tempo. A propósito, qualquer possibilidade de “rolar um cu” no segundo tempo também implode a chance de você estar “fazendo amor”. “Fazer amor” e “cu” não combinam, salvo em raríssimas relações homossexuais masculinas. Mas também, o grau de fatores para qualificar uma relação homossexual masculina como “fazer amor” é tão exigente que é mais fácil esperar a próxima passagem do cometa Halley.Como visto, “fazer amor” é algo extremamente difícil, pois a violação de qualquer um destes elementos faz com que o ato seja imediatamente rotulado como “transar”. Tão difícil que o ato de “fazer amor” raramente é documentando, pois a presença de qualquer câmera fotográfica ou filmadora descaracterizam o ato de “fazer amor”. “Fazer amor” gravado, só encenado em filmes românticos e olhe lá. Vejamos agora o outro limite, ou quando você deixa de “transar” e passa a “foder”. O jeito mais cartesiano de exemplificar isso é com o número de dedos evolvidos nas preliminares. Se você enfia até dois, está “transando”. Conforme mais dedos são adicionados, três, quatro, cinco ou até o punho, a possibilidade de estar se iniciando uma foda aumenta mais do que proporcionalmente. O mesmo raciocínio se aplica ao número de pessoas envolvidas. Dois normalmente transam. Conforme mais pessoas entram na equação, a probabilidade de estar fodendo também aumenta mais do que proporcionalmente. Cu no final, transa. Cu já na preliminar, foda. Tapinhas na bunda, transa. Tapa na cara, foda. Gozar em uma área inferior ao meridiano que atravessa os mamilos, transa. Gozar acima disso, foda. Se você mal sabe dizer o nome da pessoa com a qual está praticando o ato sexual, pode estar transando ou fodendo. Mas se você mal sabe dizer o sexo, certamente está fodendo.As situações são incontáveis, mas estes exemplos já são constituem uma excelente base para tentar qualificar a grande maioria dos atos sexuais. Quanto mais variações você imaginar, mais facilmente você passará a enxergar as coisas. Faça este exercício com a sua parceira ou ainda na conversa descontraída com os amigos. Com a terminologia na ponta da língua, mas aptos ficaremos para elaborar teorias de sexologia que realmente interessam.
Descubra se você faz amor, transa ou fode
Thursday, 30. November 2006, 23:26:12
foda, sexo, transa, amor
Texto muito engraçado que encontrei na minha caixa de e-mail. É meio comprido, mas vale a pena ler...A sexologia teria o potencial de ser algo deveras interessante, capaz de proporcionar debates inflamados dos mais altos ciclos acadêmicos até a mais popular mesa de boteco. Mas infelizmente quando pensamos em grandes sexólogos brasileiros, os nomes que nos vêm à cabeça são Jairo Bauer e Marta Suplicy. Assim, não dá nem para começar uma teoria com um mínimo de credibilidade.Felizmente Deus, através de sua maior criação, a Internet, vem possibilitando que pessoas como eu, dotadas de uma inteligência acima da média, acumulem uma bagagem sexual respeitável e, como se isso não bastasse, esta mesma Internet nos deu o poder de transmitir esta experiência para dezenas de milhares de leitores tão curiosos quanto desocupados.A base de qualquer ciência é a terminologia. Antes de abrir o terreno para elaborar uma teoria mais profunda é preciso deixar claro o que as coisas significam. Com sexo não é diferente, pois está claro que a maioria das pessoas não tem a menor idéia do que andam praticando por aí. Pergunte-se, caro leitor tão curioso quanto desocupado: Você sabe se anda “fazendo amor”, “transando” ou “fodendo”?É óbvio que existe uma grande diferença entre cada uma dessas modalidades, mas é preciso definir claramente os limites. Quando uma termina e a outra começa?“Transar” é o básico. É a modalidade que ocorre na grande maioria das relações sexuais. “Foder” e “fazer amor” são os desvios. Cada um com maior ou menor intensidade de devassidão, respectivamente. Se imaginarmos a prática sexual como uma curva estatística (me formar em economia serviu para algo), ela certamente assume a forma de uma curva normal com desvio padrão igual a 1, como exemplificado abaixo. Até aí, nada de complicado. Mas a situação muda de figura quando pensamos nos fatores que determinam o tipo de modalidade sexual que está sendo praticado. Isto não depende apenas de “como” o sexo está sendo feito, mas também de outras condições, como “onde”, “quando” e “com quem”.É impossível “fazer amor” no banco traseiro de um Fiat Pálio. Neste local pode-se apenas “transar” ou “foder”. Assim como ninguém “fode” com a esposa depois de ter tido filhos. Com ela só se “faz amor” ou “transa”.Enfim, podemos enumerar uma longa lista de situações, para dar a dimensão de que o espectro de definições pode ser tão amplo quanto tênue.Não dá para “fazer amor” em um ambiente com uma temperatura superior a 30 graus Celsius. Aliás, quanto maior a temperatura, mais difícil “fazer amor”, pois a presença de qualquer gota de suor durante o ato o desqualifica como “fazer amor”. Ninguém “faz amor” após beber cerveja, o ideal é vinho ou qualquer outra bebida mais requintada. O uso de camisinha ou qualquer brinquedo sexual também elimina completamente a possibilidade de ter “feito amor”. Não se “faz amor” sem um som romântico ao fundo, que não necessariamente deve ser uma música do Kenny G. Este som também pode ser a lenha crepitando com o fogo de uma lareira ou o barulho da chuva caindo lá fora. Aliás, existir um “lá fora” é quase que essencial para “fazer amor”, pois a única possibilidade de se “fazer amor” ao ar livre é no campo, sobre um gramado levemente úmido de orvalho, protegido pela sobra de alguma árvore de madeira de lei e após um piquenique onde obrigatoriamente foi servido vinho, sem esquecer de um som romântico ao fundo, como o canto de cigarras ou de passarinhos. E, finalmente, o mais óbvio: é impossível “fazer amor” com alguém que você não ama. E quando digo “ama”, me refiro a amar de verdade, e não aquele “eu te amo” fajuto que muita gente solta depois de gozar, na esperança de rolar um cu no segundo tempo. A propósito, qualquer possibilidade de “rolar um cu” no segundo tempo também implode a chance de você estar “fazendo amor”. “Fazer amor” e “cu” não combinam, salvo em raríssimas relações homossexuais masculinas. Mas também, o grau de fatores para qualificar uma relação homossexual masculina como “fazer amor” é tão exigente que é mais fácil esperar a próxima passagem do cometa Halley.Como visto, “fazer amor” é algo extremamente difícil, pois a violação de qualquer um destes elementos faz com que o ato seja imediatamente rotulado como “transar”. Tão difícil que o ato de “fazer amor” raramente é documentando, pois a presença de qualquer câmera fotográfica ou filmadora descaracterizam o ato de “fazer amor”. “Fazer amor” gravado, só encenado em filmes românticos e olhe lá. Vejamos agora o outro limite, ou quando você deixa de “transar” e passa a “foder”. O jeito mais cartesiano de exemplificar isso é com o número de dedos evolvidos nas preliminares. Se você enfia até dois, está “transando”. Conforme mais dedos são adicionados, três, quatro, cinco ou até o punho, a possibilidade de estar se iniciando uma foda aumenta mais do que proporcionalmente. O mesmo raciocínio se aplica ao número de pessoas envolvidas. Dois normalmente transam. Conforme mais pessoas entram na equação, a probabilidade de estar fodendo também aumenta mais do que proporcionalmente. Cu no final, transa. Cu já na preliminar, foda. Tapinhas na bunda, transa. Tapa na cara, foda. Gozar em uma área inferior ao meridiano que atravessa os mamilos, transa. Gozar acima disso, foda. Se você mal sabe dizer o nome da pessoa com a qual está praticando o ato sexual, pode estar transando ou fodendo. Mas se você mal sabe dizer o sexo, certamente está fodendo.As situações são incontáveis, mas estes exemplos já são constituem uma excelente base para tentar qualificar a grande maioria dos atos sexuais. Quanto mais variações você imaginar, mais facilmente você passará a enxergar as coisas. Faça este exercício com a sua parceira ou ainda na conversa descontraída com os amigos. Com a terminologia na ponta da língua, mas aptos ficaremos para elaborar teorias de sexologia que realmente interessam.
recomeçando o amor
Amor e Sexo: Até que ponto um sustenta o outro?!:: Rosana Braga ::
Tenho notado que muitos casais reclamam da qualidade de seus relacionamentos sexuais. No entanto, creio que antes de falarmos de atração física, disposição para o ato sexual ou sensualidade, devamos observar qual é o símbolo que a relação sexual tem num relacionamento que, a princípio, está baseado no amor!Obviamente, a convivência entre um casal pede contato físico, intimidade e, conseqüentemente, sexo. Mas a questão é: até que ponto um sobrevive sem o outro? É possível amar sem transar? É possível transar sem amar? Por quanto tempo? Quanto vale uma relação onde o sexo insiste em “existir” sem o amor, ou vice-versa?Sinceramente, acredito que a melhor tradução para o ato sexual entre duas pessoas que vivem juntas e que compartilham a mesma cama, a mesma mesa, enfim, o mesmo teto, seja a tradicional expressão “fazer amor”. Então, se o que os casais desejam é, sobretudo, fazer amor, a resposta é óbvia! Ou seja, devemos fazer amor em todos os sentidos, em todas as suas possibilidades. Não dá para pensar num amor que teima em aparecer somente no quarto, somente sem roupa, quando o que se espera são beijos, carícias, entrega, confiança, desejo, atração, cheiro, gosto, toque, sussurros e, de preferência, prazer! Não dá para fazer amor com uma pessoa durante 30 minutos ou uma hora se, durante o resto das 23 horas do dia, o que se consegue ter com ela são discussões, desconfianças, críticas, grosserias ou, o que ao meu ver é ainda pior, um silêncio cortante e esmagador, uma ausência absoluta de afeto. Enfim, não há tesão que resista à indiferença, à falta de companheirismo, compreensão e paciência, muita paciência!!!Então, o que fazer? Desistir? Começar de novo? Sair com outra pessoa? Ou investir de verdade nesta relação e se dar uma nova chance?Estou certa de que cada um tem a melhor resposta para si mesmo, mas a minha sugestão é que homens e mulheres comprometidos decidam, de fato, se comprometerem. Primeiro consigo mesmos, com seus conceitos e com o que esperam de suas relações. E depois, que possam se comprometer com seus parceiros, propondo uma nova maneira de amar.Isto é, que os casais compreendam que o ato sexual é conseqüência de uma série de outros atos; que a qualidade do sexo está diretamente relacionada com a qualidade que se tem em todos os outros setores do relacionamento, tais como respeito, admiração, confiança, entre outros já citados. Portanto, para conquistar (ou reconquistar) um relacionamento sexual satisfatório, prazeroso e intenso, é necessário (é absolutamente imprescindível) que os envolvidos invistam, primeiro, nas demais áreas da relação.Elogios, convites para passeios a dois, comentários que elevam a auto-estima e a autoconfiança da pessoa amada, colaboração mútua, companheirismo, troca de idéias, diálogo (muito diálogo) e transparência são alguns dos mais importantes ingredientes para que se possa obter um relacionamento saudável. Tente ser o mais verdadeiro possível, expondo os seus medos, as suas inseguranças, os seus sentimentos mais profundos. Crie uma atmosfera amigável e dê o melhor de si. Comporte-se como um autêntico Don Juan ou como uma adorável sedutora e garanta o sucesso do seu amor.E quando você titubear, com medo de sofrer, de quebrar a cara ou de ser passado como tonto, lembre-se que a vida é um risco. Saiba que o amor é um grande risco. Mas que se você nunca correr este risco, poderá ter apenas uma certeza: a de nunca experimentar a plenitude do amor.Por outro lado, se você decidir arriscar, decidir investir no amor trazendo à tona tudo o que há de mais singelo e verdadeiro dentro de você, correrá um outro sério e provável risco: o de descobrir que pode ser amado e pode amar muito mais do que imaginou um dia e que, por conta disso, pode ser muito, muito mais feliz!!! A escolha é sempre sua.
Tenho notado que muitos casais reclamam da qualidade de seus relacionamentos sexuais. No entanto, creio que antes de falarmos de atração física, disposição para o ato sexual ou sensualidade, devamos observar qual é o símbolo que a relação sexual tem num relacionamento que, a princípio, está baseado no amor!Obviamente, a convivência entre um casal pede contato físico, intimidade e, conseqüentemente, sexo. Mas a questão é: até que ponto um sobrevive sem o outro? É possível amar sem transar? É possível transar sem amar? Por quanto tempo? Quanto vale uma relação onde o sexo insiste em “existir” sem o amor, ou vice-versa?Sinceramente, acredito que a melhor tradução para o ato sexual entre duas pessoas que vivem juntas e que compartilham a mesma cama, a mesma mesa, enfim, o mesmo teto, seja a tradicional expressão “fazer amor”. Então, se o que os casais desejam é, sobretudo, fazer amor, a resposta é óbvia! Ou seja, devemos fazer amor em todos os sentidos, em todas as suas possibilidades. Não dá para pensar num amor que teima em aparecer somente no quarto, somente sem roupa, quando o que se espera são beijos, carícias, entrega, confiança, desejo, atração, cheiro, gosto, toque, sussurros e, de preferência, prazer! Não dá para fazer amor com uma pessoa durante 30 minutos ou uma hora se, durante o resto das 23 horas do dia, o que se consegue ter com ela são discussões, desconfianças, críticas, grosserias ou, o que ao meu ver é ainda pior, um silêncio cortante e esmagador, uma ausência absoluta de afeto. Enfim, não há tesão que resista à indiferença, à falta de companheirismo, compreensão e paciência, muita paciência!!!Então, o que fazer? Desistir? Começar de novo? Sair com outra pessoa? Ou investir de verdade nesta relação e se dar uma nova chance?Estou certa de que cada um tem a melhor resposta para si mesmo, mas a minha sugestão é que homens e mulheres comprometidos decidam, de fato, se comprometerem. Primeiro consigo mesmos, com seus conceitos e com o que esperam de suas relações. E depois, que possam se comprometer com seus parceiros, propondo uma nova maneira de amar.Isto é, que os casais compreendam que o ato sexual é conseqüência de uma série de outros atos; que a qualidade do sexo está diretamente relacionada com a qualidade que se tem em todos os outros setores do relacionamento, tais como respeito, admiração, confiança, entre outros já citados. Portanto, para conquistar (ou reconquistar) um relacionamento sexual satisfatório, prazeroso e intenso, é necessário (é absolutamente imprescindível) que os envolvidos invistam, primeiro, nas demais áreas da relação.Elogios, convites para passeios a dois, comentários que elevam a auto-estima e a autoconfiança da pessoa amada, colaboração mútua, companheirismo, troca de idéias, diálogo (muito diálogo) e transparência são alguns dos mais importantes ingredientes para que se possa obter um relacionamento saudável. Tente ser o mais verdadeiro possível, expondo os seus medos, as suas inseguranças, os seus sentimentos mais profundos. Crie uma atmosfera amigável e dê o melhor de si. Comporte-se como um autêntico Don Juan ou como uma adorável sedutora e garanta o sucesso do seu amor.E quando você titubear, com medo de sofrer, de quebrar a cara ou de ser passado como tonto, lembre-se que a vida é um risco. Saiba que o amor é um grande risco. Mas que se você nunca correr este risco, poderá ter apenas uma certeza: a de nunca experimentar a plenitude do amor.Por outro lado, se você decidir arriscar, decidir investir no amor trazendo à tona tudo o que há de mais singelo e verdadeiro dentro de você, correrá um outro sério e provável risco: o de descobrir que pode ser amado e pode amar muito mais do que imaginou um dia e que, por conta disso, pode ser muito, muito mais feliz!!! A escolha é sempre sua.
ámor é................
AMOR E SEXO (Rita Lee / Roberto de Carvalho / Arnaldo Jabor)
Amor é um livro - Sexo é esporteSexo é escolha - Amor é sorteAmor é pensamento, teoremaAmor é novela - Sexo é cinemaSexo é imaginação, fantasiaAmor é prosa - Sexo é poesiaO amor nos torna patéticosSexo é uma selva de epiléticos
Amor é cristão - Sexo é pagãoAmor é latifúndio - Sexo é invasãoAmor é divino - Sexo é animalAmor é bossa nova - Sexo é carnaval
Amor é para sempre - Sexo tambémSexo é do bom - Amor é do bemAmor sem sexo é amizadeSexo sem amor é vontadeAmor é um - Sexo é dois Sexo antes - Amor depoisSexo vem dos outros e vai emboraAmor vem de nós e demora
Amor é um livro - Sexo é esporteSexo é escolha - Amor é sorteAmor é pensamento, teoremaAmor é novela - Sexo é cinemaSexo é imaginação, fantasiaAmor é prosa - Sexo é poesiaO amor nos torna patéticosSexo é uma selva de epiléticos
Amor é cristão - Sexo é pagãoAmor é latifúndio - Sexo é invasãoAmor é divino - Sexo é animalAmor é bossa nova - Sexo é carnaval
Amor é para sempre - Sexo tambémSexo é do bom - Amor é do bemAmor sem sexo é amizadeSexo sem amor é vontadeAmor é um - Sexo é dois Sexo antes - Amor depoisSexo vem dos outros e vai emboraAmor vem de nós e demora
amor e sexo e sexo e amor
TRATADO DE AMOR E SEXO
Amor e Sexo são sentimentos interligados, que podem ou não se completar. São constantemente confundidos, tanto que ao ato sexual, chamam: Fazer amor. Mas não é, embora por vezes seja.
Parece coisa de louco? Não deixa de ser mesmo uma coisa de louco...
Vamos resolver por partes (como faria Jack, o Estripador) .
Ambos os sentimentos existem de diversas maneiras, e chegam mesmo a ser chamados por diversos nomes. Contudo, unidos, podem ter três definições.
Vamos a elas.
Sexo sem Amor.
