domingo, 5 de abril de 2009

responsável pelas ações todos somos

Qual a diferença entre o termo agir e o termo fazer?
11/10/2008 11:24:00 PM Author: Brochado
Para distinguirmos o agir do fazer temos de ter vários aspectos e situações em conta, na medida em que estes podem e são condicionantes para se atribuir os diferentes sentidos que estes adquirem. Quando começa a chover, se estivermos na rua, com certeza iremos ficar molhados e constipados; consequentemente iremos espirrar mesmo que não o queiramos, esta atitude designa-se por fazer e não por agir, isto porque, é uma reacção fisiológica e também não depende de uma decisão voluntária.
Estando a chover, se estivermos um guarda chuva ou um coberto para nos abrigarmos, abrimos o guarda chuva ou deslocamo-nos para o coberto, logo esta atitude pode ser designada por agir, porque dependeu de uma decisão consciente e voluntária da pessoa, teve uma intenção/propósito e teve um motivo/razão. Podemos então dizer que o termo agir está condicionado pelos factores que designam os comportamentos intencionais, conscientes e voluntários, enquanto que o termo fazer tem um sentido mais amplo do que o termo agir, englobando o que os animais fazem, os movimentos que fazemos a dormir e as reacções fisiológicas e psicológicas.
Ao aplicarmos estes conceitos, poderemos em qualquer situação, saber qual destes termos está presente e qual o seu sentido. No âmbito da acção existe uma rede conceptual que nos permite identificar e interligar os seus elementos constituintes. O agente é aquele que pratica a acção, fazendo-o com uma certa intenção e devido a um certo motivo. A dada altura o agente tem a percepção de si mesmo como autor da acção tendo a capacidade de escolha consoante a sua vontade. No momento desta escolha, o agente irá deliberar, ponderando entre as várias possibilidades e irá decidir, escolhendo uma dessas.
As decisões do agente não são puramente racionais, pois estas têm condicionantes emocionais, físicas, psicológicas e também influências culturais e sociais. Assim o agente confere um fim à acção de uma forma consciente e voluntária, não podendo esta ser confundida com o fazer involuntário e por vezes, de carácter obrigatório.
(by Ana Brochado

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