Perfeitamente lógico e possível. O que leva duas pessoas a praticarem o ato sexual? Basicamente são movidas pelo desejo. E o desejo nada tem a ver com o amor. O desejo é tão somente a vontade de manter contato íntimo com determinada pessoa.
Por vezes o desejo surge em um simples olhar, em um contato físico, e até mesmo em um contato virtual. Pode-se desejar alguém por algum gesto, um olhar, ou mesmo por algo escrito, que mexe com a libido.
Muitas vezes, duas pessoas se tocam e passa como que uma corrente elétrica entre ambas, e essa corrente só é desligada com o ato sexual. Essas duas pessoas se amam? O mais certo é não. Surgiu o desejo forte, intenso, mas apenas desejo. Uma vez satisfeito pronto... Muitas vezes nem se olham mais.
São os famosos romances de um verão... Paixões muito intensas geralmente são curtas.
A paixão, o desejo quase nunca sobrevive à convivência.
O problema, por vezes, é quando essas paixões ficam latentes e não são satisfeitas.
Ficará para sempre a sensação de que "poderia ter sido tão bom..."
Amor com Sexo.
Sem dúvida alguma, é algo que todos querem conseguir. É a explosão completa. O encontro de duas pessoas que, além de se desejarem com volúpia, também se amam. É o encontro ideal. O melhor dos sexos, e o melhor dos amores. Pode apresentar problemas, quando ocorre o fato de um dos parceiros ser mais fogoso do que o outro. Mas é problema superável, pois existindo o amor, facilita o entendimento. Nem todos tem essa sorte, de achar o parceiro (a) certo (a).
Esse encontro é uma questão de fatores imponderáveis. Mas que existe, existe.
Amor sem Sexo.
Mais comum do que se pensa. Não estou falando de Amizade pura e simples, ou de amor platônico. Estou falando do Amor de verdade.
Duas pessoas se conhecem. No início do relacionamento, claro amam-se com muito carinho. Geralmente não existe nenhuma paixão avassaladora, mas um amor tranquilo, seguro. O sexo é praticado com naturalidade, com a constância que o desejo de ambos quiser. Sem o desespero, a volúpia dos apaixonados, mas com o prazer total que só quem ama de verdade sabe proporcionar e aproveitar.
Esse amor resiste ao tempo. Claro que o sexo vai arrefecendo com o passar dos anos, mas isso não constitui problema para os que se amam de verdade. Se um dos parceiros ainda tem "pique", mas nota que o outro já não sente o mesmo entusiasmo, respeita o fato, pois sabe que o sentimento que os une não é medido pela frequencia sexual, mas sim pelo prazer que a presença transmite. Ficar de mãos dadas, e olhos nos olhos, tem o mesmo valor do ato sexual.
Infelizmente nem todos entendem isso, e vemos muitos casamentos de muitos anos terminarem porque um dos parceiros, ou ambos, entenderam que o arrefecimento do fogo sexual mostrou o fim do amor. Pelo contrário, é o começo de uma relação gostosa e que deve ser bem vivenciada. Afinal, a melhor companhia que se pode ter no fim do caminho, é aquela que percorreu a maior parte desse caminho ao nosso lado.
Seria bom se todos entendessem isso.
Desejo a todos UM LINDO DIA.
As mulheres solteiras se queixam que os homens bons estão casados. As mulheres casadas se queixam de seus maridos. Isto prova que os homens bons não existem...
Amor e Sexo são sentimentos interligados, que podem ou não se completar. São constantemente confundidos, tanto que ao ato sexual, chamam: Fazer amor. Mas não é, embora por vezes seja.
Parece coisa de louco? Não deixa de ser mesmo uma coisa de louco...
Vamos resolver por partes (como faria Jack, o Estripador) .
Ambos os sentimentos existem de diversas maneiras, e chegam mesmo a ser chamados por diversos nomes. Contudo, unidos, podem ter três definições.
Vamos a elas.
Sexo sem Amor.
Perfeitamente lógico e possível. O que leva duas pessoas a praticarem o ato sexual? Basicamente são movidas pelo desejo. E o desejo nada tem a ver com o amor. O desejo é tão somente a vontade de manter contato íntimo com determinada pessoa.
Por vezes o desejo surge em um simples olhar, em um contato físico, e até mesmo em um contato virtual. Pode-se desejar alguém por algum gesto, um olhar, ou mesmo por algo escrito, que mexe com a libido.
Muitas vezes, duas pessoas se tocam e passa como que uma corrente elétrica entre ambas, e essa corrente só é desligada com o ato sexual. Essas duas pessoas se amam? O mais certo é não. Surgiu o desejo forte, intenso, mas apenas desejo. Uma vez satisfeito pronto... Muitas vezes nem se olham mais.
São os famosos romances de um verão... Paixões muito intensas geralmente são curtas.
A paixão, o desejo quase nunca sobrevive à convivência.
O problema, por vezes, é quando essas paixões ficam latentes e não são satisfeitas.
Ficará para sempre a sensação de que "poderia ter sido tão bom..."
Amor com Sexo.
Sem dúvida alguma, é algo que todos querem conseguir. É a explosão completa. O encontro de duas pessoas que, além de se desejarem com volúpia, também se amam. É o encontro ideal. O melhor dos sexos, e o melhor dos amores. Pode apresentar problemas, quando ocorre o fato de um dos parceiros ser mais fogoso do que o outro. Mas é problema superável, pois existindo o amor, facilita o entendimento. Nem todos tem essa sorte, de achar o parceiro (a) certo (a).
Esse encontro é uma questão de fatores imponderáveis. Mas que existe, existe.
Amor sem Sexo.
Mais comum do que se pensa. Não estou falando de Amizade pura e simples, ou de amor platônico. Estou falando do Amor de verdade.
Duas pessoas se conhecem. No início do relacionamento, claro amam-se com muito carinho. Geralmente não existe nenhuma paixão avassaladora, mas um amor tranquilo, seguro. O sexo é praticado com naturalidade, com a constância que o desejo de ambos quiser. Sem o desespero, a volúpia dos apaixonados, mas com o prazer total que só quem ama de verdade sabe proporcionar e aproveitar.
Esse amor resiste ao tempo. Claro que o sexo vai arrefecendo com o passar dos anos, mas isso não constitui problema para os que se amam de verdade. Se um dos parceiros ainda tem "pique", mas nota que o outro já não sente o mesmo entusiasmo, respeita o fato, pois sabe que o sentimento que os une não é medido pela frequencia sexual, mas sim pelo prazer que a presença transmite. Ficar de mãos dadas, e olhos nos olhos, tem o mesmo valor do ato sexual.
Infelizmente nem todos entendem isso, e vemos muitos casamentos de muitos anos terminarem porque um dos parceiros, ou ambos, entenderam que o arrefecimento do fogo sexual mostrou o fim do amor. Pelo contrário, é o começo de uma relação gostosa e que deve ser bem vivenciada. Afinal, a melhor companhia que se pode ter no fim do caminho, é aquela que percorreu a maior parte desse caminho ao nosso lado.
Seria bom se todos entendessem isso.
Desejo a todos UM LINDO DIA.
As mulheres solteiras se queixam que os homens bons estão casados. As mulheres casadas se queixam de seus maridos. Isto prova que os homens bons não existem...
paixão
A paixão é uma emoção de ampliação quase patológica do amor. O acometido de paixão perde sua individualidade em função do fascínio que o outro exerce sobre ele. É tipicamente um sentimento doloroso e patológico, porque, via de regra, o indivíduo perde a sua individualidade, a sua identidade e o seu poder de raciocínio.
Pode-se dizer também que paixão é algo muito mais passageiro que o amor, pois, sendo uma patologia deste, com o passar do tempo e sendo rompido o véu da idealização do outro, cai-se na realidade, tranformando-se a paixão em amor, ou nada restando do sentimento afetivo. Estudos de psicologia dos sentimentos indicam que o estado de paixão muito dificilmente ultrapassa os três anos.
O sentimento exacerbado entre duas pessoas, é um exemplo de uma paixão. A paixão pode ultrapassar barreiras sociais, diferenças de formação, idades e géneros. A paixão completamente correspondida causa grandiosa felicidade e satisfação ao apaixonado, pelo contrário qualquer dificuldade para antigir essa plenitude pode trazer grande tristeza pois o apaixonado só se vê feliz ao conseguir o objeto de sua paixão.
Existem pesquisas científicas nesse âmbito, que mostram que a paixão, apesar de intensa e arrebatadora, é um sentimento passageiro. Estima-se que a mesma não dure por mais de quatro anos. Adolescentes estão mais sujeitos a apaixonarem-se, devido ao pouco conhecimento de mundo entre outras coisas, o que não significa que pessoas de maior idade não estejam passíveis de tal sentimento. O que ocorre é que a pessoa adulta, por ter maior conhecimento de mundo, por ter vivenciado maiores experiências, não estará tão sujeita a perder a razão e deixar-se dominar pelo peso do sentimento.
A Paixão se resume em um sentimento de desejar, querer, a todo custo o calor do corpo de outro ser. Se cria uma necessidade de ver e tocar a pessoa por qual se apaixonou. É um vício que debilita a mente de forma a focar somente para a pessoa cujo seu pensamento está. E qualquer outro pensamento é momentâneo e irrelevante para o apaixonado.
A paixão é pura arte! Assim como contemplamos um quadro - queremos vê-lo. Quando contemplamos uma obra artistica plástica - queremos tocá-la. É uma dança de sombra e cores que percorre pela beleza da pessoa que está formada no seu subconsciente. Você é envenenado com uma espécie de sedante que leva a voce todo detalhe da pessoa: olhos, boca, nariz, orelha, como sendo perfeito. Mesmo embora não seja, pois você está sedado. A Paixão embora seja mais ativa e romântica do que o proprio amor, nao significa que é melhor a este. A paixão é um encanto passageiro, enquanto o amor é algo que se solidifica com o tempo (será!?), e nunca mais pode ser quebrado. Já a paixão, não há como se solidificar, eternizar.
Pode-se dizer também que paixão é algo muito mais passageiro que o amor, pois, sendo uma patologia deste, com o passar do tempo e sendo rompido o véu da idealização do outro, cai-se na realidade, tranformando-se a paixão em amor, ou nada restando do sentimento afetivo. Estudos de psicologia dos sentimentos indicam que o estado de paixão muito dificilmente ultrapassa os três anos.
O sentimento exacerbado entre duas pessoas, é um exemplo de uma paixão. A paixão pode ultrapassar barreiras sociais, diferenças de formação, idades e géneros. A paixão completamente correspondida causa grandiosa felicidade e satisfação ao apaixonado, pelo contrário qualquer dificuldade para antigir essa plenitude pode trazer grande tristeza pois o apaixonado só se vê feliz ao conseguir o objeto de sua paixão.
Existem pesquisas científicas nesse âmbito, que mostram que a paixão, apesar de intensa e arrebatadora, é um sentimento passageiro. Estima-se que a mesma não dure por mais de quatro anos. Adolescentes estão mais sujeitos a apaixonarem-se, devido ao pouco conhecimento de mundo entre outras coisas, o que não significa que pessoas de maior idade não estejam passíveis de tal sentimento. O que ocorre é que a pessoa adulta, por ter maior conhecimento de mundo, por ter vivenciado maiores experiências, não estará tão sujeita a perder a razão e deixar-se dominar pelo peso do sentimento.
A Paixão se resume em um sentimento de desejar, querer, a todo custo o calor do corpo de outro ser. Se cria uma necessidade de ver e tocar a pessoa por qual se apaixonou. É um vício que debilita a mente de forma a focar somente para a pessoa cujo seu pensamento está. E qualquer outro pensamento é momentâneo e irrelevante para o apaixonado.
A paixão é pura arte! Assim como contemplamos um quadro - queremos vê-lo. Quando contemplamos uma obra artistica plástica - queremos tocá-la. É uma dança de sombra e cores que percorre pela beleza da pessoa que está formada no seu subconsciente. Você é envenenado com uma espécie de sedante que leva a voce todo detalhe da pessoa: olhos, boca, nariz, orelha, como sendo perfeito. Mesmo embora não seja, pois você está sedado. A Paixão embora seja mais ativa e romântica do que o proprio amor, nao significa que é melhor a este. A paixão é um encanto passageiro, enquanto o amor é algo que se solidifica com o tempo (será!?), e nunca mais pode ser quebrado. Já a paixão, não há como se solidificar, eternizar.
paixão
Construindo o conceito Sexualidade , é imprescindível conversarmos sobre a PAIXÃO.
PAIXÃO é um sentimento que surge com muita força na estrutura emocional de uma pessoa, que leva-na a se entregar de corpo e alma pelo objeto desencadeante de paixão.
Geralmente atribuimos à PAIXÃO, o envolvimento amoroso para com uma pessoa; mas sabemos que podemos ser vítimas da PAIXÃO por ideologias, envolvimentos religiosos, idolos, etc. O que mede uma PAIXÃO é a intencidade arrebatadora.
Se um adolescente disser com todas as letras que está amando sua namorada, com certeza poderemos confirma que ele pode estar APAIXONADO. Um adolescente não possue estrutura psicoafetiva para comprovar um amor, pois ainda se encontra em um estágio de vida na qual precisa ser amado. Assim, quando um adolescente não para de pensar na namorada e a todo momento quer vê-la, como se nada no mundo completasse aquele buraco afetivo, poderemos ter a certeza de que ali se instaurou uma PAIXÃO.
A PAIXÃO é forte, mas tende à superficialidade. Com certeza um grande amor geralmente nasce de uma PAIXÃO, que ao longo dos anos vai se canalizando em amor.
Muitos casais atribuem que na época do namoro era mais gostoso estar juntos. Depois veio o casamento, os filhos e a construção de um vinculo de amor, que se manifesta em outras proporções. Aparentemente, a atração da paixão desaparece, pois no lugar surgem outras necessidades.
A sociedade atual, através da mídia de consumo, tenta confundir os conceitos da PAIXÃO e AMOR, para levar à necessidade das compras. Pois a pessoa apaixonada tende a consumir mais.
Um casal de anos de relacionamento conjugal, que já sente o amor com clareza, poderá seguir eternamente apaixonados um pelo outro. Como também na profissão, poderemos ser eternamente apaixonados pelo que fazemos. Desta forma, mesmo a PAIXÃO sendo um sentimento que tende à superficialidade, ela poderá fazer parte da vida de qualquer pessoa, e isto é muito bom. Pessoas que apresentam-se eternamente apaixonadas, tendem a se colocar na vida com muita energia e boas expectativas.
A PAIXÃO pode cegar. Principalmente se atingir a pessoa em momentos de vazio interior. Para que não sejamos vítimas de uma PAIXÃO sem controle, é melhor construirmos o conceito AMOR… que vamos deixar para o próximo artigo.
PAIXÃO é um sentimento que surge com muita força na estrutura emocional de uma pessoa, que leva-na a se entregar de corpo e alma pelo objeto desencadeante de paixão.
Geralmente atribuimos à PAIXÃO, o envolvimento amoroso para com uma pessoa; mas sabemos que podemos ser vítimas da PAIXÃO por ideologias, envolvimentos religiosos, idolos, etc. O que mede uma PAIXÃO é a intencidade arrebatadora.
Se um adolescente disser com todas as letras que está amando sua namorada, com certeza poderemos confirma que ele pode estar APAIXONADO. Um adolescente não possue estrutura psicoafetiva para comprovar um amor, pois ainda se encontra em um estágio de vida na qual precisa ser amado. Assim, quando um adolescente não para de pensar na namorada e a todo momento quer vê-la, como se nada no mundo completasse aquele buraco afetivo, poderemos ter a certeza de que ali se instaurou uma PAIXÃO.
A PAIXÃO é forte, mas tende à superficialidade. Com certeza um grande amor geralmente nasce de uma PAIXÃO, que ao longo dos anos vai se canalizando em amor.
Muitos casais atribuem que na época do namoro era mais gostoso estar juntos. Depois veio o casamento, os filhos e a construção de um vinculo de amor, que se manifesta em outras proporções. Aparentemente, a atração da paixão desaparece, pois no lugar surgem outras necessidades.
A sociedade atual, através da mídia de consumo, tenta confundir os conceitos da PAIXÃO e AMOR, para levar à necessidade das compras. Pois a pessoa apaixonada tende a consumir mais.
Um casal de anos de relacionamento conjugal, que já sente o amor com clareza, poderá seguir eternamente apaixonados um pelo outro. Como também na profissão, poderemos ser eternamente apaixonados pelo que fazemos. Desta forma, mesmo a PAIXÃO sendo um sentimento que tende à superficialidade, ela poderá fazer parte da vida de qualquer pessoa, e isto é muito bom. Pessoas que apresentam-se eternamente apaixonadas, tendem a se colocar na vida com muita energia e boas expectativas.
A PAIXÃO pode cegar. Principalmente se atingir a pessoa em momentos de vazio interior. Para que não sejamos vítimas de uma PAIXÃO sem controle, é melhor construirmos o conceito AMOR… que vamos deixar para o próximo artigo.
o amor
A MAIS BELA CARTA QUE FALA DO AMOR
Analisem esta carta com profundidade e procurem aproveitar seu verdadeiro conteúdo. Eis a carta de Paulo aos Coríntios: "Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver amor, nada serei. E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará. O amor é paciente, é benigno, o amor não arde de ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba. Mas, havendo profecias desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará. Porque em parte conhecemos, e em parte profetizamos. Quando, porém, vier o que é perfeito, o que então é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como um menino, sentia como um menino. Quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino. Porque agora vemos como em espelho, obscuramente, e então veremos face a face; agora conheço em parte, e então conhecerei como sou conhecido. Agora, pois, permanecem a Fé, a Esperança e o Amor. Esses três. Porém, o maior deles é o Amor ". Paulo se refere aos grandes pregadores do Evangelho e diz: "Ainda que fale as línguas dos homens e dos Anjos etc..". São em sua maioria palavras ditas sem emoção, vazias. É muito fácil jogar uma moeda para um pobre na rua. Deixamos de nos sentir culpados pelo cruel espetáculo da miséria. É barato para nós e resolve o problema do mendigo. Entretanto, se realmente amássemos aquele pobre, nós faríamos muito mais por ele. O amor é a verdadeira energia da vida. Você sabe o que quer dizer "nobre". Significa alguém que age de maneira digna. Este é o mistério do Amor. Quem possui Amor em seu coração, não pode agir grosseiramente, ao passo que o falso nobre, aquele que é apenas esnobe, está preso a seus sentimentos e não consegue amar. Mais difícil ainda é não procurar alguma recompensa para nós mesmos quando amamos. Sei que é muito difícil abrir mão de uma recompensa. A lição mais presente em todos os ensinamentos espirituais nos diz: não existe felicidade em ter e receber; apenas em dar. Realização, entretanto, é dar e servir. O resto não tem importância. Para sentirmos o amor verdadeiro, e não um momento de entusiasmo, precisamos de uma prática constante e diária. Permaneça perto da obra de Quem nos amou e você será imantado por esse Amor. Qualquer pessoa que buscar esta Causa terá o seu Efeito. Por isso, não deixe que seu amor se prenda às coisas do mundo. A alma imortal deve entregar-se a algo imortal. O Amor será sempre a única moeda corrente aceita no Universo. Meus irmãos, em nome desse Amor, quantas coisas poderemos realizar em benefício de nosso próximo, dedicando-nos com um pouco de nosso tempo, às obras assistenciais a irmãos necessitados. Em quantos feriados, sábados, domingos etc, nós deixamos de realizar alguma coisa útil na obra do "servir", para ficamos presos em nossos lares, acorrentados em nossas poltronas, com a visão falsa e deturpada dos programas televisivos? Quantas crianças carentes em Orfanatos adorariam sua presença? Quantas vovós asiladas gostariam de receber sua visita? Quantos enfermos iriam gostar de sua visita ? Será que basta somente a sua fé ? Ir a Igrejas? Rezar muito ? Claro que não! "A fé sem obra é morta." A Obra, é servir, é amar ! Um dia, na Pátria Espiritual, não será levado em consideração em que acreditamos, qual a nossa religião, qual nosso padrão financeiro, os erros que cometemos etc. Seremos julgados pelo bem que deixamos de fazer. Manter o Amor trancado dentro de si é ir contra o espírito de Deus, é a prova de que nunca O conhecemos, de que Ele nos amou em vão, de que Seu Filho morreu inutilmente. Nos diz o grande conferencista Henry Drummond, cuja obra foi adaptada por Paulo Coelho, o seguinte: "E cada homem julgará a si mesmo. Ali estarão presentes aqueles que encontramos e ajudamos. Ali também vão estar aqueles que desprezamos e negamos. Não há necessidade de chamar qualquer Testemunha, pois nossa própria vida se encarregará de mostrar, na frente de todos, o que fizemos. Não se enganem: as palavras que neste Dia ouviremos não virão da teologia, não virão dos santos, não virão das igrejas. Virão dos famintos e dos pobres. Não virão dos credos e das doutrinas. Virão dos desnudos e dos desabrigados. Não virão das Bíblias e dos livros de Orações. Virão dos copos de água que damos ou deixamos de dar. Quem é o Cristo ? É aquele que alimentou os pobres, vestiu os nus e visitou os doentes. Onde está o Cristo ? "Todo aquele que receber uma criancinha destas em seu nome, também me recebe". E quem está com Cristo ? Aquele que ama. Meus irmãos, vamos acordar hoje, agora, para o Amor ao Próximo, pois Ele é a única Religião que existe.
Paz a todos.
Fernando de Magalhães
Analisem esta carta com profundidade e procurem aproveitar seu verdadeiro conteúdo. Eis a carta de Paulo aos Coríntios: "Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver amor, nada serei. E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará. O amor é paciente, é benigno, o amor não arde de ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba. Mas, havendo profecias desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará. Porque em parte conhecemos, e em parte profetizamos. Quando, porém, vier o que é perfeito, o que então é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como um menino, sentia como um menino. Quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino. Porque agora vemos como em espelho, obscuramente, e então veremos face a face; agora conheço em parte, e então conhecerei como sou conhecido. Agora, pois, permanecem a Fé, a Esperança e o Amor. Esses três. Porém, o maior deles é o Amor ". Paulo se refere aos grandes pregadores do Evangelho e diz: "Ainda que fale as línguas dos homens e dos Anjos etc..". São em sua maioria palavras ditas sem emoção, vazias. É muito fácil jogar uma moeda para um pobre na rua. Deixamos de nos sentir culpados pelo cruel espetáculo da miséria. É barato para nós e resolve o problema do mendigo. Entretanto, se realmente amássemos aquele pobre, nós faríamos muito mais por ele. O amor é a verdadeira energia da vida. Você sabe o que quer dizer "nobre". Significa alguém que age de maneira digna. Este é o mistério do Amor. Quem possui Amor em seu coração, não pode agir grosseiramente, ao passo que o falso nobre, aquele que é apenas esnobe, está preso a seus sentimentos e não consegue amar. Mais difícil ainda é não procurar alguma recompensa para nós mesmos quando amamos. Sei que é muito difícil abrir mão de uma recompensa. A lição mais presente em todos os ensinamentos espirituais nos diz: não existe felicidade em ter e receber; apenas em dar. Realização, entretanto, é dar e servir. O resto não tem importância. Para sentirmos o amor verdadeiro, e não um momento de entusiasmo, precisamos de uma prática constante e diária. Permaneça perto da obra de Quem nos amou e você será imantado por esse Amor. Qualquer pessoa que buscar esta Causa terá o seu Efeito. Por isso, não deixe que seu amor se prenda às coisas do mundo. A alma imortal deve entregar-se a algo imortal. O Amor será sempre a única moeda corrente aceita no Universo. Meus irmãos, em nome desse Amor, quantas coisas poderemos realizar em benefício de nosso próximo, dedicando-nos com um pouco de nosso tempo, às obras assistenciais a irmãos necessitados. Em quantos feriados, sábados, domingos etc, nós deixamos de realizar alguma coisa útil na obra do "servir", para ficamos presos em nossos lares, acorrentados em nossas poltronas, com a visão falsa e deturpada dos programas televisivos? Quantas crianças carentes em Orfanatos adorariam sua presença? Quantas vovós asiladas gostariam de receber sua visita? Quantos enfermos iriam gostar de sua visita ? Será que basta somente a sua fé ? Ir a Igrejas? Rezar muito ? Claro que não! "A fé sem obra é morta." A Obra, é servir, é amar ! Um dia, na Pátria Espiritual, não será levado em consideração em que acreditamos, qual a nossa religião, qual nosso padrão financeiro, os erros que cometemos etc. Seremos julgados pelo bem que deixamos de fazer. Manter o Amor trancado dentro de si é ir contra o espírito de Deus, é a prova de que nunca O conhecemos, de que Ele nos amou em vão, de que Seu Filho morreu inutilmente. Nos diz o grande conferencista Henry Drummond, cuja obra foi adaptada por Paulo Coelho, o seguinte: "E cada homem julgará a si mesmo. Ali estarão presentes aqueles que encontramos e ajudamos. Ali também vão estar aqueles que desprezamos e negamos. Não há necessidade de chamar qualquer Testemunha, pois nossa própria vida se encarregará de mostrar, na frente de todos, o que fizemos. Não se enganem: as palavras que neste Dia ouviremos não virão da teologia, não virão dos santos, não virão das igrejas. Virão dos famintos e dos pobres. Não virão dos credos e das doutrinas. Virão dos desnudos e dos desabrigados. Não virão das Bíblias e dos livros de Orações. Virão dos copos de água que damos ou deixamos de dar. Quem é o Cristo ? É aquele que alimentou os pobres, vestiu os nus e visitou os doentes. Onde está o Cristo ? "Todo aquele que receber uma criancinha destas em seu nome, também me recebe". E quem está com Cristo ? Aquele que ama. Meus irmãos, vamos acordar hoje, agora, para o Amor ao Próximo, pois Ele é a única Religião que existe.
Paz a todos.
Fernando de Magalhães
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
O QUE ANDAM FALANDO DAS MULHERES
TEXTO MERAMENTE INFORMATIVO
1. "Todas as mulheres são iguais."Eis a primeira e grande lição - todas as mulheres são de fato iguais.Não enquanto seres racionais, é claro. Cada pessoa tem uma educação diferente, criada dentro de um ambiente sócio/econômico/cultural diferente,então seria realmente um milagre se todas as mulheres fossem 100% iguais.A mulher sente mais que o homem. Ou melhor dizendo, ela CONFIA mais nos próprios sentimentos. Como os instintos masculino e feminino são, via deregra, extremamente regulares em cada espécie animal, parece lógico inferirque a mulher, por utilizar mais amiúde essa "chassi genético", terá umcomportamento mais previsível e regular.Uma conseqüência sutil da utilização mais extensiva, por parte das mulheres,de sua biblioteca instintiva, é a aparência de que elas amadurecem mais rápido, durante a adolescência. A diferença real é que, enquanto elassimplesmente "assumem a fera" durante a puberdade, nós, homens, reescrevemosnosso comportamento do zero. É natural portanto, que nós homens tenhamoscomportamento mais variável entre cada espécime, bem como variável em funçãodo tempo.E para enterrar definitivamente a falácia de "rápido madurecimento feminino":Se homens e mulheres têm a mesma capacidade de raciocínio (e nem poderiaser diferente, já que o Código Civil define homem como "filho de mulher"), porque elas amadureceriam mais rápido ?Ainda outro fato mais conhecido mas muito mal compreendido é a presença decertos talentos em quase todas as mulheres: costurar, bordar, cuidar de crianças,... enfim, essas "coisas de mulher". Já nos homens, esses e outrostalentos variam terrivelmente. A única explicação razoável que encontro, énovamente a maior exposição das funções instintivas.Não que isso signifique, por exemplo, que "a mulher tem que ficar em casacuidando da cozinha e dos filhos". Pelo contrário; significa que a mulherusa MELHOR seu instinto, além de poder desempenhar funções que dependambasicamente de aprendizado e/ou raciocínio. Infelizmente, ainda não vemos muitas mulheres em posição de destaque nasdiversas áreas do conhecimento. Só posso supor que, pelo fato de expormelhor seus talentos inatos, as mulheres ainda têm sido reiteradamente empurradas para tarefas de menos "appeal". Rapazes adolescentes costumamser imprestáveis, e por isso mesmo conquistam liberdade para seguir algumacarreira aleatoriamente escolhida pelo destino.Por último, e para deixar cabalmente demonstrado que não pretendo deixaruma mensagem machista, lembro o leitor que a quase totalidade de marginaise meliantes em nossa sociedade são homens. Isso a mim significa que a) oinstinto humano natural é benigno, ou que b) o instinto feminino é melhorque o nosso. Portanto, dê uma chance à sua namorada que te deixou e que começou a sair com um cara casado, 15 anos mais velho - são os desígnios da Natureza, quegarantem a sobrevivência da espécie e vez por outra trazem surpresas positivas :)(E quando esse raciocínio macro-biológico não mais lhe bastar para aplacara dor de corno, pense que quanto mais as mulheres pisam na bola na escolhados parceiros, mantém-se o número de mal-nascidos, burros e imbecis, o quenos é vantajoso. Torça para que os bobos nunca acabem !)2. "Se você não sabe porque estou irritada, não sou eu que vou dizer, né ?"Pelo fato das mulheres exporem seu chassi instintivo, e utilizarem-nocontinuamente, é resultado natural que elas utilizem mais amiúde a comunicação não verbal - e esperem que nós, homens, também o façam.A nós homens, é conhecido o "espirit de corps", quando um grupo de pessoasage de forma cada vez mais coesa em busca de um objetivo. Um dos subprodutosdo "espirit de corps" é o aumento da entropia na comunicação - certosmonossílabos, expressões corporais, enfim, essa droga toda, começam aadquirir significado cada vez mais proeminente. Isso torna a vida dosnovatos, dos "bizonhos" do grupo, consideravelmente mais difícil.Não é diferente com um homem que tente entender as mulheres; a diferençaé que o "espirit de corps" feminino é de fábrica e mais ou menos universal.A pergunta agora é a seguinte: se a mulher usa linguagem não verbal parase comunicar, como um homem pode ser bem ou mal interpretado se, por exemplo,convida uma mulher para sair por telefone ?Bem, a capacidade do ser humano em transmitir sentimentos por canais decomunicação não projetados para tal, é imensa. Isso a gente vê nos bate-paposda Internet, que têm um dialeto próprio para poder transmitir aquele "algomais" que o meio, em tese, não comporta.Voltando ao caso da conversa telefônica. Algumas frases e palavras-chavetêm significado especial para as mulheres, equivalente ao estímulo visual.Com o tempo, por adaptação, essas palavras-chave acabam funcionando mesmo que o emissor esteja presente ao vivo, na frente da mulher. Exemplos:* "Você é a mulher mais bonita/inteligente que conheço"* "Nunca gostei tanto de alguém, quanto gosto de você"* "Adoro crianças/gatos"Tais frases parecem mentiras deslavadas, mas como têm significado especial,diverso do literal, deixam de ser mentiras ;)Instruo o leitor que comece desde já a aprender a comunicar-se com asmulheres, e principalmente a falar o que elas gostam de ouvir. Se você étímido, saiba que *existe* literatura sobre tudo isso. Já viu aquelas "revistas de mulher" nas bancas ? Exemplos: Cláudia, Nova, Marie Claire.Será um bom começo para quem gosta de ler, e tem algum estômago e cabeçaaberta.Eu costumo dizer que o lugar mais sensível do corpo da mulher é o ouvidointerno. Sim, lá onde a língua não alcança ;) É realmente espantoso o quepode-se fazer unicamente com uma boa conversa, em termos de relacionamentocom mulheres.3. Beleza física X dinheiro: o que conta mais ?Ha, eis a grande dúvida de todo homem !! Eu resumiria a coisa em duas frases:* Se a mulher gosta de homens ricos, isso é um comportamento imoral;* Se ela gosta de homens pobres, isso é um comportamento anti-natural.Portanto, não há escapatória :) Em termos biológicos, a mulher busca no homemum boa biblioteca genética, e ao mesmo tempo um bom provedor para mantê-laenquanto cuida dos filhotes.Entra então a minha famosa "teoria dos 3 machos":Para toda mulher, o ideal seria cruzar com o 'papa-tudo' mais próximo,geralmente machão e não raro violento; e depois arrumar um marido rico e decrépito, que lhe aceitasse com filhos e tudo, e provesse o sustento de todos sem fazer muitas exigências sexuais. Ops, esqueci do terceiro homem da vida de uma mulher: o confidente, queé preferencialmente seu cabeleireiro gay. A bichice do dito traz algumascaracterísticas desejáveis à mulher: sem cantadas, e sensibilidade acima donormal para "coisas de mulher", sem as desvantagens de uma confidente feminina (e.g. fofocar, concorrer com ela pelos machos disponíveis).Bem então são 3:- o comedor, com perfil de machão e promíscuo, fornece o DNA porque, no fundo, é assim que toda mulher quer que seus filhos sejam;- o provedor (corno, preferencialmente ausente ou ignóbil)- o confidente (preferivelmente gay, gilette ou que seja realmente neutro sexualmente em relação àquela mulher)Em paragens mais distantes deste documento, vamos referenciar os elementosacima como macho #1, macho #2 e macho #3, respectivamente. Vamos repetirpara ficar bem gravado:macho #1 - sexo, genesmacho #2 - sustento, granamacho #3 - compreensão, apoioComo praticamente toda mulher trabalha fora hoje em dia, pelo menos nomundo ocidental, o macho #2 está tornando-se obsoleto. Mas vamos mantê-loaí na lista, por razões históricas ;))Do ponto de vista biológico, os 3 machos formam um balanço perfeito, exceto pelo fato de que prover o sustento de filhos dos outros (ainda) não é esporte muito popular entre nós homens (*).(*) Nesse caso, a biologia age em favor dos homens, impingindo-lhes um temor instintivo de mulheres com prole, já que isso representa a não- -proliferação de seus próprios genes. Entre certos primatas, o macho dominante tende a matar os filhotes de outros machos, para forçar a fêmea a entrar no cio. Como somos primatas, a aversão à proles de outros machos é algo completamente natural, e não resultado da tão propalada "insensibilidade masculina".Bem, já que a mulher é tolhida pela malvada sociedade em sua estratégia inicial, precisa procurar um único homem que tenha um balanceamento entregenes, dinheiro e passagem da mão na cabeça. E o "ponto de equilíbrio" de cada mulher é diferente."Mas", perguntaria você, "as mulheres não são todas iguais ?" Ah, mas eu insisto que procurar um único homem com genes E dinheiro NÃO pertenceao comportamento biologicamente programado na mulher. Para encontrar UMhomem que possa fazer, ainda que meia-boca, o papel dos três, ela usasua racionalidade. E a racionalidade depende de posição social, cultura,etc.Há mais diversão nesse estado de coisas. Quase sempre, um homem que temdinheiro, tem-no porque trabalha, e isso por si só é uma qualidade geneticamente desejável. Toda mulher deseja ter filhos inteligentes e bem-sucedidos, não é ? Portanto, existe uma correlação positiva forte entre dinheiro e bons genes, e um homem bem-sucedido terá mesmo mais chances de conquistar uma boa mulher, mesmo que não seja um Paulo Zulu.Até há pouco tempo atrás, ser um "nerd" era considerado sinônimo de colheitafraca em termos de conquistas amorosas. Houve mesmo um e outro estudo que associava o jeito "nerd" de ser a doenças mentais como autismo (*). Ascoisas mudam, hoje os "nerds" estão conquistando os melhores empregos emempresas de alta tecnologia, e mesmo os que ainda não tem aquela grana todapodem usar esse fato para potencializar sua vida sexual.(*) Referência: The Shadow Syndromes. O instinto feminil foge de machos com possíveis distúrbios mentais como o diabo da cruz - e com razão !A discussão daqui até o final deste capítulo versa apenas sobre o macho #1,ou sobre aquele que faz parcialmente o papel dos três.Uma característica adicional, muito interessante acerca das mulheres: haverá apenas um homem na vida de uma mulher num determinado instante detempo. Ok, ela pode mudar de idéia todo dia, mas durante aquele dia, haverá apenas um homem suficientemente bom para ela.Ainda outro fato bastante observável nas mulheres é o viés de persistênciada atração por determinado homem. Se a mulher está com um homem por algumtempo, transou com ele mais de uma vez, é muitíssimo provável que ela queiracontinuar com ele por longo tempo, mesmo que o homem venha a presentarpequenos defeitos. Isso ainda será objeto de discussão em tópicos subseqüentes, mas já podemosadiantar algum esclarecimento sobre isso. A ciência provou recentemente queo orgasmo feminimo produz um movimento espasmódico na vagina e útero, queajuda no transporte do sêmen e aumenta enormentente a chance de uma concepção,se o ciclo menstrual estiver próximo do período fértil.Muito bem, se a mulher transou com um homem e gostou, muito provavelmente elachegou ao orgasmo, e isso sinaliza que existe a chance de ela ter um filhodaquele homem. (Todo esse raciocínio corre em nível instintivo; em nívelracional é possível e provável que ela tenha tomado providências anti--concepcionais.) Logo, existe a necessidade de "segurar" aquele homem porperto, já que a chance de encontrar um outro (burro e corno) que sustente-a e à prole é, como vimos, pequena.Essa inércia na troca de um homem por outro, mesmo que o primeiro sejareconhecidamente ruim, pode ser muito grande e ir às raias do absurdo.Todo mundo já deve ter ouvido alguma versão da história da mulher queapanhou até morrer do marido, mas não o deixou "por causa dos filhos",às vezes mesmo quando o casal nem tem filhos...Infelizmente, isso aconteceu com a filha do cara que arrumava a Lambrettado meu pai. O cara, compreensivelmente, desgostou-se da vida e não arrumamais Lambrettas, e meu pai anda apenas uma vez por mês com a sua porque, se quebrar, não tem quem conserte. Agora, uma dúvida atroz: E se houverem poucos homens disponíveis, ou sea mulher viver num ambiente escasso de homens ?Ha, então a mulher não fantasiará; ela escolherá o melhor DENTRE OS DISPONÍVEIS. Essa é outra máxima: Toda mulher sempre trará de olho algumhomem. Ela nunca estará alheia aos homens. Quando, por exemplo, uma mulhercomeça num emprego novo, ela ou a) é comprometida ou b) ao cabo de poucosdias ou horas, já terá escolhido aquele para quem ela vai dar o rabo(o que, embora não tenha função reprodutiva, tem lá sua importância;isso também será visto mais adiante ;)(Minha irmã, que revisou este documento, disse que "os homens fazem o mesmo,e via de regra sempre escolhem a mais popozuda". Em minha opinião, isso sóacontece se o homem estiver realmente necessitado. Via de regra, por suanatureza "móvel" e nômade, característica do seu instinto, o homem não leva em conta o convívio imediato como fator de escolha das parceiras)A mulher tentará sinalizar o seu escolhido. Mas serão sinais muito sutis,que eventualmente não serão percebidos. Então, o que nos resta é TODOS NÓStentarmos sair com a mulher - aquele que foi o "sorteado", terá sucesso.4. "Ela fugiu com o lixeiro."Se vivêssemos numa sociedade no estilo comunista, todos receberiam saláriossemelhantes, e a profissão do Ricardão pouco importaria a cada corno. Masnão vivemos num mundo ideal, então...Acho que o capítulo 3 já foi suficientemente claro ao explanar que cada mulherprocura UM homem com genes, dinheiro e compreensão. Mas, como a mulher avaliadinheiro ?Avalia como a maioria de nossos sentidos avalia os estímulos: logaritmicamente.Numa cidade de tamanho médio, não haverá ninguém com patrimônio realizável maior que 10 milhões de reais (10^7), portanto há no máximo uns 6 degraus logarítmicos de riqueza. Descontando uns 2 degraus do topo (que correspondema pouquíssimas pessoas) e 2 degraus da base, sobra aí uns 3 degraus de opção a qualquer mulher, dada sua posição social.Pela estreiteza na escolha do quesito 'dinheiro', o 'gene pool' ganha uma importância considerável. Mesmo com a correlação positiva entre bons genes epoder aquisitivo do respectivo macho, ainda é possível a uma mulher fazer uma escolha "imbecil" em favor de um homem geneticamente atraente.Ainda assim, está claro que o peso dos genes e dinheiro não é padronizado,nem constante ao longo do tempo para uma mesma mulher. E nesse ponto, peçolicença para introduzir a parte mais complexa do texto: o Princípio da Incerteza aplicado às mulheres.O princípio da incerteza de Heisenberg se resume na seguinte equação:(variação do tempo) X (variação da energia) é aproximadamente igual a h (queé a Constante de Planck). Significa que uma partícula não tem energia rigorosamente constante ao longo do tempo - ela varia continuamente emtorno do valor ideal; mas essa variação, posta contra o tempo, fica emtorno da Constante de Planck. * * * * * *-------------------------------------------- * * * * * *--------------------------------------------> tempoo traço é o valor médio ou ideal da partícula, tal como previsto pela FísicaClássica. Já o asterisco representa o valor real, que NÃO PODE SER DETERMINADO EXPERIMENTALMENTE, apenas por estimativa.Não pense que esse princípio é de importância menor. O Sol brilha apenaspor conta dessa lei. Mesmo na temperatura e pressão internas do Sol, aFísica clássica prescreve que a colisão entre dois átomos de deutério seria sempre elástica. Porém, graças ao princípio da incerteza, uma em cada 10^26 colisões resulta em fusão e libera energia - porque, no momento certo, um dos átomos estava mais rápido ou mais pesado.Esse mesmo princípio enuncia que uma bola pode bater numa parede e atravessá-la sem dano, por conta do tunelamento, que também é derivado doprincípio da incerteza. A chance de isso acontecer é matematicamente calculável, e previsivelmente pequena :) Enfim, dentro da cabeça de uma mulher, cada homem, cada mulher rival,bem como cada gene masculino e cada tostão de patrimônio, também tem umvalor, devidamente multiplicado por constantes e - eis o pulo do gato -variável segundo princípios semelhantes ao princípio da Incerteza.Algumas conseqüências práticas desse fato:* QUALQUER homem tem o poder de conquistar QUALQUER mulher. Basta que, no momento certo, ele esteja com o "valor" alto e/ou o valor auto- -atribuído da mulher esteja baixo. E isso acontece o tempo todo. Repare como isso ocorre o tempo todo com nós, homens. Há dias em que nos achamos o máximo, e às vezes sentimo-nos como lixo... Logicamente, quanto mais rica/bonita for a mulher, e quanto mais pobre/feio for o homem, mais escassa a chance de os dois se entenderem. Importante é entender que a chance é sempre maior que zero. Se o seu gosto por mulheres recai sobre as "impossíveis" vá a luta, reze todo dia, e eventualmente Heisenberg atenderá suas preces.* Não faça autocrítica quando estiver tentando conquistar uma mulher. Se você sabe um pouco de Mecânica Quântica, sabe que tentar ler o valor exato de uma partícula interfere com o princípio da Incerteza. "Interfere" é uma palavra muito leve. Na verdade, quaisquer tentativas de conferir experimentalmente o valor de uma partícula resultará em seu valor médio, previsto pela Física Clássica. O mesmo acontece conosco. Se ficamos nos policiando ("Será que estou agradando ?") adeus metade da ajuda que o Heisenberg poderia lhe dar. O nível médio "clássico" do ego de homens e mulheres é diferente; o das mulheres costuma ser mais alto (não fosse assim, o planeta seria uma única, compacta e gigantesca suruba, e sexo tornar-se-ia rapidamente algo tão chato quanto trabalhar). Portanto: a) Se você ficar se auto-policiando, isso diminui suas chances de conquista; b) Se você deixar espaço para a mulher pensar, o ego dela também volta para o estado natural e isso diminui as suas chances de conquista. Em uma das situações acima ocorrendo, a mulher drenará sua energia vital, seu ego, como uma bateria vazia drena a mais cheia; ela irá para casa contente, e você ficará sem sexo E sem ego. * O Sol brilha porque as partículas chocam-se incansavelmente. Da mesma forma, provoque você também o maior número de "colisões" possível com o sexo oposto. Esqueça de uma vez por todas aquela coisa de gostar "daquela mulher". Você pode não conseguir nunca fazer uma "fusão" com ela. Tente com várias, com *todas* à sua volta.* Por outro lado, não cometa o erro de cantar várias mulheres ao mesmo tempo, ou que estejam muito próximas em convivência. Mulheres muito próximas no tempo ou no espaço formam compostos, como átomos formariam uma molécula. E nesse caso, a variação de energia da molécula como um todo devido à incerteza será pequena frente à constante de Plack.Como diz o ditado, toda metáfora pode ser abusada. Mas o Princípio da Incerteza é um fato da Física, portanto tudo quanto refira-se ao comportamentode partículas frente a esse princípio pode ser comparado ao comportamento dehomens e mulheres.------------------------------------------------------------------------------(*) Quanto às constantes de multiplicação, elas variam de mulher para mulher,conforme a educação, ambiente, e também variam conforme a idade da mulher. Você poderia alegar então que quem sofre a influência do Princípio daIncerteza são essas constantes, e não os demais valores.Discordo completamente, porque, empiricamente, percebo que nos dias em queestamos com o ego bem "cheio", uma conquista amorosa costuma ser mais fácil.Isso leva imediatamente à conclusão também empírica que o nosso amor-próprioflutua; a mulher simplesmente "lê" isso em nossa expressão facial etc.------------------------------------------------------------------------------4a. Princípios de transferência de energia(eu estava particularmente revoltado quando escrevi este capítulo)O negócio é o seguinte: se você arrumou uma namorada e ela não quer te dar,ESQUEÇA. Sei que isso é feio, mas é assim que a coisa funciona.Como eu disse antes, toda mulher sempre traz um homem de olho. Se esse homemnão for você, ainda assim ela vai ficar te enrolando - afinal, ter alguém para carregar de carro por aí e pagar as contas é bom demais - mas nãote dá porque ela vai sentir-se "traindo" o bem-amado.Se o bem-amado for você, ela te dá e pronto; fim da conversa ;)Um outro motivo um pouco obscuro pelo qual eu acho que as mulheres tendema segurar amiguinhos e pseudo-namorados e pretendentes à sua volta,mesmo não amando nenhum deles, poderia ser explicado postulando-se que: ego é uma forma de energia.Isso mesmo - ego é uma forma de energia. Energia não se cria, mas obterum TIPO de energia exige um mecanismo qualquer de transformação. E parece-me que cada pessoa tem uma usina produtora de ego, compotência limitada.Continuando a "viagem", cada pessoa tem uma usina que produz ego. Aívocê pega o caso clássico: a menininha que gosta do cara casado. O cara casado (que é homem, e também é carente, como todo ser humano)suga a energia vital da amantezinha. Ela fica com déficit, e precisaobter mais ego para si e para o filho da puta que come ela. Adivinhe quem vai ser o "fornecedor" de ego ? Gratuitamente ? Issomesmo, você otário que fica babando atrás dela, que acha bonitos osolhos dela, que ouve as confidências e as queixas dela, esperando que um belo dia ela te dê bola.Te agrada saber que você produz ego que em última instância vai serfruido por um outro HOMEM, que não você ? ECA!!! Tem outra: enquantovocê enche a bola dela, ela sobrevive (dando para o ricardão lá éclaro, ninguém é de ferro.) Se você quer aumentar, ainda que infinitesalmente, a chance de pegar a menina para si, a receita é dura e paradoxal: ESQUEÇA-A. Não fale com ela, não mande flores, não ouça as confidências. Quando ela vier de conversa mole, ridicularize-a, de preferência em público (a realidade está do seu lado, não tem erro!). É a única chance de ela zerar o ego,finalmente expulsar o sugador de ego dela e então, se você estiver por perto no momento certo...POUPE ENERGIA.Agora, que estou mais calmo, vamos explicar isso tudo em termos maistécnicos, consoantes com o capítulo 3.Uma mulher bonita terá uma porção de machos à sua volta querendo levá-la paraa cama. Como ela deseja apenas um, os outros ficam chupando dedo. No fundotodos querem sexo, porém (como são otários) acabam aceitando papéissecundários para ficar perto da fêmea desejada.Esses papéis secundários são os dos machos #2 (grana) e principalmente o macho #3 (passagem de mão na cabeça). Em particular o macho #3 é importanteporque é o "fornecedor de ego" da mulher.A mulher não se constrange em recrutar vários machos #2 e #3 para satisfazersuas necessidades pecuniárias e psicológicas, ou seja, de ego. Portanto,ela tenta (e freqüentemente consegue) empurrar todos os pretendentes paraesses papéis.Satisfeita no seu ego, ocupados os slots #2 e #3, a fêmea parte para seuobjetivo principal: achar o macho #1. Como sua bola está cheia, ela podepegar um cara casado, noivo e/ou que tenha mais 1500 namoradinhas. Desde queele dê no couro, o macho #1 está cumprindo seu papel, não é mesmo ?Num esquema:3 -> M -> 1 2As flechas indicam transferência de ego. O macho #3 passa a mão na cabeça dafêmea (M) que vai lá e faz aquele boquete gostoso no machão #1, que como serhumano carente que é, precisa disso e vai ficar com a bola bem cheia também.Agora, você que passa a mão na cabeça de sua amiguinha que por sua vez éamante do cara casado lá, acha justo que seu ego acabe, no final de tudo,sendo 'consumido' pelo macho #1 ? Eu acho que não.A única solução é o macho #3 fechar as torneiras do ego, ou seja, recusaro papel ignominioso que a fêmea está tentando lhe impingir. Assim, ela ficasem ego, e será forçada a procurar outros machos #3, ou talvez até mesmoum único homem que satisfaça os dois lados da equação.Isso talvez explique porque muitas meninas extremamente bonitas têm insucessoem arranjar um namorado decente. A "culpa" é dos inúmeros pretendentes, voandocomo moscas em volta dela, todos fazendo papel de macho #3. Uma mulher nãotão bonita não tem essas facilidades, e acaba procurando diretamente umnamorado decente.Vou repetir pela enésima vez: pare de ficar passando a mão na cabeça daquelamenina bonita que você gosta. Chute o pau da barraca. No final das contas,estará até fazendo um bem a ela ;))) As fronteiras do bem e do mal nuncaestiveram tão difusas...Da mesma forma, se você suspeita que sua namorada está lhe colocando paraescanteio, chute o pau da barraca e termine tudo. Se ela lhe considerava ummacho "completo", vai te procurar de novo. Se não, você não perdeu nada.Lei de Murphy: Se emperrar, force. Se quebrar, precisava mesmo ser substituído.5. "O que você deu pra ele que não dá para mim ?" "Tudo. TUDO MESMO !!!"O leitor já deve ter percebido bem que este manual ignora largamente aquestão do homossexualismo. Portanto, os únicos protagonistas possíveis dodeselegante diálogo que rotula este capítulo são um homem e umamulher, que manifestam-se nesta respectiva ordem. Ainda há um elementoausente, o amante da mulher, que talvez nem mesmo exista.A discussão é sobre práticas sexuais. Ao corno da discussão, preocupa o fatode a "sua" mulher ter feito qualquer coisa mais especial com o Ricardão,que com ele mesmo. Parece uma bobagem, coisa de corno mesmo, mas não é. Uma mulher realmentese dispõe a fazer mais estripulias sexuais com um homem a quem ela realmenteama ou deseja. Eis uma das verdadezinhas sujas da vida, que as mulheresgostariam de ver oculta, a todo custo.Imagine um gráfico cartesiano, onde o eixo X é o valor relativo de um homem, avaliado por uma determinada mulher, varie de 0 a 10, onde zero é o homem mais repugnante, e 10 o homem mais desejável da face da Terra. Semprelembrando que esse "valor" atribuído a cada homem varia de mulher para mulher,e também numa mesma mulher por força do Princípio da Incerteza.Já o eixo Y é um sacrifício qualquer, que a mulher faria por um homem, tambémvariando de 0 a 10, onde 10 seria, digamos, matar outra mulher pelo amado.(Suicídio NÃO é um candidato a sacrifício máximo. O instinto de conservação deuma mulher é muito mais apurado que o de um homem).Sacrifício (Y)+----------------- Qualidade (X)Então, poderíamos atribuir uma cota de sacrifício a cada prática sexual maisusual: 1 para sexo normal (visto que não é exatamente um sacrifício para amulher), 4 para sexo oral e 7 para sexo anal. Estes seriam valores "médios";depois discutiremos sobre isso. Sacrifício (Y) - sexo anal sexo oral sexo normal +------------------- Qualidade (X)Então, cada mulher atribui um "sacrifício máximo" que ela faria pelo homemmais desejável da Terra (i.e. com pontuação 10, máxima). Supondo que umamulher em especial atribua o sacrifício máximo = 9. Sacrifício (Y) - * ** sexo anal ** ** ** sexo oral ** ** **sexo normal ** +**----------------- Qualidade (X)Para homens com nota menor que 9, o sacrifício máximo admissível será proporcionalmente menor. Assumindo que essa proporção seja linear, podemoscriar uma pequana fórmula:Y = 0.9 * Xonde Y é o sacrifício máximo, e X é a nota do homem em questão, de 0 a 10.Essa mulher em questão só se disporia a fazer sexo anal com um homem cujaavaliação fosse de, no mínimo, 7,77.Assumindo que, na cabeça de uma mulher, a distribuição da população masculinadentro das avaliações de 0 a 10 siga a Distribuição de Poisson (*), como costumaacontecer com diversos fenômenos naturais do gênero, serão realmente poucosque conseguirão fazer sexo anal com uma mulher. Já o sexo oral é relativamentemais fácil de conseguir, e a prática demonstra isso cabalmente.Suponha agora uma outra mulher, onde o sacrifício máximo que ela faria porum homem nota 10 fosse apenas 6,5. Essa mulher tem um ego realmente sólido !Ela não faria sexo anal nem sequer com um homem nota 10, que por definiçãoé um só em toda a Terra. Mesmo a chance de conseguir sexo oral com essamulher é remota. Sacrifício (Y) - sexo anal *** *** sexo oral *** *** ***sexo normal *** +**----------------- Qualidade (X)No entanto, se aparecesse um "Super Homem", digamos com nota 17, ela o faria. Isso nos leva ao seguinte teorema:"Toda mulher aceitará qualquer prática sexual, mesmo em detrimento de sua saúde, provido um homem suficientemente atraente."Outras possíveis aberrações:- Uma mulher realmente necessitada, que se dispusesse a fazer qualquersacrifício por um homem de nota igual ou maior que 6. Nesse caso, a retado gráfico cartesiano fica com declividade maior que 1: Sacrifício (Y) - ********* * * sexo anal * * * sexo oral * * * sexo normal * +*------------------ Qualidade (X)Y = 1,66 * Xe qualquer homem com nota maior que 4,21 conseguiria convencê-la a fazersexo anal. Uma mulher realmente "fácil"...- Uma mulher que gostasse de sexo anal. (São raras, em torno de 5% da população feminina). Nesse caso, a "cota de sacrifício" associada à prática será menor, e conseqüentemente o fato dessa mulher aceitar essa prática sexual não consiste em prova de que atribui nota alta ao parceiro. Porém, se ela NÃO aceita a prática, É PROVA de que não dá valor ao parceiro.- Uma mulher que simplesmente não suportasse fazer sexo oral ou anal consignará essas práticas a uma cota de sacrifício "impossível", acima de 10, e portanto nenhum homem existente no planeta a conseguiria convencer a praticar tal tipo de sexo.Como já foi dito, uma mulher tende a ficar com um homem, uma vez que o tenha escolhido. Para trocá-lo por outro, esse outro terá de ter umanota maior que o primeiro, para vencer a "inércia" do instinto feminino.E a análise das práticas sexuais que ela se dispõe ou não a fazer comcada um deles é sim baliza para determinar quanto cada um deles "valia"para ela.Mesmo para homens que não apreciam praticar sexo oral ou anal (no caso dosexo anal, realmente há muitos homens que nem suportam a idéia), podeser uma estratégia inteligente propor a prática à parceira, apenas comoteste. (*) A distribuição de Poisson caracteriza-se pela rápida diminuição donúmero de elementos da esquerda para a direita. Difere da distribuiçãonormal no sentido em que esta representa a distribuição em torno de umamédia, enquanto aquela representa uma distribuição de elementosaberrantemente maiores que zero: ** * * * * * * ** _=* *=_ **===____+----------------- +-------------- Normal Poisson6. "Mas eu amo esse cachorro." "Eu não consigo esquecer aquele cachorro."Dizer que uma mulher tem "inércia" em trocar um homem por outro melhor émeio simplista. Por isso, desenvolvi outro modelo matemático que explicaesse e outros aspectos do comportamento feminino.Acredito que, além da presença ou não de homens mais atraentes, outrofator influencia a inércia feminina. É altamente provável que uma mulherpermaneça com um homem se sentir que o "possui" e que pode, digamos assim,coagí-lo a agir de acordo com seus interesses.O mesmo ocorre com o homem, não é ? Mas a metodologia de cálculo da"posse" é diferente nos dois sexos: na mulher ela é uma integral,enquanto no homem ela é uma diferencial, ou derivada.Gosto de usar situações-limite para exemplificar conceitos, e nesse casoa traição parece uma boa baliza. Via de regra, um homem abandona a mulherimediatamente se ela lhe trai; já a mulher suporta um certo número de traições por ano ou por década, e apenas se esse limite estourar é que eladeixará o homem - provido que ela já tenha outro em vista é claro :)Ora, porque essa diferença ? Na minha limitada percepção, entendo quea mulher integra tudo que o homem faz por ela (sustento, carinho, bomtrato dos filhos, amor verdadeiro, etc. etc. etc.). Nesse contexto, atraição ou qualquer outro ato negativo representa apenas uma pequenaredução no "valor total" do homem. Apenas se ele realmente pisar na bolainúmeras vezes, é que o valor total decrescerá a um nível perigoso.Já o homem é mais inseguro nesse ponto, e calcula a posse da mulher mediante uma derivada, ou diferencial. Se ela lhe fez algo diferente nacama, ou lhe trouxe café na cama, ou brigou com a mãe dela por sua causa,o sentimento de posse do homem sobre a mulher vai às alturas. Já qualqueroutro fato negativo faz com que a posse caia rapidamente. Uma traiçãorepresenta uma queda tão brusca que fará o valor de posse negativar-semuito rapidamente - e o homem deixará a mulher mesmo que não tenha outraem vista.Qual dos dois comportamentos é mais racional ? Em princípio, nenhum.Numa análise sócio-econômica, o da mulher é na verdade mais justo.Sem falar no fato de que ele nos facilita a vida, enquanto homens:temos sempre uma grande lazeira para redimir-nos de nossas mancadas.Menos divertido é o fato de que a mulher inconscientemente espera que nóshomens também as avaliemos mediante o critério integrador. Acredito mesmoque as mulheres, quando nos escorvam os galhos e vão embora, acham quedevemos continuar gostando delas, porque nos foram boas durante N unidades de tempo.A situação oposta é quando o homem resolve-se a abandonar a mulher.Esse ato, por si só, não zera o "valor de posse" da mulher que como vimosé integrador. Nem mesmo o fato do homem arrumar outra namorada fará comque aquela primeira esqueça-o de uma vez. E lá fica ela, sozinha, chupandodedo, mas recusando-se teimosamente a procurar outro homem.Como o homem é capaz de deixar da mulher E ficar sozinho, é provável que,a cada X dias, a libido cobre seu cruento tributo, e ele tenha de procuraruma fêmea para satisfazer-se. Ora, aquela primeira mulher que ele deixouainda gosta dele, então, fica cômodo aliviar-se nela de tempos em tempos.Que coisa feia... Aí a nossa vítima (*) fica dizendo que "não consigo esqueceraquele cachorro" porque o valor de posse é mantido estável pela transaperiódica, a libido dela também fica satisfeita...(*) Por mim elas podem todas explodir e arder em chamas.Se eu tivesse de dar uma dica às mulheres: realmente daria essa: paraesquecer "aquele cachorro", não consinta que ele use-a sexualmente. Otempo e a ausência sexual do macho vão paulatinamente erodir o "valorde posse", até que zere e então você está finalmente livre.7. "Se ele for homem para nós duas, por mim tudo bem."O papel de macho #1 não implica em exclusividade. Um mesmo macho podepreencher o slot #1 de várias fêmeas impunemente, e elas o aceitarão,desde que ele consiga cobrir e sustentar as duas (ou 3, ou 4, ou 5) deforma satisfatória.Naturalmente, o fato do homem não ser exclusivo diminui seu valor frentea outros, mas eu suspeito que essa diminuição deve-se quase que exclusivamenteao fato de que seu poder financeiro fica dividido entre várias mulheres.E, como já vimos, a avaliação do dinheiro por uma mulher é logarítmica,de modo que uma divisão por 2 ou por 3 pouco influencia numa escala logarítmica.Pelo exposto acima, a infidelidade masculina é de somenos importância àmulher. Você pode observar esse fato numa situação prática relativamentecomum. Imagine uma festa, onde há uma rodinha de 5 homens, e outra rodinhacom 5 mulheres. Todos (machos e fêmeas) querem um par, é claro.- Os homens combinarão entre si que fêmea caberá a cada um. O macho dominante, que é o cara que por qualquer motivo está com a bola mais cheia naquele dia, ficará com a melhor fêmea. "Um pega um, outro pega outro, e o outro faz o gol" - velha tática do meu amigo Humberto, técnico amador de futebol society nas horas de recreio; (Não HCB, não estou falando de você)- Já as fêmeas elegerão (mediante aquele papinho de mulher) o macho Y, o mais atraente da roda, e TODAS DESEJARÃO AQUELE MACHO, e nenhum outro (*). (Esse eleito será o próprio macho dominante em 99,9999999999% dos casos.).- A fêmea X, que será (aos olhos do macho "eleito") a mais atraente da rodinha feminina, ficará com o dito. As demais ficarão chateadas, mesmo que, quando feias, saibam que não tinham chances. E, num sentimento de rebote, ajudarão a fêmea X. Coisas de mulher, realmente...- Agora, o mais engraçado: via de regra, os 4 machos restantes NÃO CONSEGUIRÃO NADA com as 4 fêmeas restantes, a não ser retirá-las da arena para não obstruir os sortudos da noite. Porque elas ainda têm o macho Y armazenado em sua posição de memória.- Se o macho Y tentar ficar com mais de uma das meninas, é provável que tenha sucesso, desde que tome um cuidado básico com a discrição. Não é incrível ?Nessa situação a melhor estratégia para qualquer homem é ficar em uma rodinhaonde os seus pares sejam igualmente desejáveis. Ficar na rodinha do queridinhodas meninas é a pior coisa, porque você quase nunca será o escolhido, e aindapor cima fica marcado como alguém que tenta usar o amigo para chamar a atençãosobre si.Vou repetir enfaticamente:- NUNCA FIQUE NA RODINHA DO MACHO DOMINANTE, A NÃO SER É CLARO QUE O MACHO DOMINANTE SEJA VOCÊ (AÍ VOCÊ NÃO TEM OPÇÃO, MAS NÃO IMPORTA ;). VOCÊ SERÁ IGNORADO NA MELHOR DAS HIPÓTESES; NA PIOR DAS HIPÓTESES VOCÊ SERÁ EXECRADO POR "TENTAR USAR O AMIGO PARA CHAMAR A ATENÇÃO SOBRE SI."- COMO CONSEQUÊNCIA PRÁTICA DA LEI SUPRA, NUNCA PEÇA A UM AMIGO QUE LHE APRESENTE OUTRA GAROTA, PORQUE ISSO SIMPLESMENTE REVELA QUE VOCÊ NÃO TEM CORAGEM DE CHEGAR NELA, E PORTANTO NÃO É MACHO O SUFICIENTE. O SEU AMIGO QUE LHA APRESENTOU É QUE ACABARÁ COMENDO A "SUA" MENINA.(*) Existe de fato uma chance de as fêmeas não chegarem a uma unanimidade. Por exemplo, 4 delas vão atrás de Y, mas 1 delas prefere o macho W. Mais gente irá feliz para casa :) É mais provável que isso aconteça em ambientes onde as mulheres têm nível cultural mais elevado. Isso é básico. Afinal, se os únicos adjetivos que correm em determinado ambiente é "gostoso" e "popozuda", a unanimidade é mais provável. Toda unanimidade é burra ;)Casos clássicos de machos dominantes (afaste-se deles):- Noivo ou casado alegando que tem "dificuldades" no relacionamento. Do ponto de vista das mulheres, se ele já conseguiu arrastar uma ou mais fêmeas para a alcova e/ou para um compromisso, isso o torna no mínimo interessante ("Que será que ele tem, será que ele dança legal, será que ele é bom de cama ?"). - Caras de outras cidades, em particular de cidades maiores ou mais ricas. Os machos são instintivamente nômades e sua função é aumentar os domínios e espalhar o DNA da tribo; os mais bem-sucedidos nessas missões serão machos dominantes ao voltarem.8. "Mulheres" como substantivo singularComo já dissemos na seção 4, você deve tentar relacionar-se com váriasmulheres, possivelmente inúmeras, até conseguir levar uma para a cama.Ou talvez sua intenção seja namorar sério, casar etc. Por que não ?O fato é que os princípios de conquista são exatamente os mesmos, sejamquais forem SUAS intenções para com ela. Eu não saberia dizer se issoé bom ou mau. O que eu sei, é que quanto mais sérias forem suas intenções, maior a chance de você "tentar agradar", fazer autocrítica,e (por força do princípio da Incerteza) acabar não sendo bem-sucedido.Condicione-se a tratar a palavra "mulheres" como substantivo singular.Não fique embeiçado por "aquela" em especial. Ame-as todas. Afinal, sãotodas iguais.9. "Adoro meninas novinhas."Para o homem que não é iluminado, que não percebe as questões que estamosexplanando aqui, é comum a tentativa de concentrar seus esforços de conquistaem mulheres de idade baixa (muito menor que 21), por achar que elas, poringênuas ou pouco experientes, facilitar-lhe-ão a vida. De minha parte,desaconselho a técnica pelos seguintes motivos:a) Como já vimos ad nauseam, as mulheres passam a usar seu instinto assim que tornam-se sexualmente aptas, portanto "mulher ingênua" é falácia. Pelo contrário, o pouco poder de raciocínio de uma menina nova fará com que seu processo de escolha use apenas parâmetros óbvios como aparência física. Mesmo o dinheiro é ininteligível a uma adolescente. Isso fará com que ela se volte para homens altamente atraentes porém impossíveis, tais como Paulo Zulu ou Chitãozinho ou o diabo que for. E, se o slot #1 está ocupado pelo artista da moda, você não tem chances :) Uma mulher mais madura descartará automaticamente os pretendentes "de papel", e aí chega a *nossa* vez.b) A inexperiência com o sexo fará com que o mesmo seja considerado como uma "cota de sacrifício" muito alta. Qualquer adolescente achará que está lhe fazendo um grande favor. Se você está procurando diversão fácil, não é este o caminho.c) Por outro lado, o raciocínio de qualquer adolescente (macho ou fêmea) evolui muito depressa, portanto a menina reavaliará freqüentemente os homens à sua volta. Na prática: se você está esperando arrumar uma namorada inexperiente achando que ela lhe será mais fiel, ESQUEÇA. Essas é que lhe pespegarão o maior galho, logo e sempre :)10. "Por amor, tudo é válido" "Os fins justificam os meios"Os enunciados acima parecem semelhantes. Porém o primeiro costuma habitar aboca de qualquer mulher, enquanto o segundo foi a justificativa difusa para a tortura e o "porão da ditadura" na luta contra o comunismo. E assim comoo comunismo era um inimigo difuso (ou seja, não tinha exatamente um rosto, eos de minha geração duvidam que tenha representado ameaça real), o amor tambémé um objetivo difuso.No frigir dos ovos, o porão representou a manifestação desesperada do instintocoletivo de sobrevivência de um regime econômico/social, enquanto o amor é para mim um pacote de sentimentos que visam basicamente à sobrevivência ereprodução do Homo Sapiens, enquanto animal.Pelo fato de o instinto feminino acomodar um e apenas um homem num determinadoinstante de tempo, e o processo de escolha é determinado por instinto, entãodo ponto de vista da mulher, essa escolha é incontestável. Não háargumentação que a demova. Como diria o Príncipe dos Comedores, "não há o quesegure uma mulher que quer dar".E da mesma forma, se a mulher troca de homem, ou trai o namorado/noivo/maridoatual, essa preferência por outro homem foi resultado de um reprocesso daescolha; significa que, para ela, o primeiro homem tem um valor realmenteínfimo perante o segundo. Por isso, toda mulher julga estar em seu pleno direito e na mais aguçada sanidade quando trai seu par - enquanto apedrejacabalmente qualquer manifestação de "pulada de cerca" masculina, seja do seuhomem ou em outro qualquer do planeta.Se você acha que eu estou exagerando, ou tenho dor-de-corno ou coisa do gênero, queira o gentil leitor comprar alguns periódicos voltados ao públicofeminino. Neles, costumam aparecer aquelas histórias melosas. Ok, algumas historietas são realmente tocantes, mas elas vêm misturadas com casos do tipo"Troquei meu marido pelo melhor amigo dele". Salvo melhor juízo, isso para mimsignifica que à mulher trair seu homem ou cuidar de um filho doente, é a mesma coisa. Mas é óbvio, tudo isso tem epicentro no instinto da mulher !!!Um guia rápido a respeito desses periódicos:Nova Cosmopolitan: voltado a mulheres de classe média ou alta.Marie Claire: público feminino ligeiramente mais abastado e independente do sexo oposto que Nova. Dizem que é popular entre as lésbicas, mas não tenho a Régua de Lesbos para medir essa popularidade ;))Ana Maria: para mulheres de classe baixa ou média-baixa. Se você caça em bailões ou festões, é a literatura mais recomendada.Capricho: Adolescentes de classe média e alta. Minha irmã assinava, portanto foi a publicação que mais amiúde eu li. Aprendi muito com ela, mas vez por outra estive a pique de mandar uma carta desaforada para a redação, em defesa dos machos. Mas, eu sei que não adianta...Caras: específica para mulheres extremamente ambiciosas de qualquer classe social. Uma revista que mostra políticos recém-cassados como anjos só pode ser voltada a essa parcela particularmente odiosa das mulheres.Existem umas outras revistinhas em formato A5, praticamente todas voltadas aopúblico feminino jovem de classe baixa. Por serem baratas, vale a pena olharuma de vez em quando.11) PROMISCUIDADE FEMININAO ser humano é promíscuo. As mulheres querem nos fazer acreditar que apenasnós homens é que somos. Elas se consideram no direito de fazer as mesmascoisas porém sob outros rótulos ("fiz por amor"), só porque podem ter filhos.Bolas, o mundo já está cheio de gente, dane-se o poder de ter filhos ;)Bem, as fêmeas são tão promíscuas quanto os homens - na *média*. No entanto,existe uma diferença. Os homens são igualmente promíscuos independentementede classe social e do ambiente. As mulheres têm grau de promiscuidade variável:- Quanto mais alto o nível sócio-econômico-cultural, menor a promiscuidade.- Quanto mais alto o grau de oportunidades do ambiente - o que quase sempre é resultado direto do tamanho da cidade - menor a promiscuidade de mulheres de baixo nível social, e maior a promiscuidade de mulheres de alto nível social.Considerando-se uma pirâmide social no estilo Brasil, ou seja, muita gentepobre e pouca gente remediada ou rica, as regrinhas acima traduzem-se, naprática, em:Promiscuidade * * ** CIDADES PEQUENAS (50000 - 100000 hab.) ** *** ****** ******+---------------------*********- Posição sócio-econômica-cultural- Mulheres de cidades pequenas (50000-100000 hab.) são muito promíscuas e aceitam muito bem os machos de fora. Isso vale para as de nível econômico baixo ou baixo-médio.- Já a elite econômica de uma cidade pequena será MUITO POUCO promíscua.* ** ***** CIDADES MÉDIAS (200000-500000 hab.) ******** ******** ******+-------------------------------- Em cidades médias (200000-500000 hab.) as meninas de classe social mais baixa ainda são promíscuas, embora menos que as das cidades pequenas.- As meninas da elite econômica continuam sendo pouco promíscuas, porém serão um pouco mais liberais que as das cidades pequenas.** ********* CIDADES GRANDES (> 600000 hab.) ********** ******** +------------------------------- Em cidades grandes (> 600000 hab.) as meninas de classe social baixa não serão tão promíscuas quanto nós gostaríamos ;) Imagino que isso acontece porque existe um apartheid social mais pronunciado, o que acaba *reduzindo* a quantidade de machos desejáveis para elas. - As meninas da elite econômica, por não terem preocupações sociais, poderão ser mais promíscuas em cidades grandes que suas colegas que moram em cidades médias.Para os nerds: a fórmula que plota as curvas acima é algo comoexp((1-x) / log(habitantes)) onde X é o nível social da amostra.GUIA DE BOLSO SOBRE MULHERES- Nunca cante mais de uma ao mesmo tempo, ou às vistas umas das outras.- Tudo que lhe é dado nunca é realmente seu. Dispense intermediários ! Mesmo sendo tímido vá à luta por seus próprios meios e cedo você vai colher resultados positivos.- Namorada que pede para você "ter paciência" em relação a sexo, ou é 100% inexperiente (isso pode acontecer se ela tiver menos de 14) ou, muito mais provavelmente, gosta mesmo é de outro. Fora da primeira hipótese, procure outra. Logo!- "Toda mulher apaixonada gosta de dar o **" (DFC) Salvo raras exceções, isso é a mais pura verdade. Se sua namorada pedir para "se acostumar" com a idéia, ela está mesmo acostumando-se com a idéia de meter dois bonitos galhos na sua cabeça em favor do Ricardão.- Lembre-se sempre que o Paradoxo do Aniversário (**) está por aí e sua namorada querida pode cruzar (nos 2 sentidos) com o Príncipe dos Comedores a qualquer hora. Prepare-se para o galho, porque ele *vai* acontecer. Respire fundo a parta para outra.- Ex-namorada é que nem aposentadoria militar: pelo posto que você conseguiu alcançar, receberá dividendos o resto da vida. Dizendo de forma mais direta, você sempre pode apelar para as ex na hora do aperto. Porém lembre-se: os ex-namorados da sua amada farão o mesmo. Mais um motivo pelo qual eu lhe digo: prepare-se para o galho porque ele *vai* acontecer.- Não fique alimentando o ego de mulheres complicadas, porque mediante um longo processo de transferência, você está mesmo é enchendo a bola dos caras casados que as comem. Procure uma que ao menos lhe pague em moeda justa (e.g. sexo total, mais ego) o ego que você lhe transfere.- Não se intimide com mulheres bonitas. A única diferença é que as bonitas têm menos pretendentes suficientemente corajosos, porque otários como você ficam acovardados, e elas acabam caindo na malha de algum malandrão casado por aí.- Para softwares e mulheres, a estratégia da marreta é sempre a melhor.- Se na navegação astronômica é conveniente voltar a teoria geocêntrica de Ptolomeu para entender a parada, também não hesite em adotar uma postura machista para entender as mulheres da melhor forma possível e defender seus interesses. Visões "holísticas" e "abrangentes" da situação é coisa de corno e viado. (Nada contra os gays/viados. Já para corno, o único castigo suficiente é o Head Crusher do GWM, porque pelo menos remove os galhos.(**) Paradoxo do Aniversário: Numa sala com 23 pessoas, a chance de duas delas fazerem aniversário no mesmo dia é de 50%. Esse aparente absurdo explica porque coicidências análogas, como encontrar um conhecido numa cidade grande, acontecem tanto.
1. "Todas as mulheres são iguais."Eis a primeira e grande lição - todas as mulheres são de fato iguais.Não enquanto seres racionais, é claro. Cada pessoa tem uma educação diferente, criada dentro de um ambiente sócio/econômico/cultural diferente,então seria realmente um milagre se todas as mulheres fossem 100% iguais.A mulher sente mais que o homem. Ou melhor dizendo, ela CONFIA mais nos próprios sentimentos. Como os instintos masculino e feminino são, via deregra, extremamente regulares em cada espécie animal, parece lógico inferirque a mulher, por utilizar mais amiúde essa "chassi genético", terá umcomportamento mais previsível e regular.Uma conseqüência sutil da utilização mais extensiva, por parte das mulheres,de sua biblioteca instintiva, é a aparência de que elas amadurecem mais rápido, durante a adolescência. A diferença real é que, enquanto elassimplesmente "assumem a fera" durante a puberdade, nós, homens, reescrevemosnosso comportamento do zero. É natural portanto, que nós homens tenhamoscomportamento mais variável entre cada espécime, bem como variável em funçãodo tempo.E para enterrar definitivamente a falácia de "rápido madurecimento feminino":Se homens e mulheres têm a mesma capacidade de raciocínio (e nem poderiaser diferente, já que o Código Civil define homem como "filho de mulher"), porque elas amadureceriam mais rápido ?Ainda outro fato mais conhecido mas muito mal compreendido é a presença decertos talentos em quase todas as mulheres: costurar, bordar, cuidar de crianças,... enfim, essas "coisas de mulher". Já nos homens, esses e outrostalentos variam terrivelmente. A única explicação razoável que encontro, énovamente a maior exposição das funções instintivas.Não que isso signifique, por exemplo, que "a mulher tem que ficar em casacuidando da cozinha e dos filhos". Pelo contrário; significa que a mulherusa MELHOR seu instinto, além de poder desempenhar funções que dependambasicamente de aprendizado e/ou raciocínio. Infelizmente, ainda não vemos muitas mulheres em posição de destaque nasdiversas áreas do conhecimento. Só posso supor que, pelo fato de expormelhor seus talentos inatos, as mulheres ainda têm sido reiteradamente empurradas para tarefas de menos "appeal". Rapazes adolescentes costumamser imprestáveis, e por isso mesmo conquistam liberdade para seguir algumacarreira aleatoriamente escolhida pelo destino.Por último, e para deixar cabalmente demonstrado que não pretendo deixaruma mensagem machista, lembro o leitor que a quase totalidade de marginaise meliantes em nossa sociedade são homens. Isso a mim significa que a) oinstinto humano natural é benigno, ou que b) o instinto feminino é melhorque o nosso. Portanto, dê uma chance à sua namorada que te deixou e que começou a sair com um cara casado, 15 anos mais velho - são os desígnios da Natureza, quegarantem a sobrevivência da espécie e vez por outra trazem surpresas positivas :)(E quando esse raciocínio macro-biológico não mais lhe bastar para aplacara dor de corno, pense que quanto mais as mulheres pisam na bola na escolhados parceiros, mantém-se o número de mal-nascidos, burros e imbecis, o quenos é vantajoso. Torça para que os bobos nunca acabem !)2. "Se você não sabe porque estou irritada, não sou eu que vou dizer, né ?"Pelo fato das mulheres exporem seu chassi instintivo, e utilizarem-nocontinuamente, é resultado natural que elas utilizem mais amiúde a comunicação não verbal - e esperem que nós, homens, também o façam.A nós homens, é conhecido o "espirit de corps", quando um grupo de pessoasage de forma cada vez mais coesa em busca de um objetivo. Um dos subprodutosdo "espirit de corps" é o aumento da entropia na comunicação - certosmonossílabos, expressões corporais, enfim, essa droga toda, começam aadquirir significado cada vez mais proeminente. Isso torna a vida dosnovatos, dos "bizonhos" do grupo, consideravelmente mais difícil.Não é diferente com um homem que tente entender as mulheres; a diferençaé que o "espirit de corps" feminino é de fábrica e mais ou menos universal.A pergunta agora é a seguinte: se a mulher usa linguagem não verbal parase comunicar, como um homem pode ser bem ou mal interpretado se, por exemplo,convida uma mulher para sair por telefone ?Bem, a capacidade do ser humano em transmitir sentimentos por canais decomunicação não projetados para tal, é imensa. Isso a gente vê nos bate-paposda Internet, que têm um dialeto próprio para poder transmitir aquele "algomais" que o meio, em tese, não comporta.Voltando ao caso da conversa telefônica. Algumas frases e palavras-chavetêm significado especial para as mulheres, equivalente ao estímulo visual.Com o tempo, por adaptação, essas palavras-chave acabam funcionando mesmo que o emissor esteja presente ao vivo, na frente da mulher. Exemplos:* "Você é a mulher mais bonita/inteligente que conheço"* "Nunca gostei tanto de alguém, quanto gosto de você"* "Adoro crianças/gatos"Tais frases parecem mentiras deslavadas, mas como têm significado especial,diverso do literal, deixam de ser mentiras ;)Instruo o leitor que comece desde já a aprender a comunicar-se com asmulheres, e principalmente a falar o que elas gostam de ouvir. Se você étímido, saiba que *existe* literatura sobre tudo isso. Já viu aquelas "revistas de mulher" nas bancas ? Exemplos: Cláudia, Nova, Marie Claire.Será um bom começo para quem gosta de ler, e tem algum estômago e cabeçaaberta.Eu costumo dizer que o lugar mais sensível do corpo da mulher é o ouvidointerno. Sim, lá onde a língua não alcança ;) É realmente espantoso o quepode-se fazer unicamente com uma boa conversa, em termos de relacionamentocom mulheres.3. Beleza física X dinheiro: o que conta mais ?Ha, eis a grande dúvida de todo homem !! Eu resumiria a coisa em duas frases:* Se a mulher gosta de homens ricos, isso é um comportamento imoral;* Se ela gosta de homens pobres, isso é um comportamento anti-natural.Portanto, não há escapatória :) Em termos biológicos, a mulher busca no homemum boa biblioteca genética, e ao mesmo tempo um bom provedor para mantê-laenquanto cuida dos filhotes.Entra então a minha famosa "teoria dos 3 machos":Para toda mulher, o ideal seria cruzar com o 'papa-tudo' mais próximo,geralmente machão e não raro violento; e depois arrumar um marido rico e decrépito, que lhe aceitasse com filhos e tudo, e provesse o sustento de todos sem fazer muitas exigências sexuais. Ops, esqueci do terceiro homem da vida de uma mulher: o confidente, queé preferencialmente seu cabeleireiro gay. A bichice do dito traz algumascaracterísticas desejáveis à mulher: sem cantadas, e sensibilidade acima donormal para "coisas de mulher", sem as desvantagens de uma confidente feminina (e.g. fofocar, concorrer com ela pelos machos disponíveis).Bem então são 3:- o comedor, com perfil de machão e promíscuo, fornece o DNA porque, no fundo, é assim que toda mulher quer que seus filhos sejam;- o provedor (corno, preferencialmente ausente ou ignóbil)- o confidente (preferivelmente gay, gilette ou que seja realmente neutro sexualmente em relação àquela mulher)Em paragens mais distantes deste documento, vamos referenciar os elementosacima como macho #1, macho #2 e macho #3, respectivamente. Vamos repetirpara ficar bem gravado:macho #1 - sexo, genesmacho #2 - sustento, granamacho #3 - compreensão, apoioComo praticamente toda mulher trabalha fora hoje em dia, pelo menos nomundo ocidental, o macho #2 está tornando-se obsoleto. Mas vamos mantê-loaí na lista, por razões históricas ;))Do ponto de vista biológico, os 3 machos formam um balanço perfeito, exceto pelo fato de que prover o sustento de filhos dos outros (ainda) não é esporte muito popular entre nós homens (*).(*) Nesse caso, a biologia age em favor dos homens, impingindo-lhes um temor instintivo de mulheres com prole, já que isso representa a não- -proliferação de seus próprios genes. Entre certos primatas, o macho dominante tende a matar os filhotes de outros machos, para forçar a fêmea a entrar no cio. Como somos primatas, a aversão à proles de outros machos é algo completamente natural, e não resultado da tão propalada "insensibilidade masculina".Bem, já que a mulher é tolhida pela malvada sociedade em sua estratégia inicial, precisa procurar um único homem que tenha um balanceamento entregenes, dinheiro e passagem da mão na cabeça. E o "ponto de equilíbrio" de cada mulher é diferente."Mas", perguntaria você, "as mulheres não são todas iguais ?" Ah, mas eu insisto que procurar um único homem com genes E dinheiro NÃO pertenceao comportamento biologicamente programado na mulher. Para encontrar UMhomem que possa fazer, ainda que meia-boca, o papel dos três, ela usasua racionalidade. E a racionalidade depende de posição social, cultura,etc.Há mais diversão nesse estado de coisas. Quase sempre, um homem que temdinheiro, tem-no porque trabalha, e isso por si só é uma qualidade geneticamente desejável. Toda mulher deseja ter filhos inteligentes e bem-sucedidos, não é ? Portanto, existe uma correlação positiva forte entre dinheiro e bons genes, e um homem bem-sucedido terá mesmo mais chances de conquistar uma boa mulher, mesmo que não seja um Paulo Zulu.Até há pouco tempo atrás, ser um "nerd" era considerado sinônimo de colheitafraca em termos de conquistas amorosas. Houve mesmo um e outro estudo que associava o jeito "nerd" de ser a doenças mentais como autismo (*). Ascoisas mudam, hoje os "nerds" estão conquistando os melhores empregos emempresas de alta tecnologia, e mesmo os que ainda não tem aquela grana todapodem usar esse fato para potencializar sua vida sexual.(*) Referência: The Shadow Syndromes. O instinto feminil foge de machos com possíveis distúrbios mentais como o diabo da cruz - e com razão !A discussão daqui até o final deste capítulo versa apenas sobre o macho #1,ou sobre aquele que faz parcialmente o papel dos três.Uma característica adicional, muito interessante acerca das mulheres: haverá apenas um homem na vida de uma mulher num determinado instante detempo. Ok, ela pode mudar de idéia todo dia, mas durante aquele dia, haverá apenas um homem suficientemente bom para ela.Ainda outro fato bastante observável nas mulheres é o viés de persistênciada atração por determinado homem. Se a mulher está com um homem por algumtempo, transou com ele mais de uma vez, é muitíssimo provável que ela queiracontinuar com ele por longo tempo, mesmo que o homem venha a presentarpequenos defeitos. Isso ainda será objeto de discussão em tópicos subseqüentes, mas já podemosadiantar algum esclarecimento sobre isso. A ciência provou recentemente queo orgasmo feminimo produz um movimento espasmódico na vagina e útero, queajuda no transporte do sêmen e aumenta enormentente a chance de uma concepção,se o ciclo menstrual estiver próximo do período fértil.Muito bem, se a mulher transou com um homem e gostou, muito provavelmente elachegou ao orgasmo, e isso sinaliza que existe a chance de ela ter um filhodaquele homem. (Todo esse raciocínio corre em nível instintivo; em nívelracional é possível e provável que ela tenha tomado providências anti--concepcionais.) Logo, existe a necessidade de "segurar" aquele homem porperto, já que a chance de encontrar um outro (burro e corno) que sustente-a e à prole é, como vimos, pequena.Essa inércia na troca de um homem por outro, mesmo que o primeiro sejareconhecidamente ruim, pode ser muito grande e ir às raias do absurdo.Todo mundo já deve ter ouvido alguma versão da história da mulher queapanhou até morrer do marido, mas não o deixou "por causa dos filhos",às vezes mesmo quando o casal nem tem filhos...Infelizmente, isso aconteceu com a filha do cara que arrumava a Lambrettado meu pai. O cara, compreensivelmente, desgostou-se da vida e não arrumamais Lambrettas, e meu pai anda apenas uma vez por mês com a sua porque, se quebrar, não tem quem conserte. Agora, uma dúvida atroz: E se houverem poucos homens disponíveis, ou sea mulher viver num ambiente escasso de homens ?Ha, então a mulher não fantasiará; ela escolherá o melhor DENTRE OS DISPONÍVEIS. Essa é outra máxima: Toda mulher sempre trará de olho algumhomem. Ela nunca estará alheia aos homens. Quando, por exemplo, uma mulhercomeça num emprego novo, ela ou a) é comprometida ou b) ao cabo de poucosdias ou horas, já terá escolhido aquele para quem ela vai dar o rabo(o que, embora não tenha função reprodutiva, tem lá sua importância;isso também será visto mais adiante ;)(Minha irmã, que revisou este documento, disse que "os homens fazem o mesmo,e via de regra sempre escolhem a mais popozuda". Em minha opinião, isso sóacontece se o homem estiver realmente necessitado. Via de regra, por suanatureza "móvel" e nômade, característica do seu instinto, o homem não leva em conta o convívio imediato como fator de escolha das parceiras)A mulher tentará sinalizar o seu escolhido. Mas serão sinais muito sutis,que eventualmente não serão percebidos. Então, o que nos resta é TODOS NÓStentarmos sair com a mulher - aquele que foi o "sorteado", terá sucesso.4. "Ela fugiu com o lixeiro."Se vivêssemos numa sociedade no estilo comunista, todos receberiam saláriossemelhantes, e a profissão do Ricardão pouco importaria a cada corno. Masnão vivemos num mundo ideal, então...Acho que o capítulo 3 já foi suficientemente claro ao explanar que cada mulherprocura UM homem com genes, dinheiro e compreensão. Mas, como a mulher avaliadinheiro ?Avalia como a maioria de nossos sentidos avalia os estímulos: logaritmicamente.Numa cidade de tamanho médio, não haverá ninguém com patrimônio realizável maior que 10 milhões de reais (10^7), portanto há no máximo uns 6 degraus logarítmicos de riqueza. Descontando uns 2 degraus do topo (que correspondema pouquíssimas pessoas) e 2 degraus da base, sobra aí uns 3 degraus de opção a qualquer mulher, dada sua posição social.Pela estreiteza na escolha do quesito 'dinheiro', o 'gene pool' ganha uma importância considerável. Mesmo com a correlação positiva entre bons genes epoder aquisitivo do respectivo macho, ainda é possível a uma mulher fazer uma escolha "imbecil" em favor de um homem geneticamente atraente.Ainda assim, está claro que o peso dos genes e dinheiro não é padronizado,nem constante ao longo do tempo para uma mesma mulher. E nesse ponto, peçolicença para introduzir a parte mais complexa do texto: o Princípio da Incerteza aplicado às mulheres.O princípio da incerteza de Heisenberg se resume na seguinte equação:(variação do tempo) X (variação da energia) é aproximadamente igual a h (queé a Constante de Planck). Significa que uma partícula não tem energia rigorosamente constante ao longo do tempo - ela varia continuamente emtorno do valor ideal; mas essa variação, posta contra o tempo, fica emtorno da Constante de Planck. * * * * * *-------------------------------------------- * * * * * *--------------------------------------------> tempoo traço é o valor médio ou ideal da partícula, tal como previsto pela FísicaClássica. Já o asterisco representa o valor real, que NÃO PODE SER DETERMINADO EXPERIMENTALMENTE, apenas por estimativa.Não pense que esse princípio é de importância menor. O Sol brilha apenaspor conta dessa lei. Mesmo na temperatura e pressão internas do Sol, aFísica clássica prescreve que a colisão entre dois átomos de deutério seria sempre elástica. Porém, graças ao princípio da incerteza, uma em cada 10^26 colisões resulta em fusão e libera energia - porque, no momento certo, um dos átomos estava mais rápido ou mais pesado.Esse mesmo princípio enuncia que uma bola pode bater numa parede e atravessá-la sem dano, por conta do tunelamento, que também é derivado doprincípio da incerteza. A chance de isso acontecer é matematicamente calculável, e previsivelmente pequena :) Enfim, dentro da cabeça de uma mulher, cada homem, cada mulher rival,bem como cada gene masculino e cada tostão de patrimônio, também tem umvalor, devidamente multiplicado por constantes e - eis o pulo do gato -variável segundo princípios semelhantes ao princípio da Incerteza.Algumas conseqüências práticas desse fato:* QUALQUER homem tem o poder de conquistar QUALQUER mulher. Basta que, no momento certo, ele esteja com o "valor" alto e/ou o valor auto- -atribuído da mulher esteja baixo. E isso acontece o tempo todo. Repare como isso ocorre o tempo todo com nós, homens. Há dias em que nos achamos o máximo, e às vezes sentimo-nos como lixo... Logicamente, quanto mais rica/bonita for a mulher, e quanto mais pobre/feio for o homem, mais escassa a chance de os dois se entenderem. Importante é entender que a chance é sempre maior que zero. Se o seu gosto por mulheres recai sobre as "impossíveis" vá a luta, reze todo dia, e eventualmente Heisenberg atenderá suas preces.* Não faça autocrítica quando estiver tentando conquistar uma mulher. Se você sabe um pouco de Mecânica Quântica, sabe que tentar ler o valor exato de uma partícula interfere com o princípio da Incerteza. "Interfere" é uma palavra muito leve. Na verdade, quaisquer tentativas de conferir experimentalmente o valor de uma partícula resultará em seu valor médio, previsto pela Física Clássica. O mesmo acontece conosco. Se ficamos nos policiando ("Será que estou agradando ?") adeus metade da ajuda que o Heisenberg poderia lhe dar. O nível médio "clássico" do ego de homens e mulheres é diferente; o das mulheres costuma ser mais alto (não fosse assim, o planeta seria uma única, compacta e gigantesca suruba, e sexo tornar-se-ia rapidamente algo tão chato quanto trabalhar). Portanto: a) Se você ficar se auto-policiando, isso diminui suas chances de conquista; b) Se você deixar espaço para a mulher pensar, o ego dela também volta para o estado natural e isso diminui as suas chances de conquista. Em uma das situações acima ocorrendo, a mulher drenará sua energia vital, seu ego, como uma bateria vazia drena a mais cheia; ela irá para casa contente, e você ficará sem sexo E sem ego. * O Sol brilha porque as partículas chocam-se incansavelmente. Da mesma forma, provoque você também o maior número de "colisões" possível com o sexo oposto. Esqueça de uma vez por todas aquela coisa de gostar "daquela mulher". Você pode não conseguir nunca fazer uma "fusão" com ela. Tente com várias, com *todas* à sua volta.* Por outro lado, não cometa o erro de cantar várias mulheres ao mesmo tempo, ou que estejam muito próximas em convivência. Mulheres muito próximas no tempo ou no espaço formam compostos, como átomos formariam uma molécula. E nesse caso, a variação de energia da molécula como um todo devido à incerteza será pequena frente à constante de Plack.Como diz o ditado, toda metáfora pode ser abusada. Mas o Princípio da Incerteza é um fato da Física, portanto tudo quanto refira-se ao comportamentode partículas frente a esse princípio pode ser comparado ao comportamento dehomens e mulheres.------------------------------------------------------------------------------(*) Quanto às constantes de multiplicação, elas variam de mulher para mulher,conforme a educação, ambiente, e também variam conforme a idade da mulher. Você poderia alegar então que quem sofre a influência do Princípio daIncerteza são essas constantes, e não os demais valores.Discordo completamente, porque, empiricamente, percebo que nos dias em queestamos com o ego bem "cheio", uma conquista amorosa costuma ser mais fácil.Isso leva imediatamente à conclusão também empírica que o nosso amor-próprioflutua; a mulher simplesmente "lê" isso em nossa expressão facial etc.------------------------------------------------------------------------------4a. Princípios de transferência de energia(eu estava particularmente revoltado quando escrevi este capítulo)O negócio é o seguinte: se você arrumou uma namorada e ela não quer te dar,ESQUEÇA. Sei que isso é feio, mas é assim que a coisa funciona.Como eu disse antes, toda mulher sempre traz um homem de olho. Se esse homemnão for você, ainda assim ela vai ficar te enrolando - afinal, ter alguém para carregar de carro por aí e pagar as contas é bom demais - mas nãote dá porque ela vai sentir-se "traindo" o bem-amado.Se o bem-amado for você, ela te dá e pronto; fim da conversa ;)Um outro motivo um pouco obscuro pelo qual eu acho que as mulheres tendema segurar amiguinhos e pseudo-namorados e pretendentes à sua volta,mesmo não amando nenhum deles, poderia ser explicado postulando-se que: ego é uma forma de energia.Isso mesmo - ego é uma forma de energia. Energia não se cria, mas obterum TIPO de energia exige um mecanismo qualquer de transformação. E parece-me que cada pessoa tem uma usina produtora de ego, compotência limitada.Continuando a "viagem", cada pessoa tem uma usina que produz ego. Aívocê pega o caso clássico: a menininha que gosta do cara casado. O cara casado (que é homem, e também é carente, como todo ser humano)suga a energia vital da amantezinha. Ela fica com déficit, e precisaobter mais ego para si e para o filho da puta que come ela. Adivinhe quem vai ser o "fornecedor" de ego ? Gratuitamente ? Issomesmo, você otário que fica babando atrás dela, que acha bonitos osolhos dela, que ouve as confidências e as queixas dela, esperando que um belo dia ela te dê bola.Te agrada saber que você produz ego que em última instância vai serfruido por um outro HOMEM, que não você ? ECA!!! Tem outra: enquantovocê enche a bola dela, ela sobrevive (dando para o ricardão lá éclaro, ninguém é de ferro.) Se você quer aumentar, ainda que infinitesalmente, a chance de pegar a menina para si, a receita é dura e paradoxal: ESQUEÇA-A. Não fale com ela, não mande flores, não ouça as confidências. Quando ela vier de conversa mole, ridicularize-a, de preferência em público (a realidade está do seu lado, não tem erro!). É a única chance de ela zerar o ego,finalmente expulsar o sugador de ego dela e então, se você estiver por perto no momento certo...POUPE ENERGIA.Agora, que estou mais calmo, vamos explicar isso tudo em termos maistécnicos, consoantes com o capítulo 3.Uma mulher bonita terá uma porção de machos à sua volta querendo levá-la paraa cama. Como ela deseja apenas um, os outros ficam chupando dedo. No fundotodos querem sexo, porém (como são otários) acabam aceitando papéissecundários para ficar perto da fêmea desejada.Esses papéis secundários são os dos machos #2 (grana) e principalmente o macho #3 (passagem de mão na cabeça). Em particular o macho #3 é importanteporque é o "fornecedor de ego" da mulher.A mulher não se constrange em recrutar vários machos #2 e #3 para satisfazersuas necessidades pecuniárias e psicológicas, ou seja, de ego. Portanto,ela tenta (e freqüentemente consegue) empurrar todos os pretendentes paraesses papéis.Satisfeita no seu ego, ocupados os slots #2 e #3, a fêmea parte para seuobjetivo principal: achar o macho #1. Como sua bola está cheia, ela podepegar um cara casado, noivo e/ou que tenha mais 1500 namoradinhas. Desde queele dê no couro, o macho #1 está cumprindo seu papel, não é mesmo ?Num esquema:3 -> M -> 1 2As flechas indicam transferência de ego. O macho #3 passa a mão na cabeça dafêmea (M) que vai lá e faz aquele boquete gostoso no machão #1, que como serhumano carente que é, precisa disso e vai ficar com a bola bem cheia também.Agora, você que passa a mão na cabeça de sua amiguinha que por sua vez éamante do cara casado lá, acha justo que seu ego acabe, no final de tudo,sendo 'consumido' pelo macho #1 ? Eu acho que não.A única solução é o macho #3 fechar as torneiras do ego, ou seja, recusaro papel ignominioso que a fêmea está tentando lhe impingir. Assim, ela ficasem ego, e será forçada a procurar outros machos #3, ou talvez até mesmoum único homem que satisfaça os dois lados da equação.Isso talvez explique porque muitas meninas extremamente bonitas têm insucessoem arranjar um namorado decente. A "culpa" é dos inúmeros pretendentes, voandocomo moscas em volta dela, todos fazendo papel de macho #3. Uma mulher nãotão bonita não tem essas facilidades, e acaba procurando diretamente umnamorado decente.Vou repetir pela enésima vez: pare de ficar passando a mão na cabeça daquelamenina bonita que você gosta. Chute o pau da barraca. No final das contas,estará até fazendo um bem a ela ;))) As fronteiras do bem e do mal nuncaestiveram tão difusas...Da mesma forma, se você suspeita que sua namorada está lhe colocando paraescanteio, chute o pau da barraca e termine tudo. Se ela lhe considerava ummacho "completo", vai te procurar de novo. Se não, você não perdeu nada.Lei de Murphy: Se emperrar, force. Se quebrar, precisava mesmo ser substituído.5. "O que você deu pra ele que não dá para mim ?" "Tudo. TUDO MESMO !!!"O leitor já deve ter percebido bem que este manual ignora largamente aquestão do homossexualismo. Portanto, os únicos protagonistas possíveis dodeselegante diálogo que rotula este capítulo são um homem e umamulher, que manifestam-se nesta respectiva ordem. Ainda há um elementoausente, o amante da mulher, que talvez nem mesmo exista.A discussão é sobre práticas sexuais. Ao corno da discussão, preocupa o fatode a "sua" mulher ter feito qualquer coisa mais especial com o Ricardão,que com ele mesmo. Parece uma bobagem, coisa de corno mesmo, mas não é. Uma mulher realmentese dispõe a fazer mais estripulias sexuais com um homem a quem ela realmenteama ou deseja. Eis uma das verdadezinhas sujas da vida, que as mulheresgostariam de ver oculta, a todo custo.Imagine um gráfico cartesiano, onde o eixo X é o valor relativo de um homem, avaliado por uma determinada mulher, varie de 0 a 10, onde zero é o homem mais repugnante, e 10 o homem mais desejável da face da Terra. Semprelembrando que esse "valor" atribuído a cada homem varia de mulher para mulher,e também numa mesma mulher por força do Princípio da Incerteza.Já o eixo Y é um sacrifício qualquer, que a mulher faria por um homem, tambémvariando de 0 a 10, onde 10 seria, digamos, matar outra mulher pelo amado.(Suicídio NÃO é um candidato a sacrifício máximo. O instinto de conservação deuma mulher é muito mais apurado que o de um homem).Sacrifício (Y)+----------------- Qualidade (X)Então, poderíamos atribuir uma cota de sacrifício a cada prática sexual maisusual: 1 para sexo normal (visto que não é exatamente um sacrifício para amulher), 4 para sexo oral e 7 para sexo anal. Estes seriam valores "médios";depois discutiremos sobre isso. Sacrifício (Y) - sexo anal sexo oral sexo normal +------------------- Qualidade (X)Então, cada mulher atribui um "sacrifício máximo" que ela faria pelo homemmais desejável da Terra (i.e. com pontuação 10, máxima). Supondo que umamulher em especial atribua o sacrifício máximo = 9. Sacrifício (Y) - * ** sexo anal ** ** ** sexo oral ** ** **sexo normal ** +**----------------- Qualidade (X)Para homens com nota menor que 9, o sacrifício máximo admissível será proporcionalmente menor. Assumindo que essa proporção seja linear, podemoscriar uma pequana fórmula:Y = 0.9 * Xonde Y é o sacrifício máximo, e X é a nota do homem em questão, de 0 a 10.Essa mulher em questão só se disporia a fazer sexo anal com um homem cujaavaliação fosse de, no mínimo, 7,77.Assumindo que, na cabeça de uma mulher, a distribuição da população masculinadentro das avaliações de 0 a 10 siga a Distribuição de Poisson (*), como costumaacontecer com diversos fenômenos naturais do gênero, serão realmente poucosque conseguirão fazer sexo anal com uma mulher. Já o sexo oral é relativamentemais fácil de conseguir, e a prática demonstra isso cabalmente.Suponha agora uma outra mulher, onde o sacrifício máximo que ela faria porum homem nota 10 fosse apenas 6,5. Essa mulher tem um ego realmente sólido !Ela não faria sexo anal nem sequer com um homem nota 10, que por definiçãoé um só em toda a Terra. Mesmo a chance de conseguir sexo oral com essamulher é remota. Sacrifício (Y) - sexo anal *** *** sexo oral *** *** ***sexo normal *** +**----------------- Qualidade (X)No entanto, se aparecesse um "Super Homem", digamos com nota 17, ela o faria. Isso nos leva ao seguinte teorema:"Toda mulher aceitará qualquer prática sexual, mesmo em detrimento de sua saúde, provido um homem suficientemente atraente."Outras possíveis aberrações:- Uma mulher realmente necessitada, que se dispusesse a fazer qualquersacrifício por um homem de nota igual ou maior que 6. Nesse caso, a retado gráfico cartesiano fica com declividade maior que 1: Sacrifício (Y) - ********* * * sexo anal * * * sexo oral * * * sexo normal * +*------------------ Qualidade (X)Y = 1,66 * Xe qualquer homem com nota maior que 4,21 conseguiria convencê-la a fazersexo anal. Uma mulher realmente "fácil"...- Uma mulher que gostasse de sexo anal. (São raras, em torno de 5% da população feminina). Nesse caso, a "cota de sacrifício" associada à prática será menor, e conseqüentemente o fato dessa mulher aceitar essa prática sexual não consiste em prova de que atribui nota alta ao parceiro. Porém, se ela NÃO aceita a prática, É PROVA de que não dá valor ao parceiro.- Uma mulher que simplesmente não suportasse fazer sexo oral ou anal consignará essas práticas a uma cota de sacrifício "impossível", acima de 10, e portanto nenhum homem existente no planeta a conseguiria convencer a praticar tal tipo de sexo.Como já foi dito, uma mulher tende a ficar com um homem, uma vez que o tenha escolhido. Para trocá-lo por outro, esse outro terá de ter umanota maior que o primeiro, para vencer a "inércia" do instinto feminino.E a análise das práticas sexuais que ela se dispõe ou não a fazer comcada um deles é sim baliza para determinar quanto cada um deles "valia"para ela.Mesmo para homens que não apreciam praticar sexo oral ou anal (no caso dosexo anal, realmente há muitos homens que nem suportam a idéia), podeser uma estratégia inteligente propor a prática à parceira, apenas comoteste. (*) A distribuição de Poisson caracteriza-se pela rápida diminuição donúmero de elementos da esquerda para a direita. Difere da distribuiçãonormal no sentido em que esta representa a distribuição em torno de umamédia, enquanto aquela representa uma distribuição de elementosaberrantemente maiores que zero: ** * * * * * * ** _=* *=_ **===____+----------------- +-------------- Normal Poisson6. "Mas eu amo esse cachorro." "Eu não consigo esquecer aquele cachorro."Dizer que uma mulher tem "inércia" em trocar um homem por outro melhor émeio simplista. Por isso, desenvolvi outro modelo matemático que explicaesse e outros aspectos do comportamento feminino.Acredito que, além da presença ou não de homens mais atraentes, outrofator influencia a inércia feminina. É altamente provável que uma mulherpermaneça com um homem se sentir que o "possui" e que pode, digamos assim,coagí-lo a agir de acordo com seus interesses.O mesmo ocorre com o homem, não é ? Mas a metodologia de cálculo da"posse" é diferente nos dois sexos: na mulher ela é uma integral,enquanto no homem ela é uma diferencial, ou derivada.Gosto de usar situações-limite para exemplificar conceitos, e nesse casoa traição parece uma boa baliza. Via de regra, um homem abandona a mulherimediatamente se ela lhe trai; já a mulher suporta um certo número de traições por ano ou por década, e apenas se esse limite estourar é que eladeixará o homem - provido que ela já tenha outro em vista é claro :)Ora, porque essa diferença ? Na minha limitada percepção, entendo quea mulher integra tudo que o homem faz por ela (sustento, carinho, bomtrato dos filhos, amor verdadeiro, etc. etc. etc.). Nesse contexto, atraição ou qualquer outro ato negativo representa apenas uma pequenaredução no "valor total" do homem. Apenas se ele realmente pisar na bolainúmeras vezes, é que o valor total decrescerá a um nível perigoso.Já o homem é mais inseguro nesse ponto, e calcula a posse da mulher mediante uma derivada, ou diferencial. Se ela lhe fez algo diferente nacama, ou lhe trouxe café na cama, ou brigou com a mãe dela por sua causa,o sentimento de posse do homem sobre a mulher vai às alturas. Já qualqueroutro fato negativo faz com que a posse caia rapidamente. Uma traiçãorepresenta uma queda tão brusca que fará o valor de posse negativar-semuito rapidamente - e o homem deixará a mulher mesmo que não tenha outraem vista.Qual dos dois comportamentos é mais racional ? Em princípio, nenhum.Numa análise sócio-econômica, o da mulher é na verdade mais justo.Sem falar no fato de que ele nos facilita a vida, enquanto homens:temos sempre uma grande lazeira para redimir-nos de nossas mancadas.Menos divertido é o fato de que a mulher inconscientemente espera que nóshomens também as avaliemos mediante o critério integrador. Acredito mesmoque as mulheres, quando nos escorvam os galhos e vão embora, acham quedevemos continuar gostando delas, porque nos foram boas durante N unidades de tempo.A situação oposta é quando o homem resolve-se a abandonar a mulher.Esse ato, por si só, não zera o "valor de posse" da mulher que como vimosé integrador. Nem mesmo o fato do homem arrumar outra namorada fará comque aquela primeira esqueça-o de uma vez. E lá fica ela, sozinha, chupandodedo, mas recusando-se teimosamente a procurar outro homem.Como o homem é capaz de deixar da mulher E ficar sozinho, é provável que,a cada X dias, a libido cobre seu cruento tributo, e ele tenha de procuraruma fêmea para satisfazer-se. Ora, aquela primeira mulher que ele deixouainda gosta dele, então, fica cômodo aliviar-se nela de tempos em tempos.Que coisa feia... Aí a nossa vítima (*) fica dizendo que "não consigo esqueceraquele cachorro" porque o valor de posse é mantido estável pela transaperiódica, a libido dela também fica satisfeita...(*) Por mim elas podem todas explodir e arder em chamas.Se eu tivesse de dar uma dica às mulheres: realmente daria essa: paraesquecer "aquele cachorro", não consinta que ele use-a sexualmente. Otempo e a ausência sexual do macho vão paulatinamente erodir o "valorde posse", até que zere e então você está finalmente livre.7. "Se ele for homem para nós duas, por mim tudo bem."O papel de macho #1 não implica em exclusividade. Um mesmo macho podepreencher o slot #1 de várias fêmeas impunemente, e elas o aceitarão,desde que ele consiga cobrir e sustentar as duas (ou 3, ou 4, ou 5) deforma satisfatória.Naturalmente, o fato do homem não ser exclusivo diminui seu valor frentea outros, mas eu suspeito que essa diminuição deve-se quase que exclusivamenteao fato de que seu poder financeiro fica dividido entre várias mulheres.E, como já vimos, a avaliação do dinheiro por uma mulher é logarítmica,de modo que uma divisão por 2 ou por 3 pouco influencia numa escala logarítmica.Pelo exposto acima, a infidelidade masculina é de somenos importância àmulher. Você pode observar esse fato numa situação prática relativamentecomum. Imagine uma festa, onde há uma rodinha de 5 homens, e outra rodinhacom 5 mulheres. Todos (machos e fêmeas) querem um par, é claro.- Os homens combinarão entre si que fêmea caberá a cada um. O macho dominante, que é o cara que por qualquer motivo está com a bola mais cheia naquele dia, ficará com a melhor fêmea. "Um pega um, outro pega outro, e o outro faz o gol" - velha tática do meu amigo Humberto, técnico amador de futebol society nas horas de recreio; (Não HCB, não estou falando de você)- Já as fêmeas elegerão (mediante aquele papinho de mulher) o macho Y, o mais atraente da roda, e TODAS DESEJARÃO AQUELE MACHO, e nenhum outro (*). (Esse eleito será o próprio macho dominante em 99,9999999999% dos casos.).- A fêmea X, que será (aos olhos do macho "eleito") a mais atraente da rodinha feminina, ficará com o dito. As demais ficarão chateadas, mesmo que, quando feias, saibam que não tinham chances. E, num sentimento de rebote, ajudarão a fêmea X. Coisas de mulher, realmente...- Agora, o mais engraçado: via de regra, os 4 machos restantes NÃO CONSEGUIRÃO NADA com as 4 fêmeas restantes, a não ser retirá-las da arena para não obstruir os sortudos da noite. Porque elas ainda têm o macho Y armazenado em sua posição de memória.- Se o macho Y tentar ficar com mais de uma das meninas, é provável que tenha sucesso, desde que tome um cuidado básico com a discrição. Não é incrível ?Nessa situação a melhor estratégia para qualquer homem é ficar em uma rodinhaonde os seus pares sejam igualmente desejáveis. Ficar na rodinha do queridinhodas meninas é a pior coisa, porque você quase nunca será o escolhido, e aindapor cima fica marcado como alguém que tenta usar o amigo para chamar a atençãosobre si.Vou repetir enfaticamente:- NUNCA FIQUE NA RODINHA DO MACHO DOMINANTE, A NÃO SER É CLARO QUE O MACHO DOMINANTE SEJA VOCÊ (AÍ VOCÊ NÃO TEM OPÇÃO, MAS NÃO IMPORTA ;). VOCÊ SERÁ IGNORADO NA MELHOR DAS HIPÓTESES; NA PIOR DAS HIPÓTESES VOCÊ SERÁ EXECRADO POR "TENTAR USAR O AMIGO PARA CHAMAR A ATENÇÃO SOBRE SI."- COMO CONSEQUÊNCIA PRÁTICA DA LEI SUPRA, NUNCA PEÇA A UM AMIGO QUE LHE APRESENTE OUTRA GAROTA, PORQUE ISSO SIMPLESMENTE REVELA QUE VOCÊ NÃO TEM CORAGEM DE CHEGAR NELA, E PORTANTO NÃO É MACHO O SUFICIENTE. O SEU AMIGO QUE LHA APRESENTOU É QUE ACABARÁ COMENDO A "SUA" MENINA.(*) Existe de fato uma chance de as fêmeas não chegarem a uma unanimidade. Por exemplo, 4 delas vão atrás de Y, mas 1 delas prefere o macho W. Mais gente irá feliz para casa :) É mais provável que isso aconteça em ambientes onde as mulheres têm nível cultural mais elevado. Isso é básico. Afinal, se os únicos adjetivos que correm em determinado ambiente é "gostoso" e "popozuda", a unanimidade é mais provável. Toda unanimidade é burra ;)Casos clássicos de machos dominantes (afaste-se deles):- Noivo ou casado alegando que tem "dificuldades" no relacionamento. Do ponto de vista das mulheres, se ele já conseguiu arrastar uma ou mais fêmeas para a alcova e/ou para um compromisso, isso o torna no mínimo interessante ("Que será que ele tem, será que ele dança legal, será que ele é bom de cama ?"). - Caras de outras cidades, em particular de cidades maiores ou mais ricas. Os machos são instintivamente nômades e sua função é aumentar os domínios e espalhar o DNA da tribo; os mais bem-sucedidos nessas missões serão machos dominantes ao voltarem.8. "Mulheres" como substantivo singularComo já dissemos na seção 4, você deve tentar relacionar-se com váriasmulheres, possivelmente inúmeras, até conseguir levar uma para a cama.Ou talvez sua intenção seja namorar sério, casar etc. Por que não ?O fato é que os princípios de conquista são exatamente os mesmos, sejamquais forem SUAS intenções para com ela. Eu não saberia dizer se issoé bom ou mau. O que eu sei, é que quanto mais sérias forem suas intenções, maior a chance de você "tentar agradar", fazer autocrítica,e (por força do princípio da Incerteza) acabar não sendo bem-sucedido.Condicione-se a tratar a palavra "mulheres" como substantivo singular.Não fique embeiçado por "aquela" em especial. Ame-as todas. Afinal, sãotodas iguais.9. "Adoro meninas novinhas."Para o homem que não é iluminado, que não percebe as questões que estamosexplanando aqui, é comum a tentativa de concentrar seus esforços de conquistaem mulheres de idade baixa (muito menor que 21), por achar que elas, poringênuas ou pouco experientes, facilitar-lhe-ão a vida. De minha parte,desaconselho a técnica pelos seguintes motivos:a) Como já vimos ad nauseam, as mulheres passam a usar seu instinto assim que tornam-se sexualmente aptas, portanto "mulher ingênua" é falácia. Pelo contrário, o pouco poder de raciocínio de uma menina nova fará com que seu processo de escolha use apenas parâmetros óbvios como aparência física. Mesmo o dinheiro é ininteligível a uma adolescente. Isso fará com que ela se volte para homens altamente atraentes porém impossíveis, tais como Paulo Zulu ou Chitãozinho ou o diabo que for. E, se o slot #1 está ocupado pelo artista da moda, você não tem chances :) Uma mulher mais madura descartará automaticamente os pretendentes "de papel", e aí chega a *nossa* vez.b) A inexperiência com o sexo fará com que o mesmo seja considerado como uma "cota de sacrifício" muito alta. Qualquer adolescente achará que está lhe fazendo um grande favor. Se você está procurando diversão fácil, não é este o caminho.c) Por outro lado, o raciocínio de qualquer adolescente (macho ou fêmea) evolui muito depressa, portanto a menina reavaliará freqüentemente os homens à sua volta. Na prática: se você está esperando arrumar uma namorada inexperiente achando que ela lhe será mais fiel, ESQUEÇA. Essas é que lhe pespegarão o maior galho, logo e sempre :)10. "Por amor, tudo é válido" "Os fins justificam os meios"Os enunciados acima parecem semelhantes. Porém o primeiro costuma habitar aboca de qualquer mulher, enquanto o segundo foi a justificativa difusa para a tortura e o "porão da ditadura" na luta contra o comunismo. E assim comoo comunismo era um inimigo difuso (ou seja, não tinha exatamente um rosto, eos de minha geração duvidam que tenha representado ameaça real), o amor tambémé um objetivo difuso.No frigir dos ovos, o porão representou a manifestação desesperada do instintocoletivo de sobrevivência de um regime econômico/social, enquanto o amor é para mim um pacote de sentimentos que visam basicamente à sobrevivência ereprodução do Homo Sapiens, enquanto animal.Pelo fato de o instinto feminino acomodar um e apenas um homem num determinadoinstante de tempo, e o processo de escolha é determinado por instinto, entãodo ponto de vista da mulher, essa escolha é incontestável. Não háargumentação que a demova. Como diria o Príncipe dos Comedores, "não há o quesegure uma mulher que quer dar".E da mesma forma, se a mulher troca de homem, ou trai o namorado/noivo/maridoatual, essa preferência por outro homem foi resultado de um reprocesso daescolha; significa que, para ela, o primeiro homem tem um valor realmenteínfimo perante o segundo. Por isso, toda mulher julga estar em seu pleno direito e na mais aguçada sanidade quando trai seu par - enquanto apedrejacabalmente qualquer manifestação de "pulada de cerca" masculina, seja do seuhomem ou em outro qualquer do planeta.Se você acha que eu estou exagerando, ou tenho dor-de-corno ou coisa do gênero, queira o gentil leitor comprar alguns periódicos voltados ao públicofeminino. Neles, costumam aparecer aquelas histórias melosas. Ok, algumas historietas são realmente tocantes, mas elas vêm misturadas com casos do tipo"Troquei meu marido pelo melhor amigo dele". Salvo melhor juízo, isso para mimsignifica que à mulher trair seu homem ou cuidar de um filho doente, é a mesma coisa. Mas é óbvio, tudo isso tem epicentro no instinto da mulher !!!Um guia rápido a respeito desses periódicos:Nova Cosmopolitan: voltado a mulheres de classe média ou alta.Marie Claire: público feminino ligeiramente mais abastado e independente do sexo oposto que Nova. Dizem que é popular entre as lésbicas, mas não tenho a Régua de Lesbos para medir essa popularidade ;))Ana Maria: para mulheres de classe baixa ou média-baixa. Se você caça em bailões ou festões, é a literatura mais recomendada.Capricho: Adolescentes de classe média e alta. Minha irmã assinava, portanto foi a publicação que mais amiúde eu li. Aprendi muito com ela, mas vez por outra estive a pique de mandar uma carta desaforada para a redação, em defesa dos machos. Mas, eu sei que não adianta...Caras: específica para mulheres extremamente ambiciosas de qualquer classe social. Uma revista que mostra políticos recém-cassados como anjos só pode ser voltada a essa parcela particularmente odiosa das mulheres.Existem umas outras revistinhas em formato A5, praticamente todas voltadas aopúblico feminino jovem de classe baixa. Por serem baratas, vale a pena olharuma de vez em quando.11) PROMISCUIDADE FEMININAO ser humano é promíscuo. As mulheres querem nos fazer acreditar que apenasnós homens é que somos. Elas se consideram no direito de fazer as mesmascoisas porém sob outros rótulos ("fiz por amor"), só porque podem ter filhos.Bolas, o mundo já está cheio de gente, dane-se o poder de ter filhos ;)Bem, as fêmeas são tão promíscuas quanto os homens - na *média*. No entanto,existe uma diferença. Os homens são igualmente promíscuos independentementede classe social e do ambiente. As mulheres têm grau de promiscuidade variável:- Quanto mais alto o nível sócio-econômico-cultural, menor a promiscuidade.- Quanto mais alto o grau de oportunidades do ambiente - o que quase sempre é resultado direto do tamanho da cidade - menor a promiscuidade de mulheres de baixo nível social, e maior a promiscuidade de mulheres de alto nível social.Considerando-se uma pirâmide social no estilo Brasil, ou seja, muita gentepobre e pouca gente remediada ou rica, as regrinhas acima traduzem-se, naprática, em:Promiscuidade * * ** CIDADES PEQUENAS (50000 - 100000 hab.) ** *** ****** ******+---------------------*********- Posição sócio-econômica-cultural- Mulheres de cidades pequenas (50000-100000 hab.) são muito promíscuas e aceitam muito bem os machos de fora. Isso vale para as de nível econômico baixo ou baixo-médio.- Já a elite econômica de uma cidade pequena será MUITO POUCO promíscua.* ** ***** CIDADES MÉDIAS (200000-500000 hab.) ******** ******** ******+-------------------------------- Em cidades médias (200000-500000 hab.) as meninas de classe social mais baixa ainda são promíscuas, embora menos que as das cidades pequenas.- As meninas da elite econômica continuam sendo pouco promíscuas, porém serão um pouco mais liberais que as das cidades pequenas.** ********* CIDADES GRANDES (> 600000 hab.) ********** ******** +------------------------------- Em cidades grandes (> 600000 hab.) as meninas de classe social baixa não serão tão promíscuas quanto nós gostaríamos ;) Imagino que isso acontece porque existe um apartheid social mais pronunciado, o que acaba *reduzindo* a quantidade de machos desejáveis para elas. - As meninas da elite econômica, por não terem preocupações sociais, poderão ser mais promíscuas em cidades grandes que suas colegas que moram em cidades médias.Para os nerds: a fórmula que plota as curvas acima é algo comoexp((1-x) / log(habitantes)) onde X é o nível social da amostra.GUIA DE BOLSO SOBRE MULHERES- Nunca cante mais de uma ao mesmo tempo, ou às vistas umas das outras.- Tudo que lhe é dado nunca é realmente seu. Dispense intermediários ! Mesmo sendo tímido vá à luta por seus próprios meios e cedo você vai colher resultados positivos.- Namorada que pede para você "ter paciência" em relação a sexo, ou é 100% inexperiente (isso pode acontecer se ela tiver menos de 14) ou, muito mais provavelmente, gosta mesmo é de outro. Fora da primeira hipótese, procure outra. Logo!- "Toda mulher apaixonada gosta de dar o **" (DFC) Salvo raras exceções, isso é a mais pura verdade. Se sua namorada pedir para "se acostumar" com a idéia, ela está mesmo acostumando-se com a idéia de meter dois bonitos galhos na sua cabeça em favor do Ricardão.- Lembre-se sempre que o Paradoxo do Aniversário (**) está por aí e sua namorada querida pode cruzar (nos 2 sentidos) com o Príncipe dos Comedores a qualquer hora. Prepare-se para o galho, porque ele *vai* acontecer. Respire fundo a parta para outra.- Ex-namorada é que nem aposentadoria militar: pelo posto que você conseguiu alcançar, receberá dividendos o resto da vida. Dizendo de forma mais direta, você sempre pode apelar para as ex na hora do aperto. Porém lembre-se: os ex-namorados da sua amada farão o mesmo. Mais um motivo pelo qual eu lhe digo: prepare-se para o galho porque ele *vai* acontecer.- Não fique alimentando o ego de mulheres complicadas, porque mediante um longo processo de transferência, você está mesmo é enchendo a bola dos caras casados que as comem. Procure uma que ao menos lhe pague em moeda justa (e.g. sexo total, mais ego) o ego que você lhe transfere.- Não se intimide com mulheres bonitas. A única diferença é que as bonitas têm menos pretendentes suficientemente corajosos, porque otários como você ficam acovardados, e elas acabam caindo na malha de algum malandrão casado por aí.- Para softwares e mulheres, a estratégia da marreta é sempre a melhor.- Se na navegação astronômica é conveniente voltar a teoria geocêntrica de Ptolomeu para entender a parada, também não hesite em adotar uma postura machista para entender as mulheres da melhor forma possível e defender seus interesses. Visões "holísticas" e "abrangentes" da situação é coisa de corno e viado. (Nada contra os gays/viados. Já para corno, o único castigo suficiente é o Head Crusher do GWM, porque pelo menos remove os galhos.(**) Paradoxo do Aniversário: Numa sala com 23 pessoas, a chance de duas delas fazerem aniversário no mesmo dia é de 50%. Esse aparente absurdo explica porque coicidências análogas, como encontrar um conhecido numa cidade grande, acontecem tanto.
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